Janeiro/2010
Fim ao enjoos
Segundo Ana Isabel Machado, ginecologista-obstetra na Maternidade Alfredo da Costa, «os enjoos e vómitos ocorrem em cerca de 90 por cento das grávidas, sobretudo até às primeiras 16 semanas de gestação. Começam logo pela manhã e vão melhorando ao longo do dia». Na grande maioria dos casos não se associam a doenças uma vez que «são uma entidade frequente que se correlaciona com as alterações hormonais da gravidez», explica. «Situações associadas a níveis mais elevados destas hormonas estão relacionados com o agravamento desta sintomatologia», o que ajuda a explicar o aumento dos enjoos nas gravidezes gemelares. «Por vezes os enjoos e vómitos podem ser mais exuberantes, prolongados e severos, podendo mesmo comprometer o bem-estar da mãe e até do feto», alerta Ana Isabel Machado. «Nestes casos pode iniciar-se a toma de medicamentos para as náuseas e vómitos, bem como um reforço da ingestão de líquidos». Na ausência de efeitos práticos e se o quadro for severo (vómitos incoercíveis), a especialista defende mesmo o internamento «para equilíbrio da mãe, podendo recorrer-se nestes casos a terapêuticas endovenosas. É importante descartar outras doenças que podem condicionar o aparecimento de náuseas e vómitos: infecções urinárias, gastroenterite, apendicite e úlcera péptida». Na maioria dos casos, os enjoos não têm repercussões para a mãe ou para o bebé. No entanto, se os vómitos forem prolongados e severos, «podem associar-se a um quadro grave de desidratação e malnutrição materna», explica Ana Isabel Machado. «Já do ponto de vista fetal, pode associar-se a partos prematuros e recém-nascidos de baixo peso». Evitar estar com o estômago vazio durante muitas horas, ou seja, fazer pequenos lanches a meio da manhã e durante a tarde é uma das melhores formas para evitar os enjoos. «As grávidas devem evitar alimentos fortes em sabor ou em cheiro, como por exemplo os queijos ou comidas picantes», diz Maria Luísa Condeço, da Associação Doulas de Portugal. «Uma bolacha integral, frutos secos (ricos em zinco, um factor de crescimento fetal e que ajuda a enriquecer a dieta das grávidas), chá de gengibre sempre bastante diluído e torradas podem diminuir a incidência dos enjoos». Pela manhã, ao acordar e mesmo antes de se levantar, experimente ter ao lado da cama uma bolacha integral para ir mastigando devagar. «É um truque simples, mas que pode ajudar a evitar os enjoos matinais», ensina Maria Luísa Condeço. «O estômago não deverá estar vazio mais do que duas horas seguidas, pois aumenta a sensação desagradável do enjoo». Uma alimentação cuidada e que proporcione uma fácil digestão ajuda igualmente a contornar a sensação de mal estar. «É importante evitar comidas muito condimentadas, picantes, gordurosas e de difícil digestão», ensina a doula. «Beber líquidos às refeições ou beber em grande quantidade pode contribuir para o enjoo, pelo que é aconselhável beber pequenos golos de água ao longo do dia, evitando as bebidas às refeições». Contudo é muito importante que a grávida se mantenha hidratada e a água é o melhor líquido para esse efeito.
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Há vida para além dos filhos
Quando nasce um bebé, a família fecha-se numa concha para concentrar ao máximo as atenções no recém-nascido, que precisa de todos os cuidados: muito colo, muito mimo, sossego e pais disponíveis. O problema é que essa atenção pode prolongar-se no tempo e os pais esquecem o mundo exterior. Deixam de sair com os amigos, deixam de fazer vida a dois. Outras vezes, no entanto, sentem-se abandonados porque os amigos não estão com o mesmo ritmo de vida. E as limitações normais de horários do bebé vão afastando as pessoas. Passado esse tempo de exclusividade, os pais são os primeiros a sentirem-se sozinhos e com falta de amigos. Frequentemente, o distanciamento com os amigos de «antigamente» dificulta uma reaproximação. Mas esse não é necessariamente um fim de caminho. Idas ao parque, ao jardim ou a entrada das crianças para a escola podem abrir oportunidades de fazer novos amigos. Que começam por ser os pais dos filhos, mas que muitas vezes evoluem para amizades sólidas. Curiosamente, a terapeuta familiar Cláudia Morais, revela uma experiência clínica diferente. «Infelizmente, esta etapa nem sempre corresponde a uma janela de oportunidades, já que a entrada dos filhos para a escola acarreta também para a generalidade dos pais uma fonte de preocupações. Ora, se a comunicação tiver sido desgastada pelos primeiros anos de parentalidade, é expectável que a acumulação de afazeres (acompanhamento das crianças, atenção aos trabalhos de casa, assunção das despesas) tome conta do quotidiano conjugal.» «O nascimento do primeiro filho é uma etapa que tem tanto de bela como de turbulenta. Nenhum adulto está 100 por cento preparado para as mudanças que ocorrem nesta fase do ciclo de vida, pelo que é preciso tempo para que os membros do casal desenvolvam novas competências, implementem estratégias de negociação e reconheçam os benefícios dos recursos de que dispõem. Numa fase inicial, por exemplo, os jovens pais sentir-se-ão legitimamente receosos quanto à possibilidade de deixarem o seu bebé com familiares ou amigos, para que possam sair.» Cláudia Morais preocupa-se bastante com a comunicação entre os casais. «Ser pai ou mãe é com certeza muito mais do que viver o entusiasmo inicial. A maior parte dos casais que me procura não se queixa da presença dos filhos. Queixar-se-ão, sim, da incapacidade para conversar sobre as alternativas. O que acontece é que o desgaste toma muitas vezes conta da vida da família, sendo os dois membros do casal vítimas da multiplicidade de afazeres, e a comunicação falha. Por vezes o que falta é precisamente o reconhecimento de que ser pai e mãe também é cansativo e que é normal sentir falta de outras coisas. A maior parte dos casais que me procuram dá o seu melhor no que diz respeito ao papel parental. Investem toda a sua energia no bem-estar dos seus filhos, descurando por vezes a própria relação conjugal.»
