Ajudar uma criança a crescer em todas as dimensões!
Como é grande (enorme!) este desafio de ajudar uma criança a crescer e a desenvolver-se bem em todas as suas dimensões!
A vida é, por vezes, uma correria, nem sempre conseguimos trazer para o primeiro plano de prioridades aquilo que sabemos ser realmente importante, mas vale a pena ter presentes uma série de ideias que podem ajudar-nos a ter a atitude certa quando se trata de fazer escolhas que vão contribuir para o seu bem-estar ao longo da vida... e, no fim de contas, educá-los melhor.
O que aqui apresentamos não são regras, mas sim ideias genéricas que cada pai, professor ou encarregado de educação poderá adaptar e pôr em prática, em função dos seus valores, dos seus tempos, do seu “estilo” (e cada educador tem o direito a ter o seu...).
Do ponto de vista físico...
A infância é uma fase crucial para o crescimento e desenvolvimento das aptidões físicas. Ter uma vida activa é hoje considerado também uma das atitudes mais importantes em termos de prevenção de doenças e, sobretudo, em termos de prevenção da obesidade.
Andar a pé o mais possível, de bicicleta, ir ao parque, sair de casa, jogar à bola... ajuda as crianças a manter o equilíbrio energético (e a não acumular calorias, logo, gordura), mas ajuda-as também a tornarem-se mais autónomas e desenvoltas do ponto de vista físico.
Do ponto de vista alimentar...
Informação não nos falta e sabemos (quase de cor) as regras para uma alimentação saudável: fazer dos cereais, derivados e tubérculos a base energética da alimentação, ingerir frutas e produtos hortícolas em maiores quantidades, não exagerar nas gorduras...
Depois, na prática, nem sempre conseguimos que toda a família siga estas regras.
Mas tê-las presentes é já meio caminho andado, na hora de fazer as compras e cozinhar. Ensiná-las, explicá-las aos mais pequenos pode também ajudar a interiorizar o consumo de certos alimentos. Para os mais novos (e não só) convém não esquecer o consumo de leite, o alimento mais completo, com o cálcio mais fácil de assimilar pelo nosso organismo — crucial ao crescimento e desenvolvimento dos ossos.
Existem leites adaptados a cada etapa do crescimento das crianças, pois em cada etapa elas têm necessidades diferentes.
Para as crianças intolerantes à lactose, existem agora alternativas acessíveis: o leite 0% lactose que consegue evitar o abandono do consumo de leite e proporcionar a todas as crianças, as vantagens nutricionais deste alimento.
Do ponto de vista intelectual...
Esta é mais uma área que dá “pano para mangas”, como se costuma dizer.
Só duas ou três chaves: ajude as suas crianças (filhos, alunos...) a ter uma auto-estima forte. Gostarem de si próprias, valorizarem aquilo que são e aquilo que sabem, pode ser a chave do sucesso da aprendizagem, a arma para resistirem às dificuldades futuras e o caminho para serem pessoas seguras, positivas, activas, realizadas.
Outra chave: o respeito pela sua criatividade e ideias. As crianças não são “reizinhos”, é certo. Têm também que ser contrariadas quando é preciso, mas possuem, como seres “novos” que são, o dom de olhar o mundo com olhos novos, de conseguir ter das coisas uma visão criativa e totalmente inesperada. Respeite-a, valorize-a, aproveite-a.
Como última ideia: a importância do sentido crítico. O mundo é hoje um lugar complexo, cheio de estímulos, de informação, de mensagens tantas vezes contraditórias. Ajude as crianças a saberem caminhar, sem se perderem. Ensine-as a pôr em causa, a questionarem-se a si e às coisas que as cercam.
Do ponto de vista social...
A criança precisa de socializar, de se integrar no meio social, de saber “navegar” por vários meios: o familiar, o escolar, o dos seus amigos (do bairro, por exemplo). Cada um destes espaços sociais proporciona descobertas e relações diferentes, exige também comportamentos diversos, dá origem a trocas e aprendizagens de muitos tipos. É todo este conjunto de pessoas que a envolvem, de descobertas que faz, de experiências que vive, que vai ajudar a construir cada criança, como ser humano completo.
Completo e com direitos: direito a ter um nome, uma família, mas não só, a estudar, a brincar, a não trabalhar. Direitos tão básicos, mas por vezes esquecidos! |
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O LEITE EM 10 PERGUNTAS
1. Porque é que o leite é um alimento tão importante?
O leite é um dos poucos alimentos que consegue reunir todas as categorias de nutrientes indispensáveis a uma alimentação saudável. Para além do tão falado cálcio, o leite é rico em muitos outros minerais e é uma excelente fonte de vitaminas, de proteínas de elevada qualidade, de lípidos e de hidratos de carbono — óptimos fornecedores de energia. O leite é, assim, um alimento altamente nutritivo e completo e, como tal, deve ser consumido por pessoas de todas as idades.
