Mimosa Mimosa Mimosa Pesquisa
Mimosa Login
|
Mimosa
Mimosa
Mimosa
Parto
barra
Parto

SINAIS DE PARTO | O PARTO | 5 PERGUNTAS SOBRE A CESARIANA | A DEPRESSÃO PÓS-PARTO | REVISÃO PÓS-PARTO | CESARIANAS | A DOR NO PARTO | PROCEDIMENTOS DURANTO O PARTO | OS PROFISSIONAIS DO PARTO | UTILIDADES

SINAIS DE PARTO

Quanto tempo falta para o bebé nascer?

O início do trabalho de parto, em muitas mulheres, não surge de um momento para o outro. Ou seja, nem sempre há um sinal específico que indique o início deste processo. De qualquer maneira, em termos médicos, consideram-se duas fases que separam o processo do parto: a latente e a activa. Na segunda, verificam-se contracções regulares, dolorosas, em que a dilatação do colo do útero é já progressiva. Mas, para que isto aconteça, há um conjunto de modificações que se verificam no organismo da mulher grávida, vários dias antes, e que são muito graduais.

O primeiro sinal: o bebé encaixa-se

O primeiro sinal, que muitas vezes ocorre vários meses antes do nascimento, é a mudança da posição fetal. Num parto normal, o bebé deve apresentar-se de cabeça virada para baixo. Depois de se apresentar nessa posição, o feto começa a iniciar movimentos para encaixar a cabeça nos ossos pélvicos da mãe. Este processo pode começar muito tempo ou apenas algumas horas antes do parto. A mulher sente, normalmente, movimentos fortes e bruscos que indicam esta mudança de posição – muitas vezes, a grávida começa a sentir, no final da gravidez, os «pontapés» na zona superior do abdómen, o que indica que o bebé está voltado de cabeça para baixo.

O segundo sinal: a perda do rolhão mucoso

Um outro indicador que vulgarmente se identifica com a eminência do parto é a perda do rolhão mucoso (muco misturado com sangue que é expelido repentinamente pela vagina). As secreções existentes na vagina ou dentro do colo uterino soltam-se repentinamente e a expulsão é provocada pelas contracções uterinas e pela abertura do colo do útero. Isto acontece antes da fase activa e, mais uma vez, pode anteceder o parto dias ou apenas horas. É importante perceber que a perda do rolhão mucoso não implica uma deslocação imediata para o hospital. Mas é, sem dúvida, um sinal de que o parto está próximo.

O terceiro sinal: a ruptura da bolsa de águas

Por vezes, este fenómeno, que não é mais do que a perda do líquido amniótico que envolve o feto dentro do útero, é intermitente e a perda de líquido é gradual. Neste caso, a ruptura pode não ser facilmente detectada, e não é um sinal de que o parto esteja eminente. Ao contrário, nas situações em que esta é repentina e não pode passar despercebida, a perda de águas significa a proximidade do parto e convém uma deslocação imediata para a maternidade.

O quarto sinal: as contracções

O início de contracções dolorosas e com uma regularidade frequente indicam o início da fase activa do parto. Ou seja, a partir do momento em que a mulher grávida sente esses sinais, pode esperar o nascimento do bebé nas próximas horas. Se os profissionais de saúde na maternidade verificarem que o parto ainda não está na fase activa e que não se trata de uma situação de risco, sugerem à parturiente que volte para casa. E, numa situação de stress como é a do parto, convém evitar ansiedades desnecessárias. Por outro lado, não é emocional nem fisicamente conveniente para a mulher ficar horas infindáveis ou até mesmo dias a aguardar o parto numa cama da maternidade. Quando a grávida sente contracções dolorosas, regulares, com um ritmo de 5 em 5 minutos ou menos, o parto está próximo e é previsível que se desenrole nas próximas horas.

Alguns sinais não perceptíveis

Há um outro sinal de parto que é apenas detectável para o médico que observa a mulher grávida, mas que de igual forma é um indicador fiável da previsão de um nascimento próximo: a dilatação e o apagamento do colo do útero. Antes do início do trabalho de parto, o colo tem cerca de 3 cm de comprimento, e este fenómeno corresponde à diminuição do seu tamanho. Ele fica progressivamente mais fino e, quando já diminuiu o suficiente, dilata ligeiramente. Este sinal indica o início do processo de dilatação que irá permitir o nascimento do feto. Esta é uma das razões pelas quais as consultas no final da gravidez devem ter uma regularidade semanal. O diálogo entre a grávida e o obstetra nestas últimas consultas é essencial para que ela perceba o que vai acontecer quando chegar a hora do parto. É muito importante que o médico explique à mulher quais são os sintomas e as atitudes que deve tomar perante eles. Caso contrário, é provável que se dirija à maternidade demasiado cedo ou, mais grave, demasiado tarde.