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Fevereiro/2010
Leite artificial para filhos de mães seropositivas
As mães infectadas pelo vírus da sida vão ter acesso gratuito a leite em pó durante o primeiro ano de vida do bebé, anunciou a Direcção-Geral de Saúde numa circular normativa. A distribuição gratuita da fórmula para lactentes será efectuada nas farmácias hospitalares onde a criança for vigiada. A transmissão mãe-filho da infecção VIH pode ocorrer no decurso da gravidez, parto e na amamentação.
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Abraços e açúcar aliviam a dor
Dar um pouco de açúcar em conjunto com um abraço reduz a dor dos recém-nascidos quando lhes aplicam uma injecção, refere um estudo brasileiro publicado na revista Pediatrics, o qual incentiva esta prática, simples e barata. Logo após o nascimento, os bebés passam por vários e dolorosos procedimentos de rotina, que incluem vacinações, recolha de sangue e injecções intramusculares. Segundo o estudo da Universidade Federal de São Paulo, que envolveu 640 bebés, o contacto físico do abraço da mãe combinado com uma colher de açúcar na língua dois minutos antes de uma picada reduz significativamente o nível da dor. «O contacto, o odor da mãe e o som do seu batimento cardíaco bloqueiam os sinais de dor do sistema nervoso central e activam a libertação de hormonas analgésicas», explicou em comunicado enviado à imprensa a líder da investigação, Ruth Guinsburg.
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Mais capacetes precisam-se
Apenas «um número ínfimo» de crianças entre os cinco e os 14 anos usa capacete para andar de bicicleta. A conclusão é e de um estudo realizado por alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Os autores defendem que a falta de capacete seja encarada como «uma forma de mau trato» e de «exposição desnecessária ao perigo». Em declarações à Lusa, Sofia Ramiro, uma das investigadoras, frisou que a situação é «dramática», uma vez que o capacete pode reduzir o risco de traumatismo craniano em 88 por cento.
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Síndrome de Asperger ligado a baixos níveis de cortisol
Níveis pouco significativos de cortisol – a chamada hormona do stresse – podem ser responsáveis pela obsessão pela rotina e aversão por novas experiências que são características de quem tem Síndrome de Asperger. Especialistas britânicos descobriram que as crianças afectadas por esta perturbação do espectro do autismo não apresentam, ao acordar, o aumento normal de cortisol no organismo e a pouca hormona existente vai diminuindo ao longo do dia, tal como acontece com todas as pessoas. O cortisol faz aumentar a pressão sanguínea e os níveis de açúcar no sangue, entre outros sinais, para «avisar» o corpo de que necessita adaptar-se às mudanças que estão a ocorrer à sua volta. Ao manter permanentemente uma baixa quantidade desta substância no organismo, os chamados ‘aspies’ têm dificuldades em fazer essas alterações. «Pensamos que esta diferença nos níveis de hormona do stresse pode ajudar a explicar porque razão as crianças com Asperger não conseguem reagir e lidar com alterações súbitas das suas rotinas», defende Mark Brosnan, representante do departamento de Psicologia da Universidade de Bath. Os mesmos cientistas vão agora procurar determinar se este desequilíbrio hormonal também acontece em crianças com outros tipos de autismo.
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Pais «enganados» por rótulos alimentares?
Os rótulos e as listas de ingredientes dos alimentos processados que se destinam a crianças não são compreendidos na totalidade pela esmagadora maioria dos pais, revela um estudo da Fundação Britânica do Coração (BHF), que pesquisou os hábitos de consumo de mais de 1400 pessoas com crianças menores de 15 anos. A BHF dá o exemplo dos pais que acreditam que uma frase como «fonte de cálcio, ferro e seis vitaminas» significa que o produto deverá ser saudável, embora não saibam dizer porquê. O mesmo se passa com expressões como «cereais integrais» ou «sem corantes nem conservantes». Os autores da pesquisa afirmam que «a mistura» de diferentes estilos de rotulagem tem vindo a lançar a confusão junto dos consumidores. No entanto, os fabricantes de produtos alimentares insistem que as listas de ingredientes que colocam nos seus produtos são claras e seguem os parâmetros legais.
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Actividade física aumenta inteligência
Os jovens fisicamente activos têm um quociente de inteligência (QI) mais elevado, revela um estudo de larga escala realizado na Academia Sahlgrenska da Universidade de Gotemburgo e do Hospital Universitário de Sahlgrenska (Suécia). Foram analisadas mais de um milhão de pessoas e os resultados evidenciaram uma clara relação entre boa condição física (e não apenas a força muscular) e melhores resultados no raciocínio lógico e compreensão verbal. Segundo a investigadora Maria Åberg, o trabalho confirmou que «melhorar a forma física entre os 15 e os 18 anos aumenta o desempenho cognitivo». Deste modo, refere a especialista, «a educação física é extremamente importante nas escolas e é uma necessidade absoluta se quisermos que os alunos tenham bons resultados a matemática e a outras disciplinas teóricas».
