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A IMPORTÂNCIA DOS AFECTOS | BIRRAS E MAIS BIRRAS | A BRINCAR TAMBÉM SE APRENDE | DESENVOLVIMENTO EM IDADE PRÉ-ESCOLAR | ESTIMULAR OS SENTIDOS | “EU QUERO!” | UTILIDADES

A IMPORTÂNCIA DOS AFECTOS

As motivações afectivas constituem uma força viva que leva a criança a procurar soluções, dentro e fora de si, para os problemas com os quais se vai deparando. Mas este processo de maturação afectiva é, em grande parte, obra dos pais, ou das pessoas que os substituem e depende, essencialmente, da forma como os pais compreendem e lidam com a criança. Se ela não encontrar junto dos pais uma ajuda para conseguir equilibrar todas as suas necessidades, a sua afectividade não se desenvolve, ou corre o risco de se desenvolver de uma forma insuficiente, podendo por isso fixar-se num estádio mais inicial do seu desenvolvimento. Nestes casos, a criança aborda os conflitos dos períodos seguintes com a mentalidade e maturidade afectiva do estádio anterior, podendo abrir-se assim caminho a possíveis afectividades desviadas (ou seja, comportamentos anti-sociais, perturbações do carácter, etc.). A criança pode, por exemplo, manter-se dependente dos pais, demonstrar uma atitude passiva e revelar-se incapaz de realizar um esforço. Ou então mostrar-se mais agressiva.

Outras vezes, mesmo sentindo-se afectivamente carente, a criança desenvolve-se, mas mantém-se um ser frágil e incapaz de ultrapassar contrariedades, com uma baixa auto-estima e falta de confiança em si mesma.

Tudo isto põe em relevo a importância do bom ambiente emocional que os pais devem dar aos seus filhos. Porque são, realmente, os afectos que lhe transmitem os sentimentos de segurança, de confiança, de auto-estima.

A partir dos 3 anos, as crianças reclamam cada vez mais a sua autonomia, já não têm tanta necessidade de colo nem de miminhos, esforçam-se por mostrar que sabem fazer tudo sozinhas. O que não quer dizer, obviamente, que não tenham necessidade de afecto.

Por tudo isto, privilegie sempre os afectos, as relações que existem entre si e o seu filho. Se esta base for segura, ele crescerá mais saudável em termos emocionais, o que significa que terá uma maior capacidade para lidar com o mundo e com os outros que o rodeiam.

BIRRAS E MAIS BIRRAS

De acordo com os pediatras, a birra é uma manifestação de qualquer conflito ou pressão que a criança não consegue resolver de outra maneira, como, por exemplo, verbalmente. E, como todas as manifestações, a birra tem um objectivo e um motivo, mesmo quando parece vinda do nada e a propósito de coisa nenhuma. Daí que seja muito importante que a criança não consiga tirar partido da birra. Esta é, por isso, a regra número um para todos os pais: não ceder às birras dos filhos.

Se a criança perceber que fazer birra resulta, ela vai perpetuar esse comportamento. Por isso, é fundamental não deixar que a criança manipule e atinja os seus objectivos pelo facto de estar a fazer uma birra. Se a criança souber que não tem ganhos adicionais, deixa provavelmente de fazer birras. Mas falar é fácil, claro.

Como é que se consegue lidar e «negociar» com uma criança aos gritos e aos pontapés que não ouve ninguém? Antes de mais, há que perceber que a birra é normal nas crianças mais pequenas e que é uma coisa espontânea, não é premeditada. Em segundo lugar, os pais devem ter consciência de que a criança precisa de tempo para resolver esse conflito interno. Terceiro, e não menos importante: se os pais perdem a calma (e todos sabemos como é fácil perdê-la), deitam tudo a perder.

Há factores que influenciam negativamente a frequência das birras, como o mau ambiente familiar. Um mau ambiente em casa gera uma educação desorganizada, sem consistência, e isto agrava o comportamento birrento das crianças. Por outro lado, viver sem regras também não é bom. A permissividade perante uma birra é o pior erro que os pais podem cometer.