A sequência dos sinais de parto

A forma como os sinais de parto se sucedem difere muito de gravidez para gravidez e de mulher para mulher. Desta forma, é necessário deixar bem claro que, embora possa haver uma sequência mais comum, isso não significa que todos os partos tenham os mesmos sinais, e pela mesma ordem. No entanto, na maior parte dos casos, o primeiro sinal é dado pelo aparecimento de contracções. De início, podem não ser dolorosas, e provocam apenas uma sensação de peso ou de «moinha», na barriga. A pouco e pouco, tornam-se então dolorosas e regulares. Começam por ter intervalos de 20 minutos, que depois passam para 10, depois para 5... Por vezes, a ruptura de bolsa de águas acontece no final do trabalho de parto, quando a dilatação está quase completa. Quando a mulher é internada na maternidade, já com 3 ou 4 centímetros de dilatação, a ruptura da bolsa pode ser efectuada pelo médico.

Pode, no entanto, acontecer que a bolsa de águas seja o primeiro dos sinais. Nestes casos, prevê-se um parto mais prolongado. Quando a parturiente perde o líquido amniótico antes do desencadear dos restantes sinais, deve ficar sob vigilância atenta, pois esta situação pode acarretar perigo de infecção. Torna-se necessário monitorizar a possibilidade de as bactérias normalmente presentes na vagina provocarem uma amniotite (infecção do líquido e das membranas amnióticas). Se não existir qualquer risco de isto vir a acontecer, os médicos farão com que o parto se processe de forma normal.

O PARTO

Existem apenas duas formas de nascer: por via vaginal e através de uma cesariana. E no entanto, não há dois partos iguais. Não só porque cada mãe e cada bebé são únicos, mas também porque, em termos médicos, não existem nunca dois casos iguais...

As várias fases do trabalho de parto

• Fase de apagamento e dilatação do colo do útero
É a fase inicial e a mais prolongada. Nesta fase, as contracções são progressivamente mais frequentes e intensas e vão provocar modificações do colo do útero, apagando-o e dilatando-o até à dilatação completa. A duração desta fase é variável, podendo ir até 24 horas nas nulíparas (1º filho) até 15 horas nas multíparas (2º ou mais filhos). Nesta fase, a sua colaboração passa por aguardar pacientemente, praticando os exercícios respiratórios que treinou durante a gravidez e tolerando a avaliação periódica do seu colo do útero (inicialmente hora a hora, mais frequentemente no final).

• Período expulsivo
É o período que se inicia após a dilatação completa do colo e que culmina no nascimento. A duração desta fase pode ir até uma hora nas nulíparas e até 20 minutos nas multíparas. A propulsão do feto ao longo do canal de parto resulta da força das contracções uterinas e dos esforços expulsivos maternos. É nesta fase que a sua colaboração é mais preciosa: aguarde e deixe instalar a contracção; encha o peito de ar, contraia os músculos da parede abdominal e ajude o seu filho a nascer! Esteja calma e com atenção às indicações que lhe irão ser dadas. Está quase.

• Fase da dequitadura
É a mais curta e culmina na expulsão da placenta e membranas após o seu descolamento. Pode ser necessária a sua colaboração com esforços expulsivos e a sua duração não ultrapassa, normalmente, os 30 minutos, quer nas nulíparas, quer nas multíparas.

Como se faz uma episiotomia?

Quando a cabeça do bebé aparece, o médico ou a parteira poderão fazer um pequeno corte à entrada da vagina, para que seja mais fácil para si fazer força para expulsar o bebé sem rasgar. A região do pavimento pélvico onde será feito este pequeno corte é anestesiada com uma injecção local e o mesmo será feito a partir do fundo da vagina, no «pico» de uma contracção. Há dois tipos de corte: central e lateral. Os pontos acabarão por cair, sem que seja necessário tirá-los.

A posição do bebé

A posição do bebé dentro do útero afecta o trabalho de parto e facilmente se compreende que um bebé que está sentado (apresentação pélvica) dê mais trabalho a sair cá para fora do que um bebé que está de cabeça para baixo. A melhor posição é, de facto aquela em que o bebé está de cabeça para baixo (cefálica) com as costas voltadas para o seu abdómen (posição anterior). Se as costas do bebé estiverem voltadas para as suas costas (posição posterior), ele apresenta a parte mais larga da cabeça ao entrar na vagina, o que pode tornar o parto mais prolongado e exigir a ajuda de fórceps ou ventosa. Na apresentação pélvica, os pés ou as nádegas saem primeiro, o que também exige parto assistido.

Parto assistido

Se o parto for muito prolongado, se a mãe e/ou o bebé estão em sofrimento, se a mãe não consegue fazer força, se o bebé é muito grande ou está mal posicionado, pode ser necessário recorrer à ajuda de fórceps ou de ventosa.

Fórceps
Estes só podem ser utilizados quando o colo do útero estiver completamente dilatado e a cabeça do bebé a aparecer na vagina. Há vários tipos de fórceps, mas todos eles são, basicamente, duas colheres de metal concebidas para se adequarem à cabeça do bebé. Estão feitas de modo a que a pressão exercida não seja nunca demasiado forte. Há fórceps para rodar a cabeça do bebé quando esta não está em boa posição e fórceps que ajudam a puxá-la para fora. Um e outro podem deixar algumas «amolgadelas». Mas depressa passarão...