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Razões para fazer cesariana
Nove meses de espera e num instante o bebé está cá fora. Em menos de 15 minutos, sem dores, sem cansaço, sem gritos nasce o bebé. É assim que, muitas vezes, se imagina uma cesariana. Mas esta facilidade é apenas aparente. Uma cesariana tem mais riscos do que um parto normal, para a mãe e para o bebé. E é por isso que deve ser um recurso a utilizar só quando é mesmo necessário. Descolamento da placenta, placenta prévia, algumas doenças cardíacas da mãe, herpes genital activo, gravidez gemelar com o primeiro gémeo em apresentação pélvica, lesões ósseas da bacia que levam a um estreitamento da bacia materna, diabetes mellitus mal controlada, algumas malformações fetais, como a hidrocefalia. Estas são as principais situações que reúnem consenso para uma cesariana electiva (previamente marcada). A maioria são casos muito raros que pouco contribuem para o aumento da taxa de deste tipo de nascimento. Mas, além destas, há outras situações que, apesar de não reunirem consenso absoluto, são muitas vezes evocadas para a realização de um parto cirúrgico. A cesariana depois de uma primeira cesariana é um desses casos. «A tentativa de parto normal após uma única cesariana é recomendada pelas principais sociedades científicas internacionais, desde que realizada em hospitais bem equipados», frisa Diogo Ayres de Campos, professor na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e obstetra no Hospital de São João, explicando que «os riscos para a mãe e para o bebé não parecem ser mais elevados do que num primeiro parto». Mas após duas cesarianas, não há que pensar duas vezes, «o risco de ruptura uterina durante um parto subsequente está muito aumentado». Por isso, após duas cesarianas, os restantes partos deverão ser também cirúrgicos. Até um limite de quatro ou cinco. Outro dos motivos mais polémicos para a marcação de uma cesariana é o facto de o bebé ser muito grande (incompatibilidade feto-pélvica). Mas o conceito é difícil de determinar, uma vez que a estimativa de peso fetal dada pela ecografia tem uma margem de erro de 10 por cento. Uma margem grande, se pensarmos que um peso de 3400 gramas, pode ser, afinal, de 3100 ou 3700. São poucas as situações em que se pode comprovar que o bebé é demasiado grande ou que as ancas da mãe são, de facto, muito reduzidas. Quando há essa suspeita, a indicação é para deixar iniciar o trabalho de parto e, nessa altura, avaliar se existe ou não compatibilidade entre o tamanho do bebé e a pélvis da mãe. A apresentação pélvica (quando o bebé tem os pés, e não a cabeça, para baixo) também é motivo de alguma discordância. Neste caso, explica Diogo Ayres de Campos, «a indicação para cesariana não é absolutamente consensual, mas é adoptada pelas principais sociedades científicas internacionais, baseando-se nos resultados de um grande estudo publicado em 2002». No entanto, continua o médico, «alguns hospitais do norte da Europa adoptaram uma atitude diferente e mantêm a tentativa do parto vaginal pélvico, embora a grande maioria dos hospitais no mundo opte pela cesariana». Antes da cesariana ou do parto pélvico, pode ainda ser tentada uma manobra para tentar virar o bebé e pô-lo na posição correcta: a versão cefálica externa. Esta técnica pode ser realizada por volta das 36 semanas e tem uma taxa de sucesso que ronda os 60 a 70 por cento. Consiste em manipular o bebé exteriormente, de forma a virá-lo. É feita sob vigilância ecográfica e requer alguma experiência por parte do obstetra. Diogo Ayres de Campos lembra que esta técnica é «recomendada pelas principais sociedades científicas da área da obstetrícia», sendo apenas contra-indicada nas situações em existem simultaneamente outras razões para cesariana (placenta prévia, herpes vaginal activa, etc), quando o líquido amniótico está reduzido (oligoâmnio), em caso de uma cesariana anterior e se existirem circulares apertadas do cordão à volta do pescoço. Também estas são situações raras, mas, uma vez que a versão externa pode ser desconfortável para a mãe e nem sempre dá resultado alguns médicos preferem optar logo pela intervenção cirúrgica. Segundo o Plano Nacional de Saúde, em 2007 a taxa de cesarianas em Portugal era de 35,6 por cento, enquanto em 2004 era de 29,9 por cento. Este aumento do número de partos cirúrgicos deve-se a vários factores, como explica Ana Campos, que no último congresso Clínica do Parto fez uma apresentação sobre «Como reduzir a elevada taxa de cesarianas?»: «As mulheres têm o primeiro filho mais tarde, são mais obesas e têm uma vida mais sedentária. Apesar de estes factores não estarem devidamente estudados, pesam muito na facilidade do trabalho de parto». Em relação aos hospitais, a obstetra critica o aumento das induções de parto sem justificação médica, que têm como consequência o aumento das cesarianas. «Se o trabalho de parto ainda não teve início é porque ainda não estão reunidas as condições para a maturação do colo do útero. Uma indução pode levar a situações de sofrimento fetal ou a paragens do trabalho de parto, que só se resolvem com uma cesariana.»