Deixar a criança resolver a birra entregue a si própria é, muitas vezes, a melhor opção, defendem os pediatras. Dar-lhe pouca atenção, deixá-la no quarto a espernear e dizer-lhe «já volto» é muitas vezes a solução para a birra parar. Quanto mais atenção se dá à criança, mais ela tenta levar a sua avante. Quando a birra acontece num local público, a solução é retirá-la o mais depressa possível do centro das atenções, porque a assistência pública prolonga a birra. Leve-a até à rua, ou até à casa de banho. O importante é que ela não esteja a ser o centro das atenções. Por outro lado, não caia na tentação de ao repreender em público. Vai ver que só piora a situação.

Entretanto, como meio de segurança, não se esqueça de retirar objectos perigosos que possam estar ao alcance da criança que está a fazer uma birra.

Passada a idade das birras — a partir dos 3, 4 anos —, o mais natural é que estas sejam cada vez menos frequentes e menos intensas, até que desaparecem de vez. Daí que seja necessária alguma atenção a certas situações desajustadas, que podem revelar algum problema no desenvolvimento da criança. As birras desajustadas da situação, do contexto e da idade são, muitas vezes, o primeiro alerta para eventuais perturbações do desenvolvimento e do espectro do autismo. Birras muito frequentes, muito prolongadas e já depois dos 3 anos podem indiciar algum problema. Também não é normal aquela situação em que a criança vive em birra permanente.

Afastadas as possibilidades de problemas relacionais ou outros, o comportamento birrento acaba por passar. Tenha paciência, muitas vezes a criança está só a tentar chamar a atenção. O melhor mesmo é tentas resolver o problema envolvendo-a na solução.

A BRINCAR TAMBÉM SE APRENDE

O direito a brincar está inscrito na Declaração Universal da Carta dos Direitos da Criança. Até aos 3 anos, a criança não distingue verdadeiramente entre o que é brincadeira e o que é a realidade. Mas, a partir dessa idade, começa a aperceber-se de que há diferenças significativas entre uma coisa e outra. Apesar disso, a maior parte do seu tempo, senão todo, é passado a brincar. A brincadeira prolonga-se até à exaustão e o jogo assume um papel essencial. Muitas vezes, realiza-se sem qualquer finalidade específica, já que o simples acto de jogar é a sua razão de ser.

O sentido mais profundo dos jogos infantis é o empenhamento sério das crianças na sua concretização. Estão em jogo os seus sentimentos, instintos e pensamentos. Por isso, deixe os seus filhos brincarem à vontade e brinque com eles. Muito! O jogo é o principal suporte do desenvolvimento das crianças a nível físico, emocional, afectivo e psíquico.

A partir dos 3 anos, as crianças começam a brincar em conjunto, mas ainda são bastante egocêntricas, por isso não estranhe se vir o seu filho a brincar sozinho no meio de um grupo de crianças. A partir desta altura, as crianças começam também a assumir novas formas de brincadeira. O significado cada vez mais claro da palavra «eu» possibilita a mudança: a dramatização de diferentes papéis. A criança imagina que é mãe, o pai, um animal ou outra coisa qualquer; imagina que está num comboio, num avião, que é um piloto, um polícia, uma enfermeira. Agora que percebe a diferença entre o «eu» e o «tu», troca conscientemente de papel. A representação abre-lhe o mundo dos adultos. E assim vai crescendo.

No que diz respeito aos brinquedos, estes não são necessariamente aquilo para que foram criados. É a criança que lhe dá um destino final. E a imaginação, já se sabe, não tem limites.

Para alguns autores, a definição mais correcta de brinquedo é a que aponta para o objecto que provoca o impulso de actividade que vai converter-se em jogo. É a utilização que lhe confere o seu fim último. Daí que o mesmo brinquedo possa ser utilizado em muitas brincadeiras. O brinquedo é potenciador da criatividade. E este é um aspecto essencial no desenvolvimento das crianças. Os pais devem estar atentos aos filhos que brincam de uma forma estereotipada, sempre igual. Se o brinquedo e o jogo forem redutores da fantasia e da criatividade, o prazer do jogo desaparece. Os jogos, como elementos de aprendizagem, deverão permitir que a criança passe da simples percepção para o mundo da ficção e da fantasia. Por isso, as crianças, de entre os vários brinquedos adequados a cada faixa etária, devem ter sempre a possibilidade de os poder escolher. Os carrinhos, os aviões, os navios têm sucesso garantido, mas é preciso não esquecer que, antes de ser oferecido, o brinquedo deve ser desejado. Desta forma, preenche-se uma necessidade que a criança evidencia.

