Fontes alimentaresA tabela seguinte apresenta alguns alimentos e respectiva distribuição de gorduras. É importante lembrar que as quantidades habituais de consumo variam substancialmente de alimento para alimento e que o consumo exagerado de qualquer tipo de gordura é sempre prejudicial. Composição nutricional por 100 g
PROTEÍNASAs proteínas têm um papel fundamental na construção e manutenção de todos os tecidos do corpo, enzimas, elementos do sistema imunitário (ex. anticorpos), hormonas, fluidos e secreções corporais; participam no transporte de substâncias por todo o corpo e constituem o ADN, para além de fornecerem energia. As proteínas são constituídas por unidades estruturais designadas de aminoácidos. Das combinações possíveis a partir de 20 aminoácidos distintos, o organismo produz as proteínas de que necessita. Os aminoácidos podem dividir-se em dois grupos: essenciais e não essenciais. Aminoácidos não essenciais: o nosso organismo consegue sintetizá-los. As proteínas de origem vegetal, não menos importantes, possuem um valor biológico muito inferior ao das proteínas animais, porque não contêm todos os aminoácidos essenciais. No entanto, se forem bem combinadas, as proteínas vegetais podem fornecer um perfil de aminoácidos semelhante ao das proteínas animais (ex.: grão com massa, feijão com arroz). Estas proteínas encontram-se em alimentos como os cereais, soja, feijão, lentilhas, ervilhas, amendoins, etc. FIBRASAs fibras são polímeros de hidratos de carbono que não são digeridos nem absorvidos pelo nosso organismo e incluem várias substâncias: polissacarídeos não amiláceos, inulina, fruto-oligossacáridos (FOS), amido resistente (RS) e lenhina. As fibras têm uma função exclusivamente reguladora, pois como não são absorvidas pelo organismo não podem integrar estruturas (função plástica) ou fornecer energia (função energética). A acção das fibras incide no aparelho digestivo, desde que são ingeridas até serem excretadas. As acções a nível do aparelho digestivo têm repercussões benéficas na saúde.
As fibras estão presentes apenas em alimentos de origem vegetal: cereais e derivados, especialmente se forem integrais – arroz, massa, pão; fruta, vegetais e leguminosas, como ervilhas, favas, feijões, grãos e lentilhas. VITAMINASAs vitaminas são nutrientes reguladores e interferem em processos decisivos como:
A sua ausência pode comprometer seriamente a saúde e apesar do organismo poder sintetizar algumas delas, tal quantidade é insuficiente. Por isso, é preciso garantir o correcto fornecimento de vitaminas através da alimentação. As vitaminas são classificadas em dois grupos, consoante o meio onde são solúveis, o que determina, de certo modo, as suas fontes alimentares, a sua distribuição corporal, bem como, a sua capacidade de armazenamento nos tecidos. Vitaminas lipossolúveis: Solúveis em gordura. Frequentemente encontradas nas gorduras dos alimentos; são absorvidas e armazenadas pelo organismo juntamente com a gordura. Por serem armazenadas no organismo, as situações de excesso estão mais favorecidas que as de carência. Vitaminas hidrossolúveis: Solúveis em água. Geralmente, estas vitaminas não são armazenadas no organismo em quantidade apreciável, sendo excretadas pela urina. Por não serem armazenadas no organismo em quantidades significativas, as situações de carência estão favorecidas.
MINERAISOs minerais constituem um grupo fundamental de nutrientes que devem estar presentes na alimentação diária. Podem ser divididos em dois grupos: As suas funções são essencialmente reguladoras, embora alguns minerais desempenhem também funções plásticas. Função plástica ou construtora
Função reguladora
CálcioO cálcio é o 5º elemento mais abundante do nosso organismo e cerca de 99% da sua quantidade total encontra-se nos ossos e dentes. O osso é um tecido vivo e dinâmico, sujeito a um processo de desmineralização e remineralização, e que se pode considerar um reservatório de cálcio. É fundamental a ingestão deste mineral ao longo de toda a vida de modo a permitir uma adequada formação, manutenção e reparação do esqueleto. As necessidades de cálcio são acrescidas em determinadas alturas da vida, como na infância e adolescência, para satisfazer as exigências do crescimento ósseo, ou em grávidas para assegurar a mineralização do esqueleto do feto. A ingestão insuficiente de cálcio após um longo período de tempo é um factor de risco para o desenvolvimento de osteoporose – situação clínica em que os ossos mantêm a sua forma, mas a sua estrutura torna-se esponjosa e frágil, dando origem a fracturas frequentes.
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