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Março/2010
Idade ideal para tirar as fraldas
Um novo estudo americano mostra que a idade ideal para tirar as fraldas é entre os 27 e os 32 meses. Fazer o treino do bacio depois dos 32 meses foi associado a mais episódios de incontinência (de dia e de noite) entre os quatro e os 12 anos. Antes dos 27 meses, os investigadores afirmam que o bebé não está preparado e que iniciar o processo só vai fazer com que se prolongue mais tempo. O estudo alerta ainda para o atraso que se tem vindo a verificar nas últimas décadas em relação a esta fase do desenvolvimento. Como exemplo dão o caso dos Estados Unidos, onde em 1980 as crianças tiravam as fraldas, em média, aos 26 meses, enquanto em 2003, o treino do bacio iniciava-se aos 36 meses. A facilidade e conforto das fraldas descartáveis estão na origem deste adiamento, dizem os especialistas. O estudo envolveu 157 crianças e foi publicado no Journal of Pediatric Urology.
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Terapia pela música ajuda a conquistar a fala
Após o implante de um auxiliar de audição, nomeadamente a nível coclear, muitas crianças até aos três anos experimentam dificuldades em adquirir capacidades de linguagem e recuperar o tempo perdido em relação aos seus pares sem problemas auditivos. Quando isso acontece, a música pode ser um auxiliar precioso, defendem investigadores israelitas, que de se dedicam a estudar o uso da terapia musical na aquisição e reabilitação de competências de comunicação. «A música tem vários elementos que são componentes da língua falada, portanto como forma de comunicação não-verbal é útil para estas crianças», afirma a líder do estudo, Dikla Kerem. Durante o trabalho, as crianças com implantes que participaram em actividades musicais iniciaram mais rapidamente o caminho para a fala. «A música serviu de ligação entre o anterior mundo silencioso e o novo mundo de sons revelado após a operação», concluiu Kerem.
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Abril/2010
Olhar no mesmo sentido
Aos cinco meses de idade, os bebés desenvolvem uma importante capacidade social, designada por atenção conjunta – ou seja, conseguem observar um objecto ou ponto de atenção ao mesmo tempo que um adulto. Segundo o estudo da Universidade de Londres, cujo relatório final foi publicado na revista Biology Letters, o desenvolvimento deficitário desta capacidade é um dos primeiros sintomas de perturbações do espectro do autismo. Os investigadores usaram o ecrã de um computador para mostrarem aos bebés imagens do rosto de um adulto que olhava para ele e depois desviava o olhar para um objecto ao seu lado, de modo a criar atenção conjunta para esse objecto. Verificaram que os bebés envolvidos nesta atenção conjunta com o adulto utilizam uma região específica do cérebro conhecida como córtex pré-frontal esquerdo, uma área envolvida em comportamentos cognitivos e sociais complexos.
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Os dez alimentos mais perigosos
A Academia Americana de Pediatria (AAP) acaba de revelar o resultado de um estudo que elencou os dez alimentos mais perigosos para as crianças. Muitos partilham a ameaça com os adultos e os cientistas colocaram a tónica nos níveis de perigo físico, potências alergénicas e/ou tóxicas e a capacidade de congregarem altos níveis de substâncias nocivas, como é o caso, por exemplo do mercúrio. A lista é composta por cachorros-quentes, devido á forma cilíndrica, que pode dar origem a asfixia; Fugu, um peixe altamente tóxico quando mal preparado; Ackee, um fruto tropical que envenena quando consumido sem estar maduro; Amendoins, dado as capacidades alergénicas; folhas verdes, quando não são higienicamente manuseadas; Ruibarbo, que possui folhas tóxicas; Atum, dado que acumula metais perigosos como o mercúrio; Mandioca, que causa alergias e tem folhas com cianeto; Café, que aumenta riscos cardíacos e de queimaduras; e, por fim, Cogumelos, com consumo arriscado na natureza e eventuais propriedades alucinogénicas.
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Cinco milhões de horas no YouTube em 2009
Uma análise apresentada pela Marktest revela que o YouTube foi o site onde as crianças portuguesas mais tempo passaram em 2009. Os valores estão presentes no estudo Netpanel , que engloba uma população de 572 mil crianças. A seguir ao Youtube, o site mais visitado foi o da rede social hi5, com 3,6 milhões de horas, seguido do motor de busca Google.pt, com 1,7 milhões de horas de utilização. Ainda de acordo com o mesmo trabalho, as crianças a partir dos quatro anos visitaram 3,4 milhões de páginas Web, o que dá uma média de 6023 páginas por utilizador. Abril foi o mês de maior tráfego, mas foi em Janeiro que mais páginas foram visitadas pelo público infantil e que mais tempo foi dedicado à navegação.
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Anorécticos têm ossos cheios de gordura
As pessoas com anorexia nervosa têm altos níveis de gordura dentro da medula óssea, alerta um estudo do Hospital de Crianças de Boston (EUA). Foram analisadas ressonâncias magnéticas de 40 raparigas, com uma média etária de 16 anos, das quais 20 sofriam de anorexia. Os cientistas verificaram que os ossos dos joelhos, fémur e tíbia das anorécticas tinham maior conteúdo de gordura - medula amarela - e menos de metade do conteúdo de medula vermelha. Estudos anteriores já tinham observado que, nas pessoas malnutridas, as mudanças hormonais fazem com que as células estaminais da medula se diferenciem em células de gordura em vez de ósseas. Este facto pode ajudar a explicar por que razão as pessoas com anorexia por vezes desenvolvem osteoporose. «A formação óssea é muito baixa nas raparigas com anorexia, e este é um problema particular porque são adolescentes em crescimento, que deveriam estar no auge da capacidade de formação de osso», alerta a líder da equipa, Catherine Gordon, acrescentando ser um «contra-senso que uma jovem magra com quase nenhuma gordura subcutânea armazene gordura na sua medula».