Ventosa
À semelhança dos fórceps, também a ventosa deve ser utilizada apenas quando o colo do útero está totalmente dilatado e a cabeça do bebé se encontra à saída da pelve. A ventosa consiste numa campânula de plástico que é colocada sobre a cabeça do bebé e que está ligada a um tubo que, por sua vez, está ligado a uma máquina que utiliza um mecanismo eléctrico ou uma bomba para criar vácuo dentro da campânula. Com a ventosa bem colada à cabeça do bebé, o obstetra puxa a campânula, enquanto a mãe continua a fazer força.

Provocar o parto: sim ou não?

A indução do trabalho de parto está indicada quando os benefícios para a mãe ou para o feto sejam maiores do que os riscos em continuar a gravidez. As indicações para provocar o parto são, entre outras:
• Hipertensão induzida pela gravidez;
• Ruptura prematura de membranas;
• Corioamnionite (infecção do líquido amniótico ou membranas);
• Suspeita de sofrimento fetal (restrição de crescimento intra-uterino grave, isoimunização);
• Doenças maternas (diabetes, doença renal, doença pulmonar crónica);
• Gravidez prolongada;
• Morte fetal.
Quanto às contra-indicações, são as mesmas do que para o parto via vaginal:
• Placenta ou vasa prévia (inserção anómala do cordão umbilical, à frente da cabeça fetal);
• Feto em situação transversal (eixo longitudinal do feto perpendicular ao do canal de parto);
• Prolapso do cordão umbilical (o cordão encontra-se mais próximo do colo do útero e vai sair antes da cabeça fetal, se o parto ocorrer);
• Infecção materna activa com Herpes genital;
• Feto em apresentação pélvica, modo de pés (um dos tipos de apresentação pélvica).

5 PERGUNTAS SOBRE A CESARIANA

É verdade que os bebés que nascem por cesariana sofrem menos?

Em princípio sim. E se pensarmos que todo aquele longo caminho através do canal de parto lhes é poupado, facilmente percebemos por que razão sofrem menos. No entanto, sobretudo quando a cesariana é feita com anestesia geral, o bebé pode sofrer as consequências dessa mesma anestesia, nomeadamente pode precisar de oxigénio para respirar e nascer com um índice de Apgar mais baixo do que é normal. É por isso que tudo tem de ser feito com a maior rapidez possível.

Em que casos é necessário fazer uma cesariana?

Quando a mãe sofre de uma patologia cardíaca, de problemas vasculares ou neurológicos, de diabetes, hipertensão, herpes genital, etc.... Se a futura mãe tem uma bacia demasiado estreita, a cesariana é também aconselhada, sobretudo quando o bebé é grande. Há depois as cesarianas que se tornam necessárias devido à posição do bebé ou devido a uma placenta prévia. Quando a mãe espera gémeos, o médico pode também sugerir que se recorra a este método. Todas elas são programadas com mais ou menos antecedência, dependendo dos motivos.

Mas uma cesariana nem sempre é uma intervenção programada?

Não e existem muitas cesarianas de «última hora». Sobretudo quando, através do CTG, se repara que o bebé está a entrar em sofrimento e não há tempo nem condições para se prolongar o trabalho de parto. Nestes casos, a mãe sente muitas vezes que todo o esforço que já fez durante o trabalho de parto foi inglório. Nestas situações, o mais importante é pensar que a cesariana veio salvar a vida do bebé.

Pode fazer-se uma cesariana apenas com epidural?

Claro que sim e, hoje em dia, recorre-se cada vez mais a esse tipo de anestesia. Sobretudo quando a cesariana é programada e a mãe concorda em utilizá-la. As vantagens são inúmeras, sendo a mais imediata a possibilidade de ver e de pegar no bebé assim que ele sai lá de dentro. Além disso, a recuperação é mais fácil e mais rápida do que quando a mãe foi submetida a uma anestesia geral. No entanto, e apesar de não se sentir qualquer dor, há mulheres que experimentaram um enorme desconforto durante uma cesariana com epidural, pois a anestesia não as impediu de se sentirem todas «remexidas» por dentro.

Quantas cesarianas é que uma mulher pode fazer?

Aqui as opiniões dividem-se. Há quem diga que mais de duas é perigoso e quem defenda que, até quatro, não há qualquer problema. Excluída a hipótese de consenso, uma coisa parece certa: cada caso é um caso e tudo depende da forma como correu a primeira intervenção e da razão que motivou. Seja como for, uma mulher que fez uma cesariana deverá esperar pelo menos um ano até voltar a engravidar. E uma mulher que já fez quatro, deverá tomar sérias precauções para não voltar a engravidar. O grande risco de fazer várias cesarianas é o de que útero, já soturado por diversas vezes, possa rebentar com as contracções, provocando uma hemorragia que, dependendo da gravidade e da assistência médica prestada, poderá ser fatal.

A DEPRESSÃO PÓS-PARTO

Poderá começar algumas semanas após o nascimento. È diferente daquela tristeza que se instala muitas vezes entre 3 a 5 dias depois do parto. Esta tristeza tem um período curto em que a pessoa se sente muito emocionada, chora e irrita-se facilmente. Saiba reconhecê-la e não hesite em pedir ajuda.

Sintomas mais frequentes:
• Choro e vazio emocional;
• Perda de prazer em fazer coisas que gostava;
• Frieza e indiferença em relação ao bebé;
• Perda de concentração e de apetite;
• Sentir-se deslocada quando entra em locais conhecidos ou não;
• Sentir-se muito cansada;
• Irritação frequente sem causa aparente;
• Recusar o seu companheiro;
• Pensamentos acerca da morte.

