As doenças ósseas e articulares assumem uma importância crescente na sociedade actual.
O aumento progressivo da esperança de vida conquistado nas últimas décadas tem vindo a revelar algumas patologias que atingem preferencialmente grupos etários mais avançados e comprometem significativamente a qualidade de vida.
Paralelamente, a industrialização das sociedades ocidentais significou, para grande parte da população, uma redução acentuada na actividade física e a aquisição de padrões alimentares pouco saudáveis.
A Osteoporose é uma das patologias que ganhou proeminência nos fins do século XX e constitui um grave problema de saúde pública em todo o mundo, com tendência a aumentar, em virtude do envelhecimento da população.
Manifesta-se preferencialmente em mulheres após a menopausa, mas não exclui homens ou mulheres mais jovens. É uma doença óssea metabólica em que ocorre uma redução da quantidade de osso (massa óssea) com deterioração da sua qualidade e que resulta da carência de cálcio nos ossos. Estes ficam cada vez mais porosos e por isso muito frágeis, sendo as fracturas a complicação mais frequente e grave da osteoporose.
Ainda que não possamos fugir ao efeito inexorável da idade nos nossos ossos, sabemos hoje que a prevenção pode reduzir o seu impacto e que se deverá iniciar logo nos primeiros anos de vida. A prevenção consiste na adopção de um estilo de vida saudável com uma alimentação que favoreça a aquisição de massa óssea, fortaleça a existente e ajude a diminuir as perdas que naturalmente surgem.
Dada a magnitude do problema, uma rede intercontinental de organizações nacionais de profissionais de saúde e de pacientes de vários países, uniu-se com o objectivo de falar numa única voz e ter um impacto global no aumento da consciencialização da sociedade e da comunidade médica para as doenças ósseas e articulares, bem como promover medidas preventivas e apoiar a investigação. Nesse sentido, organizaram, como o apoio da Organização Mundial de Saúde, a primeira "Década do Osso e da Articulação” (2000/2010) e os excelentes resultados encorajaram a organização da segunda "Década do Osso e da Articulação” que decorre agora em 2010/2020.
A osteoporose é considerada uma doença assintomática, porque por si só não causa sintomas. A perda de massa óssea vai aumentando de forma gradual, sem manifestações, sendo muitas vezes a ocorrência da primeira fractura osteoporótica que despoleta o diagnóstico. Nesta fase, o osso já terá sofrido uma grande deterioração e a doença poderá encontrar-se num estado bastante avançado. Apesar de silenciosa na sua fase inicial, uma vez estabelecida, a osteoporose causa dor intensa, sofrimento e incapacidade.
Perda de altura e deformações da coluna são reflexos comuns. A prevenção e detecção precoce são por isso fundamentais.
O osso é uma estrutura dinâmica, continuamente renovada e reconstruída; produz-se osso novo e o velho é destruído, chamando-se a este processo remodelação óssea. Mas é também sensível a influências metabólicas, nutricionais e endócrinas.
Durante a juventude, o nosso organismo produz osso novo em maior quantidade do que osso velho que destrói e assim, a massa óssea aumenta. O pico da massa óssea alcança-se pelos 30-35 anos. Depois a remodelação prossegue, e passa-se a perder mais osso do que aquele que se ganha – cerca de 0,3% a 0,5% ao ano. A falta de vitamina D e de cálcio na dieta pode acelerar o processo.
A resistência dos ossos depende da sua massa óssea e da sua densidade; e estas dependem em parte da quantidade de cálcio, fósforo e de outros minerais que os contêm. Se os ossos tiverem menos mineral, a sua resistência diminui e perdem a sua estrutura de suporte interna.
O risco de uma pessoa desenvolver osteoporose depende da quantidade de massa óssea que alcançou ao longo da vida e com que rapidez a perde numa idade mais avançada. Quanto maior for o pico de massa óssea, isto é, quanto mais osso tivermos acumulado, menor será a probabilidade de desenvolvermos osteoporose durante o normal envelhecimento.