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9 meses entre lençóis
A sexualidade na gravidez ainda é um tabu para muitos casais. Mas fazer amor durante estes meses não tem de ser uma missão impossível. «A vivência da sexualidade pode continuar durante toda a gravidez», afirma o sexólogo Nuno Nodin». Nas gestações de baixo risco, em que tudo corre bem, não existem impeditivos físicos para a prática sexual, mesmo até aos últimos dias. «O volume da barriga é, certamente, uma condicionante, mas, por si só, não é impeditivo de nada, desde que o casal se deseje», remata. E não, não há nenhum risco para o bebé, ele não é incomodado, não sofre, não observa, não percebe e nunca se lembrará dos momentos de intimidade dos pais. No interior da bolsa, bem protegido pelo líquido amniótico, e «selado» pelo rolhão mucoso, o único sinal que lhe chega são os movimentos do corpo da mãe, semelhantes a quaisquer outros que experimenta ao longo do dia. Algumas mulheres afirmam que os pontapés do feto ficam mais intensos após o acto, mas isso pode dever-se ao afluxo de hormonas que acompanha a relação e que passa para a corrente sanguínea do bebé, via placenta. Nenhuma gravidez é igual a outra e, no que respeita ao desejo sexual, este princípio também se aplica. No primeiro trimestre, muitas mulheres, a braços com enjoos e vómitos, fadiga e seios doridos não se sentem com a mínima vontade enquanto que outras, inundadas de hormonas, experimentam uma sensibilidade acrescida na zona genital e vêem o desejo subir em flecha. Ambas as situações – e todas as outras que ficam a meio caminho – são absolutamente normais e devem ser encaradas como tal. Mas isso nem sempre é fácil. Joana Rocha Pauleta é médica no serviço de Obstetrícia, Ginecologia e Medicina da Reprodução do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e realizou um estudo revelador de que o binómio sexo-gravidez ainda é causa de muitas dúvidas e constrangimentos. «A gravidez serve, mais vezes do que seria desejável, como justificação para a diminuição da actividade sexual», revela Nuno Nodin, «A nossa sociedade é extremamente sexualizada, mas continua pouco informada. Não existe, de parte a parte, muita iniciativa para lidar com estas questões: os casais não perguntam e os médicos não abordam o assunto», refere, por seu turno, Joana Pauleta, recordando que 89 por cento das mulheres que responderam ao inquérito afirmou «não ter sentido necessidade de falar» com o profissional que as acompanhou durante a gravidez».
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O que é o pré-parto
Até aos quatro centímetros de dilatação é parto mas em rigor define-se como pré-parto. Não vale a pena ir para o hospital. Não vale a pena entregar-se ao nervoso miudinho. O truque é ficar em casa, relaxar e poupar forças. Até aos quatro centímetros de dilatação, as recomendações são para ficar em casa. A esta fase do parto chama-se pré-parto ou fase latente e, numa gravidez normal, em que tudo esteja a correr nem, não há nada que se possa fazer na maternidade para ajudar o bebé a sair. O melhor é estar em família, confortável, o mais descontraída possível, para que a ocitocina natural possa fazer o seu trabalho e ajudar o útero a contrair. Esta fase costuma ser a mais longa do parto, mas também a menos intensa. Pode começar sem que se dê conta, sem dores, alguns dias ou até semanas antes. Ou pode durar algumas (às vezes muitas) horas e notar-se perfeitamente, com contracções ligeiras e espaçadas mais de 20 minutos. Todas as mulheres são diferentes. À primeira contracção, o normal é surgir a dúvida: é isto? Já estou em trabalho de parto? A dor será semelhante à de uma cólica menstrual. A sensação será precisamente de contracção na barriga, como se ficasse dura. É o útero a contrair-se. Se não se repetir em breve, podem ser apenas as contracções de Braxton-Hicks, que não são sinal de parto, mas sim uma espécie de treino do útero para as verdadeiras contracções. Essas, as verdadeiras, são mais prolongadas, mais intensas e vão-se tornando mais frequentes e mais dolorosas com o passar do tempo. É normal não distinguir umas das outras, por isso, à primeira contracção, a atitude certa é manter a calma e esperar. Só quando começarem a ter intervalos de quatro minutos, deve pensar em ir para o hospital (o tempo entre contracções conta-se desde o início de uma ao início da outra). Entretanto, o seu corpo irá trabalhando, dilatando, abrindo, ajudando o bebé a descer.
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E que faço em casa?