Como evitá-la:
• Tente ter apoio prático e emocional;
• Durma em quantidade suficiente. Se dormiu mal durante a noite, aproveite os sonos que o bebé faz durante o dia para descansar também;
• Pratique exercício físico com regularidade;
• Arranje um tempo só para si, passear, ir ás compras, ir ao cinema, longe das crianças e das tarefas domésticas;
• Tente conviver com os amigos com ou sem crianças;
• Tenha expectativas positivas em relação a si, ao seu companheiro e ao bebé;
• Logo que possa, volte á sua actividade sexual. O seu companheiro vai achá-la bonita como sempre achou, não pense que pelo seu corpo ter mudado ele deixou de gostar de si.

REVISÃO PÓS-PARTO

O pós-parto é um período intensamente preenchido. Mas não deve esquecer-se de si. No máximo dois meses depois de o bebé nascer, deve fazer a consulta de revisão. Mesmo que por fora a mãe se sinta bem, mesmo que vá a pouco e pouco recuperando a forma e as formas, é preciso que alguém a olhe «por dentro». Afinal, houve modificações profundas no seu corpo, não só ao longo dos nove meses de gravidez, mas também durante o parto.

É, por isso, necessário verificar se está tudo em ordem. A revisão pós-parto serve para isso mesmo e deve ser feita (no máximo!) dois meses a seguir ao nascimento do bebé. Trata-se de um exame ginecológico completo, onde o médico irá observar de que forma as modificações da gravidez e do parto afectaram o corpo da mãe. Medir a tensão arterial, verificar o peso, observar os seios, «espreitar» todos os órgãos envolvidos na maternidade e recomendar alguns exames de rotina fazem parte desta consulta de pós-parto.

Verificar o peso
Dois meses depois do parto, o mais provável é não ter ainda voltado ao seu peso normal. Se, no entanto, houver uma diferença excessiva entre o que pesava antes de engravidar e o que pesa actualmente, o médico poderá recomendar-lhe uma dieta. A não ser que esteja a amamentar. Nesse caso, terá de ter cuidado, pois não pode suprir da sua alimentação nutrientes fundamentais. Mas saiba que dar de mamar, por si só é já uma espécie de dieta, pois ajuda o útero a voltar ao seu lugar, logo, ajuda a mãe a recuperar a forma mais depressa.

Observar os seios
Se não está a dar de mamar, o exame será praticamente igual a um exame de rotina. Se, pelo contrário, está a dar de mamar, o médico irá verificar se está tudo bem. Em princípio, não deverá haver nenhuma preocupação digna de registo nesta fase, já que os problemas que decorrem da amamentação (mamilos gretados, mastites, etc.) costumam surgir mais cedo.

Palpar o abdómen
É bem possível que a pele esteja ainda bastante flácida nesta zona e que os músculos não tenham ainda recuperado a tonicidade desejada. Mas o médico pouco ou nada poderá fazer a esse respeito e só o tempo (juntamente com umas idas ao ginásio e uma boa massagista) se encarregará de a fazer voltar à forma. Se fez uma cesariana, o médico irá verificar a cicatriz. À partida, dois meses depois, o processo de cicatrização está totalmente concluído, embora seja perfeitamente normal haver uma especial sensibilidade na zona em que foi «cortada».

Observar o períneo
As epsiotomias deixam, por vezes, marcas irrecuperáveis. Tudo depende da extensão e da forma como foram feitas (e «consertadas») e também do tipo de pele de cada mulher. Há, assim, mulheres que recuperam completamente e outras que ficam para sempre com uma espécie de «impressão». Um bom programa de recuperação pós-parto incidirá também sobre este aspecto. O médico avaliará o estado da cicatriz da sua episiotomia (caso a tenha feito) e é possível que efectue um toque vaginal para verificar a elasticidade dos músculos do períneo.

Observar o útero
É importante verificar se o útero está a voltar ao seu tamanho normal e se está no seu lugar e isso é feito através do exame ginecológico, com a ajuda daquele «bico de pato», cientificamente conhecido por «espéculo» e ao qual quase todas as mulheres foram já «apresentadas». O médico irá ver, igualmente, o aspecto da mucosa vaginal e o estado do colo do útero.

Exames complementares
Se nunca fez, ou já fez há muito tempo, o exame de Papanicolau (um exame que permite despistar o cancro do colo do útero) o médico vai aproveitar para recolher células do colo do útero, com a ajuda de uma espátula com uma «escovinha» na ponta. Essas células irão seguir depois para laboratório, onde serão analisadas. Para além deste exame, que deve ser realizado, pelo menos, de dois em dois anos, o médico pode ainda recomendar-lhe outros como, por exemplo, a pesquisa de açúcar e de albumina na urina.

Se teve hipertensão arterial durante a gravidez, diabetes, um recém-nascido com peso muito abaixo da média, infecções urinárias frequentes e repetidas, é possível que o médico queira fazer um «ponto da situação» e recomende, por isso, outro tipo de exames, nomeadamente, análises ao sangue.