Os pais não devem recusar o brinquedo pedido e substitui-lo por outro que eles — os pais — gostem mais, ou achem mais adequado. A escolha deve pertencer à criança; aos pais compete enriquecer e encorajar as suas brincadeiras.

E quanto aos brinquedos de «guerra», «violentos»? Muitos pais têm dúvidas quanto a oferecê-los. Não é aconselhável a aquisição constante, mas este é um tipo de brinquedo que propicia à criança uma certa forma de libertação da sua agressividade, daí que tenha algum interesse.

Escusado será dizer que satisfazer todos os desejos das crianças não tem resultados positivos, o desinteresse chega depressa e os objectos são pouco valorizados. E, lembre-se: não ceda a caprichos, não compre brinquedos com indiferença, não mostre desinteresse. A escolha de um brinquedo é sempre um assunto muito sério.

DESENVOLVIMENTO EM IDADE PRÉ-ESCOLAR

O desenvolvimento cognitivo

Jean Piaget denominou o período pré-escolar de estádio pré-operatório. É o segundo grande estádio de desenvolvimento cognitivo da criança, e estende-se aproximadamente entre os 2 e os 7 anos. Ao longo destes cinco anos, as crianças tornam-se gradualmente mais sofisticadas no uso do pensamento simbólico. Contudo, ainda de acordo com Piaget, as crianças só pensam logicamente no estádio das operações concretas, ou seja, no período escolar.

Entre os processos cognitivos do estádio pré-operatório identificados por Piaget e por outros investigadores estão a função simbólica, a compreensão das identidades, a compreensão da causa e efeito, a capacidade para classificar e a compreensão do número. Algumas destas capacidades têm a sua origem nos três primeiros anos de vida, outras começam a desenvolver-se no período pré-escolar, mas só estarão completamente adquiridas no período escolar.

Ter símbolos para as coisas ajuda a criança a pensar nessas coisas e nas suas qualidades, a recordá-las e a falar sobre elas, sem que elas precisem de estar fisicamente presentes. O desenvolvimento do pensamento simbólico torna possível outros progressos importantes. As crianças evidenciam a função simbólica através da imitação diferida (a repetição de uma acção observada num momento anterior), do jogo simbólico (quando as crianças fazem com que um objecto simbolize outra coisa, uma boneca é uma pessoa, por exemplo) e da linguagem.

Outra das competências cognitivas das crianças prende-se com a compreensão das identidades (aquilo que as coisas e as pessoas são). À medida que a desenvolvem, o mundo torna-se mais organizado e previsível aos seus olhos. Esta evolução acompanha o desenvolvimento do auto-consciência.

A capacidade de pensar em termos de causa e efeito é outra das marcas do desenvolvimento cognitivo no período pré-escolar. Esta competência é visível nos «porquês» que as crianças começam agora a colocar constantemente, e que vão continuar a colocar ainda por bastante tempo. Já não ligam uma causa a um efeito, apenas em relação a ocorrências específicas no ambiente físico, como acontecia durante os três primeiros anos de vida. As crianças agora já são capazes de estabelecer este raciocínio em relação a contextos sociais mais complexos.

A classificação (o agrupamento de objectos, pessoas e acontecimentos) é outra das competências cognitivas das crianças nesta altura. Por volta dos 4 anos, muitas conseguem classificar utilizando dois critérios, como a cor a forma. À medida que usam a capacidade de classificar para ordenar muitos aspectos das suas vidas, as crianças categorizam as pessoas como «boas», «más», «amigas», etc. Por esta razão, a classificação é uma capacidade com implicações sociais e emocionais.

O conhecimento quantitativo é, igualmente, afinado no período pré-escolar. As crianças têm agora palavras para comparar as quantidades. Aos 3, 4 anos sabem perfeitamente o que é ter muitos rebuçados ou rebuçado nenhum.