2. Que quantidade de leite devemos beber por dia?
Depende das idades e também dos diferentes estados em que nos podemos encontrar: as crianças entre os 3 e os 10 anos e os adultos devem beber 3 copos de leite por dia; entre os 11 e os 24 anos e durante a gravidez e amamentação, as necessidades aumentam para 3/4 copos por dia; as mulheres a partir dos 45-50 anos, devido às grandes perdas de massa óssea, devem beber 4/5 copos de leite diários.
3. Porque é que o pequeno-almoço é tão importante?
O pequeno-almoço é importante não só para as crianças (está provado que tem um papel decisivo no rendimento escolar), mas também para os adultos que se preparam para iniciar um dia cheio de exigências a todos os níveis.
O pequeno-almoço é importante porque...
... quebra o jejum de, às vezes, quase 12 horas (desde o jantar do dia anterior);
... hidrata o organismo (e por isso deve incluir uma bebida, como o leite);
... permite “recarregar baterias”;
... permite uma melhor distribuição dos alimentos ao longo do dia.
4. O que comer ao lanche, a meio da manhã e a meio da tarde?
Para além do pequeno-almoço, é importante que outras refeições não sejam esquecidas. Os nutricionistas recomendam que o intervalo entre as refeições não exceda as três horas, por isso é essencial que a meio da manhã e da tarde se tome uma pequena refeição que inclua um copo de leite ou derivados, como um iogurte ou uma fatia de queijo.
5. O leite a qualquer refeição? Porque não?
Em Portugal é mais comum o leite ser consumido fora das refeições ditas “principais”.
Ainda não entrou nos hábitos dos portugueses o consumo de leite, por exemplo, ao almoço e ao jantar, como acontece em muitos outros países. O leite contém muita água (que nos sabe bem a acompanhar uma refeição), mas contém muito mais: vitaminas, sais minerais, proteínas, lípidos e hidratos de carbono! Porque não experimentar tornar as refeições mais ricas e nutritivas acompanhando-as com um copo de leite fresquinho?
6. O que fazer quando as crianças se recusam a beber leite?
No caso das crianças que não gostam verdadeiramente do sabor do leite, é possível continuarem a bebê-lo recorrendo ao leite com aromas, aos batidos e a outras receitas que incluam leite na sua composição.
Em relação às crianças que se recusam a beber leite como forma de auto-afirmação, é bom que o leite lhes comece a ser apresentado como uma bebida de pessoas crescidas, esclarecidas e que sabem o que é melhor para si. Neste caso, o exemplo dos pais pode ser determinante.
7. Porque é que as outras bebidas parecem sempre mais atraentes?
A publicidade desempenha um papel importante. Os refrigerantes, assim como outras bebidas consumidas pelas crianças, são normalmente apresentados como produtos jovens, dinâmicos e associados a momentos divertidos.
Para além disso, não nos podemos esquecer que a maioria destas bebidas apresenta um teor de açúcar extremamente elevado, o que não deixa de representar um grande atractivo (e um perigo), uma vez que as crianças têm normalmente uma certa tendência para o gosto “doce”.
8. Que estratégias são normalmente utilizadas para “fazer” as crianças beber leite?
Normalmente, o que as crianças ouvem em casa e na escola é: “tens de beber leite porque faz bem à saúde”. É lógico que para um adulto, este é um argumento bastante válido; no entanto, para uma criança pequena não chega. Apesar de pais e professores tentarem explicar-lhes a vantagem de consumir nutrientes, como é o caso do cálcio, o leite continua a ser visto como uma bebida “obrigatória” e pouco divertida.
9. Que estratégia propõe a “Festa do Leite”?
“A Festa do Leite” aposta na pedagogia da não-obrigação. Ou seja, não impõe o leite como bebida obrigatória, mas apresenta-o como a melhor escolha em termos nutricionais e de gosto. Para além disso, recorre a algumas técnicas publicitárias, associando-o a uma bebida dos heróis e a um certo ambiente de aventura. A estratégia usada por “A Festa do Leite” reúne, assim, dois métodos que podem parecer antagónicos, mas acabam por se complementar: por um lado esta campanha informa, por outro, seduz.
10. Como é que os pais podem participar?
A participação dos pais nesta “Festa do Leite” é muitíssimo bem-vinda!
Os pais podem participar, por um lado, dando o exemplo e mostrando aos filhos como deles, enquanto adultos, também bebem leite. Desta forma estarão a provar-lhes como o leite não é apenas uma bebida dos bebés. Por outro lado, podem ajudar a esclarecer os filhos, informando-os das características do leite e das vantagens que podem ter em bebê-lo (o leite faz crescer, faz os ossos mais fortes, ajuda o cérebro a funcionar bem, dá-nos força). Finalmente, podem ter um papel fundamental ao sugerir várias ocasiões para beber leite e ao propor bebidas novas à base de leite como batidos de diferentes sabores, sobremesas, etc.
Contamos consigo para ajudar a construir esta “Festa do Leite”!
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Download de materiais: Brochura “O Leite em 10 Perguntas”