Escolher um método contraceptivo
O facto de ainda não ter tido o período menstrual não significa que não possa voltar a engravidar «sem dar por isso», já que a primeira ovulação a seguir à gravidez ocorre, geralmente, antes da primeira menstruação. Por isso, talvez não seja boa ideia esperar pela consulta de revisão pós-parto para começar a utilizar um método contraceptivo. Deverá, isso sim, confirmar com o médico se está a utilizar o método mais eficaz e mais adequado.

Voltar a engravidar
Há mulheres que, depois do primeiro filho, querem tudo menos pensar em ter o segundo. Há outras, pelo contrário, que mal se apanham com um recém-nascido nos braços começam de imediato a planear a vinda do próximo. O período de tempo ideal entre gravidezes é, de acordo com os especialistas, de dois anos. Fale com o seu médico sobre o assunto, sobretudo se foi sujeita a uma cesariana, situação em que deve, de facto, respeitar o intervalo que ele lhe recomendar. O facto de ter tido o seu primeiro filho por cesariana não significa, obrigatoriamente, que o segundo nasça pelo mesmo método. Tudo depende do motivo da cesariana. E pronto! Está terminada a consulta. Pode agora voltar para casa tranquilamente, com a certeza de que está tudo bem.

Para todas as mães cujos filhos têm hoje um ano, três anos, cinco anos (ou até oito!) e que nunca foram a uma consulta de revisão pós-parto, aqui fica um conselho: mesmo que muitas das coisas que ia ver tenham já «passado à história», não deixe de marcar uma consulta no ginecologista. Sobretudo para fazer a tal citologia vaginal, tão importante no despiste do cancro do colo do útero.

Consulta de urgência
No período pós-parto, não hesite em contactar o médico, sempre que:
• Tiver febre superior a 38ºC que se mantém por três dias seguidos;
• Os seus seios estiverem com zonas vermelhas, quentes e muito dolorosas;
• Sentir dor e ardor ao urinar;
• Estiver com uma hemorragia vaginal abundante (muito superior ao período menstrual);
• Houver uma dor intensa entre a vagina e o recto;
• Sentir uma dor intensa nas pernas, com inchaço e com ou sem vermelhidão, particularmente se for unilateral;
• Sentir uma dor súbita e intensa no tórax, acompanhada ou não de dificuldade respiratória e/ou tosse.

CESARIANAS

Embora o Organização Mundial de Saúde defenda uma taxa abaixo dos 15% para a realização de cesarianas, são poucos os hospitais — aqui e noutros países — que a cumprem. De facto, o número de cesarianas cresce cada vez mais. Hoje em dia, em Portugal, 1 em cada 4 bebés nascem por cesariana. E se, em alguns destes casos, a cesariana é a forma mais eficaz de proteger mãe e bebé de um parto difícil ou de futuras complicações, outros casos há em que o recurso à cesariana se faz, exclusivamente, por uma questão de «conveniência».

O que é uma cesariana?

A cesariana é um procedimento cirúrgico em que são realizadas incisões (cortes) no abdómen e útero maternos para se proceder à extracção do bebé, SEMPRE sob anestesia adequada. A anestesia epidural é cada vez mais a técnica anestésica preferida por várias razões, entre as quais a possibilidade de conhecer, imediatamente, o recém-nascido. No entanto, em algumas situações raras, a anestesia geral pode ser o método mais seguro. Por que é que algumas mulheres necessitam de uma cesariana? A cesariana é realizada quando se prevê que os benefícios serão superiores aos riscos. Infelizmente, essas previsões não têm uma fiabilidade a 100%, o que leva, geralmente, a «pecar» por excesso.

Uma das causas mais frequentemente invocada para justificar a realização de cesariana é uma cesariana na gravidez anterior. A regra de «uma vez cesariana, sempre cesariana» teve origem quando se utilizava uma incisão (corte) vertical no útero, denominada cesariana clássica. Desta resultava uma cicatriz uterina frágil, com risco de rotura nos partos seguintes. Contudo, hoje em dia, o tipo de incisão efectuada é horizontal, na zona inferior do útero e resulta numa menor perda de sangue durante a cirurgia e menor risco de rotura uterina nos partos seguintes. Este tipo de incisão permite a uma grande maioria de mulheres ter um parto por via vaginal após cesariana prévia.

O segundo motivo mais frequente para se efectuar uma cesariana é a paragem do trabalho de parto ou a sua lenta progressão. Estas situações devem-se, em geral, a uma combinação de factores, como por exemplo: contracções uterinas fracas e irregulares; não dilatação do colo do útero (não alargamento do orifício de saída do útero); uma desproporção entre as dimensões da pélvis (bacia) e as dimensões ou posição do feto (chamada incompatibilidade feto-pélvica).