Se for de noite, tente dormir. Nesta fase, é importante descansar o mais possível, poupando forças para quando chegar a parte difícil. Deite-se, de preferência sobre o lado esquerdo, a posição que mais facilita a dilatação, pois optimiza o afluxo de sangue e de nutrientes à placenta. Qualquer minuto de repouso será precioso para o trabalho árduo que se segue. A vantagem de estar em casa é ser muito mais fácil relaxar, ainda que continue a ser complicado serenar os pensamentos, sabendo que o bebé está prestes, prestes a nascer. O truque é manter-se entretida, para que a cabeça não atrapalhe o corpo. Continuar a rotina do dia-a-dia ajuda a tranquilizar. Faça o que tinha planeado, mas não se afaste muito de casa. Num primeiro parto, nunca se sabe. Às vezes, os quatro centímetros chegam depressa e, nessa altura, as contracções já podem ser mais dolorosas. Em casa, há sempre mais recursos para aliviar a dor: música agradável, luz a gosto, os nossos cheiros. E pode: -Tomar um banho ou duche morno. Ajuda a relaxar, alivia as dores e favorece a dilatação. - Muitas mulheres optam por cozinhar quando estão em pré-parto. - Fazer actividades que a aproximem do bebé: dar os últimos retoques no quarto, ver se falta alguma coisa na mala que levará para a maternidade, tirar fotografias à barriga, despedir-se da barriga, que irá ter saudades. - Ir as vezes que forem precisas à casa-de-banho. Quanto mais espaço livre houver mais fácil será para o bebé fazer o caminho.
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E quando vou para o hospital?
Ir para o hospital muito cedo pode gerar ansiedade na grávida e levar a intervenções desnecessárias por parte dos profissionais de saúde (ocitocina artificial, monitorização fetal). O ambiente médico, aliado ao facto de ter de trocar a sua roupa por uma bata, de (em alguns hospitais) não poder comer, nem beber, e (também em alguns hospitais) não poder ter um acompanhante ao lado nesta fase em nada contribuem para o relaxamento necessário à dilatação. Para saber quando está na altura de deixar o ninho pode usar o método 411: significa contracções de quatro em quatro minutos, com duração de um minuto, durante uma hora. Começa a fase activa do trabalho de parto, começa o bebé a descer pelo canal vaginal. Se o hospital for longe (mais de meia hora de caminho) convém ir mais cedo.
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Maio/2010
Peso no primeiro trimestre ligado a risco de diabetes
O peso que se ganha durante o primeiro trimestre da gravidez pode determinar o risco de desenvolver diabetes gestacional, revela um estudo publicado na revista Obstetrics & Gynecology. A investigação revelou que aumentar de peso lentamente cerca de 300 gramas ou menos por semana durante o primeiro trimestre diminui as probabilidades de ter diabetes gestacional. As grávidas que aumentam entre 300 e 400 gramas têm mais 40 por cento de risco de sofrer da doença. Enquanto nas mulheres que aumentam mais de 400 gramas por semana o risco sobe para 74 por cento.
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SPP recomenda comparticipação da vacina contra o rotavírus
27,8 por cento das crianças atendidas nos serviços de urgência de dez hospitais portugueses com sintomas de gastrenterite apresentam uma infecção por rotavírus. Este é o resultado do primeiro estudo nacional sobre a doença, conduzido pela Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP). Foram analisadas 1886 crianças com menos de cinco anos, entre Outubro de 2008 e Setembro de 2009. Actualmente existem duas vacinas contra o rotavírus, mas não são comparticipadas pelo Estado, custando entre 60 e 80 euros. O estudo recomenda a comparticipação das duas vacinas.
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Homens ficam mais tempo com os filhos
Mais de 12 mil homens gozaram a licença de parentalidade, em 2009, para ficar em casa e cuidar do filho recém-nascido. Os números divulgados pelo Ministério do Trabalho e Solidariedade Social (MSST) revelam um crescimento gigantesco nos números, resultado do novo decreto-lei, em vigor desde Maio de 2009, que veio alargar a licença de parentalidade de quatro para cinco meses, paga a 100 por cento quando parte desse período é partilhada entre pai e mãe. Em 2008, apenas 605 pais dividiram a licença com a mãe. Em 2009, nos meses anteriores à entrada em vigor do novo decreto-lei, foram pedidas 370 licenças por homens. Nos oito meses seguintes, o número subiu para 12 207.
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Obesidade e risco cardíaco
As crianças obesas aos três anos já apresentam sinais de inflamação cardíaca semelhantes à doença coronária em adultos, afirmam investigadores norte-americanos citados na revista Pediatrics. Os especialistas da Universidade da Carolina do Norte vão agora procurar determinar os riscos de enfarte e AVC que estas crianças podem apresentar na idade adulta.
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Alerta para cordões perigosos
A Comissão Europeia emitiu um alerta sobre a utilização de cordões e laços no vestuário infantil, após o número de acidentes graves com este tipo de ornamentos ter aumentado substancialmente. As vítimas são normalmente crianças com menos de sete anos ou adolescentes, feridos ou mortos por estrangulamento quando a roupa foi apanhada por rodas de bicicleta, portas de veículos ou em equipamentos de lazer. Cerca de cinco mil acções de inspecção feitas em 11 países da UE, incluindo Portugal, entre Agosto de 2008 e Fevereiro de 2010 permitiram controlar mais de 16 mil peças de vestuário e descobrir que 2188 não respondiam às normas de segurança impostas a nível comunitário. «Setenta por cento das peças consideradas perigosas destinavam-se a bebés ou crianças pequenas», afirma um comunicado da Comissão. Os capuchos do vestuário para crianças com menos de sete anos não devem ter cordões ao pescoço e os das roupas dos adolescentes não podem ultrapassar 7,5 centímetros.