É importante e urgente a consciencialização de que a osteoporose não é exclusiva de idosos ou de mulheres na pós-menopausa. Também os homens e os jovens devem estar informados para que se possam prevenir eficaz e atempadamente. A osteoporose, que pela definição da Organização Mundial de Saúde (OMS) é sinónimo de Densidade Mineral Óssea (DMO) diminuída, pode ter múltiplas causas, e muitas vezes é uma consequência do modo de vida numa fase mais jovem, ainda que existam pessoas com maior risco de sofrer ou vir a sofrer de osteoporose:
Existem várias metodologias para diagnosticar a Osteoporose. De forma simplificada, e tal como a tensão arterial se pode medir hoje com precisão, também podemos detectar a Osteoporose com um teste rigoroso e indolor de medição da densidade óssea. Esse teste é designado por densitometria óssea. O seu resultado permite ao médico saber para cada indivíduo qual a sua massa óssea e prever qual o risco de poder vir a ter fracturas.
COMO PREVENIR?
A prevenção da osteoporose começa na primeira infância e deve manter-se ao longo de toda a vida. Por isso, prevenir a Osteoporose não é um momento ou uma fase, mas uma opção de vida. Está directamente relacionada com estilo de vida, onde a alimentação e hábitos de vida mais saudáveis são factores decisivos. Se a esperança de vida é maior, isso quer dizer que vamos viver mais anos. E se vamos viver mais anos importa prepararmo-nos fisicamente para isso, desde cedo!
Algumas medidas para maximizar e preservar a massa óssea têm múltiplos efeitos benéficos na saúde, mas têm que ser constantes e não esporádicos. Sabemos que uma ingestão adequada de cálcio acompanhada de um estilo de vida saudável que inclua uma alimentação equilibrada e a prática regular de actividade física contribui activamente para aumentar a densidade da massa óssea durante o crescimento e minimizar a perda óssea numa idade mais avançada. Quanto mais precocemente se adoptar um estilo de vida saudável, mais fácil será mantê-lo, e maiores os ganhos em DMO. Para além de que com estas medidas preventivas está a trazer benefícios para a saúde de forma geral.
O cálcio é um dos mais importantes elementos do corpo humano: todas as células necessitam de cálcio para funcionarem correctamente. No corpo humano o cálcio encontra-se:
- no esqueleto, o "armazém" onde se encontra guardado 95% do cálcio nas células
- no sangue, onde circula para as células e os órgãos que dele necessitam
Se faltar cálcio nas células ou no sangue o organismo vai buscá-lo ao armazém: o esqueleto. Importa por isso garantir a satisfação da quantidade de cálcio que o organismo necessita, tendo em conta a variação ao longo da vida, do sexo e situação fisiológica.
O ciclo de vida do osso
Os ossos humanos crescem até aos 20 anos. A partir dessa idade o tamanho permanece estável, mas aumenta a densidade até aos 30-35 anos. É a partir dessa idade que a massa óssea começa a perder-se progressivamente. A velocidade de perda é diferente nos homens e mulheres, sendo mais rápida para elas, sobretudo após a menopausa.
O papel do cálcio em função da idade
Na infância é necessário para o crescimento do esqueleto. Os ossos estão a crescer rapidamente e por isso as necessidades de cálcio são grandes. As crianças necessitam de 2 – 4 vezes mais de cálcio por quilo de peso que os adultos.
A adolescência (e até aos 25/35 anos) é um período essencial para a obtenção do pico de massa óssea, ou seja, do capital ósseo que se vai armazenar para gastar ao longo da vida.
Dos 25 aos 35 anos, o tamanho dos ossos permanece estável mas a densidade continua a aumentar e por isso, uma ingestão adequada de cálcio é necessária para atingir a resistência e densidade máximas do osso (pico de massa óssea). Até esta idade é decisivo que se consiga acumular o máximo de capital ósseo e se obtenha um elevado pico de massa óssea, para que a perda que se vai iniciar a partir desta idade seja menos preocupante para a manutenção da saúde óssea.
Depois dos 35 anos, todos começam a perder cálcio do esqueleto; a ingestão correcta de cálcio vai ser necessária para repor as perdas e evitar que os ossos fiquem menos resistentes.
Durante a gravidez e a amamentação as necessidades de cálcio também são maiores já que a mãe necessita de cálcio para si e para o seu bebé.
Após a menopausa, quando as mulheres perdem osso muito mais rapidamente devido à falta de estrogénios, as necessidades de cálcio aumentam muito.