Outros motivos menos comuns para a realização deste tipo de parto são:
• Alterações do ritmo cardíaco do feto que, numa pequena percentagem de casos, podem traduzir aporte insuficiente de oxigénio ao bebé.
• Apresentação pélvica do feto (que ocorre em cerca de 3% dos partos), ou seja, quando «o bebé não deu a volta» e quando não estão presentes as condições necessárias para que se possa efectuar um parto vaginal com segurança num bebé que esteja nesta posição.
• Prolapso do cordão umbilical, situação em que o cordão surge na vagina, ficando à frente da cabeça do bebé, podendo ser comprimido por esta e interromper a passagem do sangue para o feto e sua oxigenação. Estes raros casos implicam a realização emergente de cesariana, para extracção rápida do bebé.
• Problemas com a placenta, como o descolamento de placenta (abruptio placentae), situação em que a placenta se separa da parede uterina antes de o bebé nascer, interrompendo também a circulação de sangue para o feto; ou placenta previa, casos em que a placenta cobre o colo do útero, parcial ou totalmente, impedindo, desta forma, o parto vaginal.

Existem ainda condições relacionadas com a saúde da mãe que tornam a cesariana a melhor opção (infecção activa a herpes genital, algumas doenças cardíacas e outras situações que devem ser avaliadas caso a caso, de forma a optar-se pela melhor via de parto).

Quanto tempo demora a recuperação?

As mães que foram submetidas a uma cesariana requerem não só a mesma atenção dada a qualquer nova mãe, como também os cuidados prestados a qualquer doente em recuperação de uma cirurgia major (sim, é bom que tenha consciência que se trata de uma verdadeira cirurgia!). A recuperação física e emocional de uma cesariana é mais prolongada do que a de um parto por via vaginal, sendo o pós-parto também bastante mais doloroso. Mas não tenha medo! É sempre oferecida medicação para alívio da dor que não interfere na amamentação. O levante e a deambulação são encorajados precocemente (cerca de 8 a 24 horas após o parto) para estimular a circulação e prevenir a formação de coágulos sanguíneos e também estimular o trânsito intestinal (não é para a castigar, existem na realidade benefícios para si com estas medidas!).

Após a cesariana, deve esperar uma permanência no hospital de 2 a 5 dias. A recuperação completa demora cerca de 4 a 6 semanas. Até lá, contente-se com realizar as suas tarefas lentamente e com ajuda, até sentir que está de novo em forma.

Quais os riscos imediatos associados a uma cesariana?

A cesariana tem um maior risco para algumas complicações, tanto para a mãe como para o feto, quando comparada com o parto vaginal. Algumas das complicações da mãe incluem a possibilidade de infecção do útero e dos órgãos pélvicos vizinhos; perda de sangue aumentada; trombose dos membros inferiores, dos órgãos pélvicos e, por vezes, do pulmão.

Para o bebé, existe o risco de dificuldade respiratória por ausência da normal maturação pulmonar que a passagem pelo canal de parto estimula e favorece.

Quais os riscos a longo prazo das cesarianas e das cesarianas repetidas?

O risco de repetição de cesariana na gravidez seguinte é o aumento da possibilidade de rotura do útero.
Uma cesariana anterior associa-se a uma maior incidência de placenta prévia (já explicado) e de placenta acreta (quando a placenta invade a parede uterina, tornando difícil a normal separação que deverá sempre ocorrer depois do nascimento do bebé). Esta situação pode levar a hemorragia abundante no pós-parto, com necessidade de transfusão de sangue e pode mesmo ser necessária a histerectomia (tirar o útero) para o seu controlo. A probabilidade de ocorrerem estas duas anomalias da placenta aumenta proporcionalmente com o número de cesarianas efectuadas sobre o útero.

As mulheres que têm no seu passado história de cirurgia pélvica, incluindo a cesariana, têm um risco acrescido para gravidez fora do útero (gravidez ectópica), devido às aderências e tecido cicatricial que se formam depois de uma cirurgia. É por isso também maior a incidência de infertilidade depois de uma cesariana. Também a possibilidade destas complicações aumenta com o adicionar de cesarianas. Assim, actualmente, é prática comum sugerir laqueação tubária a mulheres que são submetidas a uma 3ª cesariana, devido ao aumento da incidência das várias complicações possíveis, acima referidas.

A partir da 2ª cesariana, é consensual que os partos seguintes devam ser efectuados também por esta via e não se tente a via vaginal (como no caso de cesariana única), pois o risco para rotura uterina durante o trabalho de parto é significativo. Desta feita, a grávida com duas ou mais cesarianas prévias, para além das complicações associadas à cesariana única, têm ainda aquelas que se associam a uma nova cirurgia numa «barriguinha» com intervenções anteriores. Nestes casos, a cirurgia é muito mais complexa. Existem mais aderências — tecido cicatricial que envolve e une os órgãos entre si — tornando a sua separação e individualização difícil durante a cirurgia. Estas, para além de levarem a um prolongamento marcado do tempo da operação, podem estar associados a complicações como lesão e rotura da bexiga e, mais raramente, do intestino.

Há alguma coisa que possa fazer para evitar uma cesariana?

Uma vez que não se consegue planear o parto perfeito e que a maioria das cesarianas são inesperadas, é pouco provável que consiga fazer algo para evitar este tipo de parto. No entanto, pode tomar cuidados consigo durante a gravidez para que tenha uma maior probabilidade de ter um bebé saudável. Alguns destes factores podem ajudá-la: procure assistência pré-natal; mantenha-se em forma e faça um estilo de vida saudável durante a gravidez; tenha atenção ao ganho de peso (um aumento exagerado pode originar bebés grandes, dificultando o parto por via vaginal). Não fume, pois o tabaco está associado a bebés pequenos e com menos capacidade para tolerar um trabalho de parto.