O desenvolvimento físico

Por volta dos 3 anos, as crianças tornam-se mais compridas e mais esguias. Começam a perder a face redonda que caracteriza os bebés e a apresentar uma aparência mais atlética de criança. À medida que os músculos abdominais se desenvolvem, a barriga diminui. O tronco, os braços e as pernas tornam-se mais compridos. A cabeça é ainda relativamente grande, mas as outras partes do corpo continuam a crescer até que as proporções corporais se tornam mais semelhantes às do adulto.

Nesta idade, os rapazes são ligeiramente mais altos e pesados do que as raparigas e têm mais massa muscular por quilo de peso corporal, enquanto as raparigas têm mais tecido adiposo. Tanto uns como outros crescem habitualmente 5 a 8 centímetros e ganham 2 a 3 quilos por ano, durante o período pré-escolar. A ligeira superioridade dos rapazes face às raparigas em peso e altura mantém-se até ao aparecimento da puberdade.

Estas mudanças na aparência física reflectem o desenvolvimento no interior do corpo. O crescimento muscular e ósseo avança e as crianças tornam-se mais fortes. A cartilagem transforma-se em osso a um ritmo mais rápido do que anteriormente e os ossos tornam-se mais duros e fortes, dando à criança uma forma mais firme, ao mesmo tempo que os órgãos internos estão mais protegidos.

Estas mudanças, coordenadas pelo sistema nervoso e pelo cérebro em maturação, promovem o desenvolvimento de uma vasta gama de competências motoras. As capacidades crescentes dos sistemas respiratório e circulatório contribuem para a força física e, juntamente com o desenvolvimento do sistema imunitário, mantêm a criança mais saudável.

No entanto, tenha sempre em mente: tal como acontece com as crianças mais novas, durante o período pré-escolar, o desenvolvimento físico e a saúde das crianças dependem de uma boa alimentação e de padrões de sono adequados.

O desenvolvimento motor

As crianças entre os 3 e os 6 anos fazem grandes progressos nas competências motoras, tanto nas competências motoras grossas (correr e saltar), como nas competências motoras finas (abotoar os botões do casaco ou desenhar). É também nesta altura que mostram a sua preferência em utilizar mais frequentemente a mão esquerda ou a direita.

Aos 3 anos, as crianças conseguem saltar uma distância de 38 a 60 centímetros; aos 4 conseguem dar quatro a seis saltos num só pé; aos 5 conseguem descer uma escada sem ajuda, alternando os pés.

Durante o período pré-escolar, as áreas sensoriais e motoras do córtex estão mais desenvolvidas do que anteriormente, permitindo à criança fazer cada vez mais aquilo que lhe apetece. Os seus ossos e músculos estão mais fortes, a capacidade da sua caixa pulmonar é maior, e ela consegue correr, saltar e trepar mais longe, mais rápido e melhor.

Saltar num só pé é difícil antes dos 4 anos e subir escadas é mais fácil do que descê-las; por volta dos 3 anos e meio, a maior parte das crianças alterna com segurança os pés enquanto sobe, mas só aos 5 anos é que consegue fazer o mesmo enquanto desce. Galopar, só aos 4 anos, mas fazê-lo razoavelmente bem, só aos 5 e aos 6 é que são profissionais. Saltitar com pés alternados à medida que caminham é mais difícil, a maior parte das crianças só o consegue aos 6 anos, embora algumas já o façam aos 4 anos.

É evidente que a perícia varia de criança para criança e que o património genético de cada uma determina, em parte, as suas competências motoras e as suas capacidades de treino.

As competências motoras grossas desenvolvidas durante a idade pré-escolar são a base para a prática do desporto, da dança e de outras actividades que começam durante o período escolar e que se podem manter ao longo de toda a vida. Para ajudar as crianças a desenvolverem-se melhor fisicamente, os pais e os educadores devem dar-lhes a oportunidade de brincarem livremente, mas em segurança, com equipamentos de tamanho ajustado, como bolas e outros brinquedos suficientemente pequenos para serem facilmente agarrados e suficientemente macios para não magoarem.

As competências motoras finas (apertar os cordões do sapato, cortar com uma tesoura, desenhar e pintar) envolvem a coordenação óculo-manual e de pequenos músculos. Os ganhos nestas competências permitem à criança assumir maior responsabilidade por si própria. Gradualmente, as crianças vão afinando a sua habilidade e aos 3 anos, por exemplo, já conseguem comer com talheres, ainda que se sujem bastante; aos 4 vestem algumas peças de roupa e aos 5 já conseguem desenhar uma figura humana mais elaborada.