Os idosos absorvem pior o cálcio e outros minerais e vitaminas. Por isso, necessitam de uma alimentação mais rica e equilibrada. Quando já se sofre de osteoporose a alimentação rica em cálcio (associada a outras medidas terapêuticas) continua a ser fundamental para melhorar a força do esqueleto
Leite - Fonte privilegiada de cálcio
O leite e derivados (ex: queijo, iogurte) são os nossos principais fornecedores de cálcio, pois além de serem dos alimentos mais ricos neste mineral, o cálcio proveniente dos lacticínios é mais facilmente absorvido pelo nosso organismo do que o cálcio de outros alimentos.
Dentro dos lácteos, o leite é a mais importante fonte de cálcio. Cada copo de leite (250 ml) tem cerca de 300 mg de cálcio. A título de exemplo, para atingir essa quantidade, é preciso consumir 2 iogurtes (de 125g cada).
O leite reforçado em cálcio é uma fonte de cálcio por excelência, já que para além de garantir maior quantidade de cálcio por copo de leite, tem ainda um reforço de vitamina D, responsável pela absorção do cálcio pelo organismo.
Que outros alimentos têm cálcio?
Outros alimentos que também possuem uma grande quantidade de cálcio são os legumes verdes (ex: espinafres, brócolos) e alguns cereais, frutos secos e peixes (principalmente os que podem ser comidos com espinhas). No entanto os vegetais verdes contêm oxalatos, um elemento que torna difícil a absorção do cálcio. O mesmo problema sucede com os cereais, por conterem fitatos. Mas atenção: isso não significa que os deva excluir da sua alimentação, já que são essenciais a uma dieta equilibrada.
Quais são as necessidades diárias de cálcio?
Idade
Necessidades diárias de cálcio
Copos de leite correspondentes (250 ml)
1 - 3 anos
500 mg
1 - 2 copos
4 - 8 anos
800 mg
2 - 3 copos
9 - 18 anos
1300 mg
4 copos
19 - 50 anos
1000 mg
3 copos
+ 50 anos
1200 mg
4 copos
Fonte: Food and Nutrition Board, Institute of Medicine, National Academies. 2004.
Não deixe de satisfazer as necessidades diárias de cálcio. A tabela acima converte em copos de leite a quantidade diária de cálcio necessária, sendo apenas uma referência.
Nas crianças mais pequenas as necessidades de cálcio podem ser atingidas com cerca de 0,5L de leite. Os leites infantis ajustados às suas necessidades nutricionais são uma boa opção.
A adolescência é uma fase particularmente importante para a ingestão de cálcio porque as necessidades diárias deste mineral aumentam significativamente. Neste caso, o leite enriquecido em cálcio pode ser uma ajuda preciosa, dado que contribui para atingir as necessidades diárias de cálcio mais facilmente. Cada copo de leite enriquecido em cálcio oferece mais 50 mg de cálcio que um copo de leite “normal”.
Mesmo depois de atingirmos o pico de massa óssea a ingestão de cálcio continua a ser um factor importante: no início para manter o equilíbrio que se atingiu e depois para contrariar as perdas de massa óssea que inevitavelmente ocorrem com o passar do tempo.
Alguns estudos indicam que depois dos 40 anos a massa óssea diminui cerca de 0,5% por ano (tanto em homens como em mulheres) e para as mulheres depois da menopausa esta redução pode ser 10 vezes mais elevada! Estes dados ajudam a perceber porque é que as necessidades de cálcio a partir dos 50 anos são tão próximas das dos adolescentes. Mais uma vez, o leite enriquecido em cálcio é um bom aliado na missão de obter quantidades adequadas de cálcio todos os dias.
Sim a uma alimentação equilibrada, não ao sedentarismo – é o princípio fundamental para um estilo de vida saudável. Não apenas para si, mas também para os mais pequenos – educar as crianças para que gostem do que lhes faz bem pode parecer muito difícil, mas é um “plano poupança saúde”.
Para além do cálcio, há outros requisitos a cumprir para a prevenção da osteoporose:
• Fornecer quantidades adequadas de vitamina D por exposição moderada ao sol e ingestão de alimentos ricos nesta vitamina, como o leite reforçado em vitamina D
• Abandonar o excesso de tabaco e de álcool;
• Praticar exercício físico com regularidade, falando anteriormente com o médico. Os exercícios possíveis incluem passeios, subida e descida de escadas, dança, natação, etc.