É importante lembrar que a cesariana é uma cirurgia major que apenas deve ser considerada quando realmente existam motivos válidos para a sua realização. Não deve ser considerada uma opção apenas por conveniência do médico, dos pais ou por outras razões não médicas, sobretudo se desejar ter uma prole numerosa, repleta de pequenas princesas e príncipes tal qual uma família real que se preze.

A primeira cesariana é, muitas vezes, a porta que se abre para complicações, não agora, mas no futuro. Não existe um número limite definido, mas por cada cesariana, as dificuldades técnicas aumentam, as complicações surgem mais vezes e uma cirurgia mais radical — remoção do útero — pode ser a única maneira de evitar uma morte materna.

Texto de Ana Bernardo, Médica do Serviço de Obstetrícia do Hospital Garcia de Orta

A DOR NO PARTO

Lidar com a dor

A sensação de dor, neste caso, a sensação de dor durante o trabalho de parto, não vem apenas das contracções do corpo físico, mas está também fortemente sujeita a um conjunto de influências psíquicas. Por isso mesmo, o estado de espírito da parturiente, ou seja, sua postura interna diante do parto é muito mais importante do que a sua sensibilidade à dor.

Qualquer mulher que pense num parto sem dor, pensa, talvez em primeiro lugar, na analgesia epidural. E se é verdade que esta injecção, dada num ponto preciso das costas, alivia a dor das contracções, não é menos verdade que nem sempre existem tempo ou condições para a administrar. A par da epidural, existem, no entanto, outras técnicas e outros recursos — mais naturais e menos tóxicos. Mesmo que a sua prática não seja ainda corrente nos hospitais portugueses, vale a pena saber quais são.

Acupunctura

Os especialistas acreditam que esta terapêutica da Medicina Tradicional Chinesa pode ser utilizada para acelerar o trabalho de parto, diminuir as dores e até facilitar a rotação do bebé quando este se apresenta numa posição difícil. Existem mais de 365 pontos de acupunctura no corpo humano. Para diminuir a dor no trabalho de parto, o terapeuta utiliza as agulhas nos pontos responsáveis pela libertação de endorfinas (os nossos «anestésicos naturais»).

Aromaterapia

Técnica que utiliza os óleos essenciais das plantas com fins medicinais. Lavanda, gerânio e sálvia são os óleos aconselhados durante o trabalho de parto, pela sua capacidade de relaxar os músculos e aliviar tensões. Os óleos utilizam-se deitando algumas gotas em determinadas porções de água ou aplicam-se sobre o corpo através de uma massagem.

Hipnose

Relaxamento e concentração. Estas são as palavras de ordem na hipnose para facilitar o trabalho de parto. Através da hipnose, atinge-se um estado de relaxamento e concentração, transmitindo mensagens ao nosso subconsciente de forma a que o corpo não sinta tanta dor. A experiência assemelha-se ao estado de concentração de quem está absorto na leitura de um livro ou a ver um filme. Ou seja, o corpo está relaxado, mas a mente está absolutamente concentrada para que não exista qualquer espécie de medo ou tensão. Este estado pode ser atingido por auto-indução ou com a ajuda de um terapeuta.

Reflexologia

Aplicação de pressões específicas em pontos reflexos dos pés, das mãos e das orelhas, indicados pela Medicina Oriental. A planta do pé actua como espelho, reflectindo cada zona do corpo humano. Por isso, massajando pontos específicos do pé, actua-se sobre diferentes órgãos. Esta técnica é utilizada durante o trabalho de parto para aliviar as dores, uma vez que pode ajudar a libertar as endorfinas.

Reiki

Terapia que consiste na canalização de energias através das mãos. O terapeuta coloca as mãos sobre certas partes do corpo da grávida (sem tocar), estimulando campos energéticos e ajudando-a a libertar-se de tensões, adquirindo uma sensação de conforto, segurança e bem-estar. O objectivo é transformar o parto num momento de harmonia e tranquilidade, podendo assim diminuir o sofrimento. Pode ser feita pela própria pessoa ou com a ajuda de um terapeuta.

Shiatsu

Terapia originária do Japão, que significa pressão (atsu) com os dedos (shi). Como o nome indica, é um tipo de massagem em que o terapeuta utiliza os dedos para fazer pressão sobre alguns pontos e meridianos da acupunctura. No trabalho de parto, utiliza-se esta técnica para ajudar a grávida a relaxar, proporcionando uma experiência mais agradável.

PROCEDIMENTOS DURANTE O PARTO

Não existem dois partos iguais. Por isso, é natural que cada um siga os seus trâmites. Tudo vai depender de estar menos ou mais demorado, da existência de um anestesista, das condições em que se encontram a mãe e o bebé durante o trabalho de parto. Quando chega a hora, os procedimentos no hospital podem variar conforme a urgência.