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Ómega 3 aumenta memória
De acordo com um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, o consumo de alimentos ricos em ácidos gordos Ómega 3 tem efeitos positivos nas funções cerebrais associadas à memória e à aprendizagem. E esse efeito é visível, de acordo com o mesmo trabalho da Universidade de Cincinnati (EUA), desde o período intra-uterino. Os Ómega 3 estão presentes em vários alimentos, com destaque para o peixe gordo de origem marinha, frutos secos e vegetais de folhas escuras.
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Programa «Cuida-te» atende 49 mil jovens
Mais de 49 mil jovens passaram, em 2009, pelos gabinetes de saúde juvenil promovidos pelo Instituto Português de Juventude no âmbito do programa «Cuida-te». Estas estruturas integram atendimento médico e outras valências como aconselhamento nutricional, apoio à luta contra o consumo de substâncias aditivas e exercício físico.
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A desilusão com o sexo do bebé
A edição online do jornal britânico The Times publicou recentemente um artigo que desvenda os meandros daquilo que alguns especialistas definem como «gender desappointment» (desilusão com o sexo do bebé, em tradução livre). E revela vários exemplos em que os casais, para além de assumirem a sua frustração, admitem estar dispostos a fazer tudo o que seja possível para terem a tão desejada menina. Ou menino. No entanto, quase todos os entrevistados pelo jornal confessam terem vergonha de revelarem estes sentimentos em contexto social, já que temem ser classificados como «ingratos». Uma mãe de cinco rapazes, há muito desejosa de ter uma menina, afirma mesmo: «tenho um marido fantástico, filhos lindos e vivemos numa casa confortável. Mas cada vez que se confirma o sexo dos bebés, não posso evitar ficar triste. É claro que este sentimento é passageiro e adoro os meus rapazes, porém, está lá uma mágoa pequenina.» Para a psicóloga Catarina Mexia, mesmo antes da gravidez acontecer, os futuros pais acalentam expectativas para o futuro filho e é «natural que, nesse processo, o sexo seja um dos «parâmetros da idealização». O casal «sonha o tipo de relação, a educação e a evolução da criança e isso é também feito a partir do pressuposto de um determinado género». O obstetra Alberto Fradique partilha esta visão. «Mesmo quando o desejo inicial é outro, quando o sexo é confirmado a esmagadora maioria dos casais aceitam calmamente o que o destino lhes reservou. A partir desse momento, as preocupações centram-se na evolução da gravidez e na vitalidade do bebé». Ou seja, a insistência numa determinada preferência, «embora exista, não é felizmente a norma e não se prolonga no tempo, com excepção de alguns casos muito pontuais, que se relacionam com questões culturais ou outros problemas».
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Tiro ao alvo
Uma alimentação mais rica em determinados alimentos, suplementos de todos os tamanhos e feitios, calendarização rígida das relações sexuais, duches íntimos para garantir que o meio vaginal está com o pH ideal para conceber um menino, ou uma menina… Existem mil e uma práticas que afirmam resultar no bebé mais desejado, mas Alberto Fradique refuta-as todas com excepção de uma. «Está cientificamente provado que os espermatozóides masculinos, que são mais dinâmicos mas mais frágeis que os femininos, beneficiam de uma relação sexual muito próxima da ovulação. No entanto, é extremamente difícil determinar o momento exacto, o que transforma esta probabilidade de ‘acertar no alvo’ numa hipótese quase académica. E ainda bem!».
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Televisão com peso e medida
O tempo que as crianças passam em frente à televisão é ainda muito. Dados referentes a 2009, revelam que os mais novos (dos quatro aos 14 anos) aumentaram o tempo em frente ao televisor: em média, quase três horas diárias. O estudo «Miúdos e Media», realizado o ano passado pela empresa Zero a Oito, deu conta de uma realidade hiper-mediatizada: uma em cada quatro crianças de oito anos tem seis meios de comunicação no quarto, sendo que antes dos seis anos já têm pelo menos televisão. Em 61 por cento das casas, a TV está sempre ligada, mesmo quando não há ninguém a ver. E no passado mês de Fevereiro, a DECO revelou uma realidade preocupante: nas creches, mais de 70 por cento dos bebés vê televisão, percentagem que sobe para os 90 por cento, nos jardins-de-infância. Sara Pereira, investigadora na área da educação para os media da Universidade do Minho, revela: «A maior parte dos pais não está motivada para debater questões ligadas à televisão. Consideram-na algo que não é preocupante, um mero meio de entretenimento e diversão. Não é vista como matéria para ser pensada, reflectida ou falada. Têm hábitos mediáticos muito enraizados e não conhecem a programação para a infância». Mónica Pinto, pediatra do desenvolvimento do Hospital D. Estefânia, confirma: «Nas minhas consultas, infelizmente, os pais falam pouco do tempo passado pelos filhos à frente dos vários ecrãs. Muitas vezes, tenho de ser eu a trazer o assunto à discussão. É um tema incómodo porque muitos pais usam a televisão como forma de entreter a criança, porque nem sempre têm tempo ou disponibilidade para investir numa actividade conjunta. Por vezes a televisão é o escape. E também tem um papel importante na vida familiar, mas é necessário saber dosear e não deixar que ela domine», sublinha. E aspectos positivos? «A televisão é como tudo: em excesso não faz bem a ninguém, na medida certa é maravilhosa», defende Teresa Paixão, responsável pela programação infantil da RTP. E reforça: «Acho que se pode aprender imenso com a TV, desde que se vejam coisas boas». É inegável que a televisão é um excelente meio de entretenimento e aprendizagem, alargando horizontes e mostrando às crianças coisas às quais, sem ela, nunca teriam acesso. «Há uma frase do filósofo espanhol Savater que gosto muito: ‘Porque é que a televisão, sempre tão vista, é tão mal-vista?’. Há a ideia de que os programas para crianças têm má qualidade, mas é porque as pessoas não os vêem. É uma ideia totalmente errada. Há coisas absolutamente magníficas em todos os canais que emitem televisão para crianças em Portugal! Até aos dez anos de idade, é possível só ver coisas boas, bem-feitas e de variadíssimos estilos, escolhendo o melhor de cada canal», defende Teresa.