• Prevenir quedas que têm como consequência lesões, fracturas, hospitalizações, incapacidade permanente, isolamento social e problemas psicológicos. Os programas de exercício, entre outras vantagens, aumentam a capacidade muscular e a confiança;
• Fazer o diagnóstico;
• Nas mulheres após a menopausa, iniciar medicamentos de substituição (terapêutica hormonal de substituição) quando e nas condições ordenadas pelo seu médico.
Uma alimentação rica em cálcio e de um modo geral criteriosa ajuda a desenvolver ossos saudáveis, resistentes e bem mineralizados; Deste modo poderá mantê-los fortes ao longo da vida e a impedir que enfraqueçam, a ponto de a osteoporose avançar com as suas dores, deformações, fracturas e incapacidades.
Em simultâneo, além de prevenir a osteoporose ajuda a evitar outras doenças graves tais como: cancro, hipertensão arterial ("tensão alta"), doenças cardiovasculares, etc.
Para simplificar, damos-lhe 10 dicas essenciais às boas práticas alimentares.
Para além da importância que o cálcio assume na prevenção e combate à osteoporose, há mais regras alimentares a assegurar. São simples e dão saúde ao esqueleto e, em geral, a todo o organismo:
1. Consuma leite (e derivados) em abundância – são nutricionalmente muito ricos e fabulosos fornecedores de cálcio. Opte pelo leite reforçado em cálcio, para usufruir de maiores quantidades de cálcio por cada copo de leite.
2. Não passe mais do que 3 a 3 horas e meia sem comer.
3. Abra as suas refeições com uma boa sopa de vegetais e consuma-os em abundância.
4. Assegure-se que em todas as refeições entram alimentos ricos em amido: pão, feijão, massa, arroz, etc. 5. Privilegie a fruta.
6. As proteínas são também importantes para a saúde óssea. Coma porções adequadas de carne, produtos derivados e pescado, sem exageros.
7. Use pequenas porções de gorduras para cozinhar e temperar os alimentos. Prefira o azeite. Retire as gorduras visíveis à carne. Evite fritos.
8. Fuja de doces de um modo geral e não exagere no sal.
9. Coma tranquilamente à mesa, mas sirva-se apenas uma vez.
Uma vida activa e a prática regular de exercício físico é muito importante para a saúde dos ossos, em todas as fases da vida: durante o crescimento e até aos 30-35 anos ajudam a obter um bom pico de massa óssea e a partir dessa idade contribuem para que a perda óssea seja mais lenta ou estabilize. Mas deve andar "de mãos dadas" com uma alimentação rica em cálcio, para permitir o aumento da massa óssea.
O exercício físico beneficia a estrutura óssea e duas formas:
Acção directa da carga (gravidade) e dos músculos que se inserem em determinado osso, o que permite uma melhor orientação dos pilares ósseos.
Acção indirecta, ao melhorar a força muscular, o equilíbrio, a postura, a coordenação, a atenção e os reflexos do indivíduo, diminuindo a ocorrência de quedas e consequentes fracturas.
A prática de exercício físico deve ser incentivada desde a infância. Podemos dizer que até aos 6 anos a prática desportiva seja a brincadeira, porque a criança ainda não atingiu toda a sua capacidade de autodomínio e concentração na execução de exercícios motores. Mas a partir dos 6 anos a criança terá já condições de iniciar uma modalidade desportiva específica, adequada à idade e ao gosto pessoal - é importante que a prática desportiva seja um prazer e não um sacrifício. O grande objectivo é criar hábitos de prática desportiva, por forma a que o desporto contribua para atingir o máximo capital ósseo cerca dos 25-30 anos (sendo de especial importância o período da puberdade). Depois dos 30 anos a prática do exercício continua a assumir uma função essencial. São sempre preferíveis as actividades realizadas contra a gravidade e com resistência, pois implicam maior acção directa dos músculos sobre as trabéculas, com consequente aumento da rigidez óssea.
Deixamos algumas sugestões para a prática desportiva, sugerindo que consulte o seu médico, de modo a adoptar as modalidades mais seguras ou adequadas para si.