Antes de mais, porém, é bom que tenha a mala pronta para que não seja preciso fazê-la à pressa quando surgirem as contracções. Já no hospital, perfilam-se dois cenários possíveis: ou o trabalho de parto está iminente e é levada a correr para a sala de partos, ou tem ainda um longo caminho pela frente. No primeiro caso, não terá tempo para nada! No segundo, poderá «instalar-se», mudar de roupa com calma, para depois ser encaminhada para uma sala onde irá fazer a dilatação. Deverá exigir a presença de quem a acompanha durante todo o processo. Não só é um direito, como irá ajudá-la a sentir-se melhor.

É bem possível que a liguem ao CTG, para ouvir os batimentos cardíacos do bebé e que lhe façam um «toque» para ter a certeza dos dedos de dilatação que já tem. Quando a fase da dilatação vai a meio, ou seja, mais ou menos por volta dos 5 dedos, pode ser administrada a analgesia epidural. Sobretudo, quando se prevê que o parto ainda possa estar demorado, ou quando as dores das contracções se tornaram insuportáveis.

Mesmo antes da hora H, será levada para a sala de partos. A pessoa que a acompanha deverá poder continuar consigo também durante esta fase. Se tudo correr normalmente, terá o seu bebé nos braços dentro de muito pouco tempo. Peça para o pegar ao colo assim que estiver cá fora. O primeiro contacto entre o bebé e a mãe é importantíssimo! Poucos minutos depois, o seu bebé irá ser levado pelo pediatra para que sejam levados a cabo os procedimentos normais. Vão limpá-lo, pesá-lo, medi-lo...

Quanto a si, ainda terá de ficar mais um pouco deitada, até que saia a placenta. Também pode ser necessário levar alguns pontos porque o períneo rasgou durante o trabalho de parto, ou porque lhe fizeram uma epsiotomia. Neste segundo caso, ela só deverá ser feita com a sua autorização.
Quando tudo estiver acabado, irá finalmente para o quarto. É importante que ponha o bebé a mamar assim que se sinta com forças.

Se é o seu primeiro filho, não tenha vergonha de pedir ajuda às enfermeiras e não estranhe se não correr logo tudo às mil maravilhas! Dê tempo ao tempo e deixe que o bebé se adapte à sua nova vida.
Há hospitais, sobretudo os hospitais particulares, em que os bebés são levados para um berçário na primeira noite, para que as mães possam descansar do esforço do trabalho de parto. Caberá a si decidir se quer ou não que o seu bebé fique ao seu lado.

Nos dois ou três dias seguintes, o bebé será de novo visto pelo pediatra e vai ser necessário fazer as primeiras vacinas. Quanto a si, o médico obstetra irá vê-la também, para se assegurar que está tudo em ordem.
Antes de ter alta, certifique-se que traz todos os documentos necessários para o registo da criança e para pedir a baixa de parto.

OS PROFISSIONAIS DO PARTO

À partida, a equipa que vai acompanhá-la durante o parto envolve médicos (obstetra e pediatra), anestesista, enfermeiras... Saiba qual a função de cada um deles.

O médico obstetra

Todas as mulheres desejariam que o médico que as acompanhou durante a gravidez fosse o mesmo a acompanhá-las no parto. Mas nem sempre é possível. Ou o parto está marcado para um dia específico — o que significa que vai ser provocado ou que já se sabe que tem de ser cesariana — ou é bem provável que o médico obstetra que a vai acompanhar seja o que está de serviço naquele dia e àquela hora. A sua função é tirar o bebé cá para fora e certificar-se que tudo corre como é suposto.

O anestesista

Em partos normais, e sempre que for necessário ou que se justifique, o anestesista vai dar-lhe uma analgesia epidural. No entanto, nem sempre existe um anestesista disponível e há muitas grávidas que suportam as contracções sem qualquer espécie de alívio — o que não é obrigatoriamente pior, pois embora provoque uma dimunuição considerável das dores, a epidural, por si só, não garante que o parto corra melhor nem mais depressa.

No caso de precisar de uma cesariana, aí sim, é insispensável a presença de um anestesista. Dependendo da situação, a anestesia poderá ser epidural ou geral. Se houver tempo, o anestesista quererá saber se é alérgica a alguma substância. A grande vantagem de levar uma analgesia epidural é ficar acordada durante todo o processo e poder ter o seu bebé nos braços mal nasça.

As enfermeiras

Quando não existe um médico obstetra, o parto pode ser feito por uma enfermeira-parteira. Quanto às outras enfermeiras, estarão presentes para assistir o médico, preparar a grávida para o parto, acompanhá-la durante as contracções.

O pediatra

A sua presença é obrigatória. É para os seus braços que vai o bebé — idealmente, apenas depois de já ter experimentado o colo da mãe. O pediatra vai verificar se está tudo bem com o bebé, vai aspirá-lo, medi-lo, pesá-lo. Todas essas indicações têm de ficar registadas no Boletim de Saúde Infantil.

UTILIDADES

- Nome do bebé
- Calendário da gravidez
- Checklist: lista para a maternidade (bebé) + lista para a maternidade (mamã)
- Calendário de vacinação



PARTILHAR:  Enviar a um amigo   Facebook   Digg   stumbleupon   delicious   twitter
VOCÊ ESTÁ AQUI      seta  Home  seta  Família  seta  Gravidez  seta  Parto
Desenvolvido por Proximity Portugal
@Mimosa 2009. Todos os Direitos Reservados.