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Junho/2010
O Leite e o Cálcio Lácteo
O cálcio lácteo é um aliado por excelência da saúde óssea. Natural no
leite, é também utilizado para enriquecer alimentos, como o próprio leite. Nem todos os alimentos
enriquecidos em cálcio têm por base uma fonte natural, recorrendo a outros tipos de cálcio obtidos através de
processos químicos. Uma alimentação rica em cálcio ajuda a desenvolver ossos saudáveis, resistentes e
bem mineralizados. O leite e os derivados são, sem dúvida, as nossas maiores e melhores fontes de cálcio.
Para além de serem os alimentos mais ricos em cálcio, o cálcio do leite é também mais facilmente absorvido
pelo nosso organismo do que o cálcio de outros alimentos. Importa deixar espaço para outras fontes
naturais de cálcio, essenciais para uma alimentação equilibrada, como os vegetais de folha verde escura (ex:
espinafres, brócolos), alguns cereais, frutos secos e peixes (principalmente os que podem ser comidos com
espinhas). Todavia, alguns destes alimentos contêm elementos na sua composição natural que contrariam a
absorção de cálcio, como os oxalatos dos vegetais e os fitatos dos cereais. O leite reúne vantagens
que o tornam uma fonte de cálcio de eleição: oferece muitos nutrientes importantes para o organismo
(proteínas, vitamina B2, vitamina B12, fósforo, potássio) por um baixo valor calórico, é prático e económico.
A título de exemplo, um copo de leite (250 ml) oferece 300 mg de cálcio e custa menos de 20 cêntimos. O
leite enriquecido em cálcio é um excelente aliado na missão de obter quantidades adequadas de cálcio todos os
dias, já que garante maior quantidade de cálcio por copo de leite. A Mimosa disponibiliza, há mais
de uma década, o leite Mimosa Bem Especial Cálcio, desenvolvido pelo Centro de Nutrição e Alimentação Mimosa
(CNAM). É um leite enriquecido com cálcio lácteo e com vitamina D, que facilita a absorção de cálcio pelo
organismo. O CNAM opta desde sempre pela adição de cálcio natural obtido do leite, não
recorrendo a outros tipos de cálcio obtidos através de processos químicos e que são utilizados para enriquecer
alimentos, como por exemplo o citrato de cálcio.Fernanda Cruz Nutricionista – CNAM clique aqui para ler a
publireportagem
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Pequeno-almoço e Lanche escolar - o papel fundamental na alimentação e desenvolvimento saudável
Uma alimentação correcta interfere positivamente no bem-estar das crianças, e contribui para o seu correcto desenvolvimento físico e intelectual. Além do pequeno-almoço, almoço e jantar, os lanches a meio da manhã e da tarde são essenciais para atingir as quantidades recomendadas de vitaminas e minerais, que de outra forma não conseguiria. Os lanches assumem por isso um papel essencial no equilíbrio alimentar e têm impactos directos no crescimento, no rendimento escolar e no controlo de peso. Estas pequenas refeições ajudam a uma melhor utilização dos nutrientes e da energia pelo organismo, evitando a falta de concentração ou quebra de desempenho físico e intelectual. Mas também ajudam a moderar o apetite para o almoço e jantar, contribuindo assim para um maior equilíbrio alimentar. Por isso o valor nutricional do lanche das crianças, tal como o de qualquer adulto, deve merecer uma atenção adicional. Para conseguir que as crianças resistam à tentação dos alimentos muito calóricos e pouco nutritivos na composição do lanche, é essencial a preparação antecipada, a sensibilização e o exemplo, desde a primeira infância:  A prática de hábitos alimentares saudáveis em casa é o ponto de partida, bem como a sensibilização para a relevância das escolhas alimentares acertadas. Quando os lanches são fornecidos pela escola, procure conhecer a sua composição e alerte, em reuniões de pais, para melhorias se necessárias. Se tem que preparar a lancheira das crianças, convide-as a participar na preparação e incentive-as para as escolhas acertadas. A qualidade e a quantidade importam. Para além do lanche da manhã e da tarde, muitas crianças poderão necessitar de um reforço; porque tomaram um pequeno-almoço menos rico, ou em dias que o período entre o lanche da tarde e o jantar seja muito longo. De quando em quando, deixe-os sentir que numa alimentação equilibrada há espaço para excepções: uma guloseima não será um problema desde que não se repita várias vezes por dia ou várias vezes por semana. Um bom lanche deve incluir diferentes grupos de alimentos e deve priorizar a qualidade nutricional. Muitas vezes o valor calórico e monetário é muito próximo, mas o valor nutricional varia bastante dependendo das suas escolhas. Fernanda Cruz Nutricionista – CNAM clique aqui para ler a publireportagem
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