Mesmo que já tenha osteoporose ou tenha sofrido uma fractura deve fazer exercício físico e evitar ter uma vida muito sedentária. O exercício adequado para si vai depender da gravidade da sua osteoporose, da existência de outros problemas de saúde e da sua forma física. Por isso, não deve começar qualquer programa sem falar com o seu médico.
Regra geral, o exercício ajudará a: - manter a massa óssea e reduzir o risco de fractura
- melhorar a força muscular e permitir uma melhor postura
- melhorar o equilíbrio e diminuir o risco de queda
- reduzir as dores crónicas da coluna - prevenir ou diminuir as deformações da coluna provocadas pela osteoporose.
Os melhores tipos de exercícios para quem tem osteoporose são exercícios com carga (marcha, dança e aeróbica de baixo impacto) e exercícios com resistência: usando pesos livres, aparelhos ou fitas de borracha. O Yoga, ou Tai-Shi são boas soluções que ajudam a melhorar o equilíbrio e a postura. A natação, por não ser feita em carga, não é recomendada quando se pretende aumentar a massa óssea. No entanto, se já teve fracturas vertebrais, a natação e a hidroginástica suave podem ser bons exercícios, uma vez que a impulsão da água reduz o esforço necessário, reduz a probabilidade de ter dor na execução e ajuda a melhorar a força muscular.
A Associação Portuguesa de Osteoporose (APO) é uma Instituição sem fins lucrativos, criada em 1994, que congrega doentes e técnicos de saúde, tendo como principal objectivo ajudar as populações a tomar consciência deste problema que afecta milhares de pessoas em Portugal.
O seu presidente é o Dr. Albino Aroso, personalidade médica desde sempre conhecida por ter pautado a sua vida profissional na defesa da saúde da mulher nas suas diferentes fases. São vice-presidentes, Laura Bastos Monteiro e Fátima Borges, secretária geral Celeste Ribeiro e Tesoureiro Teresa Mendonça e Moura.
Nos seus estatutos está definido que é uma organização sem fins lucrativos que congrega doentes e técnicos de saúde, tendo como principal objectivo ajudar as populações a tomar consciência deste problema que é, simultaneamente, pessoal e colectivo. Cada um de nós tem a responsabilidade de preservar a sua saúde e só pessoas informadas podem assumir os comportamentos correctos e adequados para evitarem as doenças. Já ultrapassa a centena as acções de informação e sensibilização das populações congregadas em juntas de freguesia, centros de apoio, câmaras, e outras instituições da sociedade civil.
Anualmente, é celebrado o dia Mundial da Osteoporose como meio de lembrança da responsabilidade de todos nós na mudança de padrões de vida.
Em 1999, a APO iniciou uma forte campanha de sensibilização pública que contou com o apoio de muitas personalidades e instituições portuguesas. Com enfoque na prevenção, a APO concentrou a mensagem na contribuição inigualável do leite para uma estrutura óssea saudável e para a contribuição deste alimento na prevenção da osteoporose.
Contactos:
Morada: Rua Paraíso da Foz, 48 - 6º Esqº. 4150-565 Porto
A Aporos, cuja fundação teve lugar em Fevereiro de 1994, é uma associação de doentes, independente e não lucrativa, com cerca de 500 sócios, que integra todos os indivíduos interessados na doença. A 9/3/98 obteve o estatuto de IPSS (publicação DR 2/99).
Os principais objectivos da associação são:
a) Defender e apoiar os doentes com osteoporose;
b) Divulgar o conhecimento da doença e fomentar a sua prevenção;
c) Promover a assistência e a investigação médica sobre a osteoporose;
d) Alertar as autoridades de saúde e responsáveis governamentais de forma a serem tomadas as medidas necessárias de prevenção e diagnóstico precoce.
A divulgação sobre os aspectos mais importantes da osteoporose (factores de risco, diagnóstico precoce, importância da prevenção, modalidades terapêuticas) junto do público tem passado por múltiplas acções ao longo da nossa existência:
a) Reuniões junto do grande público
b) Reuniões com profissionais de saúde não médicos
c) Folhetos informativos (aspectos gerais, alimentação, exercício, tratamento, prevenção das quedas)