Se os rapazes excedem as raparigas em força, estas excedem os rapazes em algumas a tarefas de motricidade grossa que envolvem coordenação dos membros. Por exemplo, aos 5 anos, as raparigas são melhores a saltar ao eixo, saltar com pés juntos, equilibrar-se num só pé, saltar num só pé e apanhar uma bola. As raparigas também tendem a ser melhores em tarefas que requerem a coordenação dos músculos mais pequenos.

ESTIMULAR OS SENTIDOS

Sabe-se hoje que os estímulos orientados — adaptados ao estádio de desenvolvimento da criança — são os que permitem desenvolver por completo as suas capacidades. O esforço é o de captar a sua atenção, mas isto não é difícil porque, em geral, as crianças são sempre muito curiosas e ficam muito contentes quando conseguem executar uma tarefa.

Tenha a sensibilidade de perceber que brincadeiras e actividades o seu filho prefere e não o obrigue a nada. Ele deve ter a liberdade de escolher por si, pois só assim consegue adquirir competências de autonomia e autoconfiança. Se os pais estimularem a autonomia dos filhos satisfazendo simultaneamente os seus desejos, em breve eles criarão novas variantes dos jogos e actividades com grande fantasia e animação. Por outras palavras, esta é a forma de ensinar a crianças a serem criativas.

Ficam aqui alguns conselhos de estímulos de desenvolvimento que contribuem para um crescimento mais equilibrado e criativo do seu filho. Tenha, no entanto, sempre em conta que a maior parte destas actividades exigem tempo e disponibilidade por parte dos pais.

• Para estimular a visão: prepare repetidamente brincadeiras em que esconde coisas e o seu filho tem por missão procurá-las, as meias, um boneco, um brinquedo, a escova do cabelo, etc., qualquer coisa serve. Oriente a busca, chame a atenção para um canto onde ele se tenha esquecido de procurar. Depois, troque de papeis, ele que esconda alguma coisa para você procurar.
• Para estimular a fala: invente pequenas histórias de vez em quando e conte-as ao seu filho. As histórias devem ter um ponto alto e uma conclusão breve e tranquilizadora. No fim pergunte ao seu filho se ele lembra do conteúdo da história e peça-lhe para ele a resumir.
• Para estimular o raciocínio: vá até uma ponte que atravesse um riacho e chame a atenção do seu filho para a superfície. Atire à água pequenos ramos e pedras — as pedras afundam-se e os ramos flutuam. O que acontece com os barcos? O seu filho aprende a pensar por si.
• Para estimular os conhecimentos e a memória: fale pormenorizadamente à criança acerca do corpo humano e pergunte-lhe por todas as partes do seu, sem excepção. Pergunte-lhe pela nuca, pelo peito, pelos calcanhares, pelos cotovelos, etc.
• Para estimular o sentido musical: trauteie o início de uma canção e peça ao seu filho que adivinhe de que canção se trata.

“EU QUERO!”

A partir dos três anos, expressões como «eu quero!», «eu posso!» e «eu faço!» começam a fazer parte do vocabulário da criança. É uma fase em que ela vive centrada em si própria, é egoísta, possessiva e pouco tolerante. A criança necessita de provar a si mesma que é capaz de fazer o que for sem a ajuda dos adultos, é por isso que age desta forma. Os pais não devem desesperar. O egocentrismo próprio da infância não dura a vida toda, revela apenas uma necessidade de afirmação — a criança precisa de exercitar a sua autonomia — e uma dificuldade em ver as coisas a partir de um ponto de vista que não seja o seu. Os sentimentos egocêntricos tendem a surgir sobretudo quando as crianças passam por situações que não se enquadram nas suas vivências, ou seja, quando as hipóteses de identificação são limitadas. Aos pais compete agir com firmeza: não ceder a caprichos e não perder o controlo. Ajudar a desenvolver a maturidade emocional das crianças é fundamental. Como? Compreendendo, dialogando, partilhando afectos.

UTILIDADES

- checklist (ida à praia + viajar + artigos para o bebé)
- calendário de vacinação

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