Mimosa Mimosa Mimosa Pesquisa
Mimosa Login
|
Mimosa
Mimosa
Mimosa
Recém-Nascido até 1 ano
barra
Recém-Nascido até 1 ano

BEBÉS PREMATUROS | A CHEGADA A CASA | A ESCOLHA DE UM NOME | 8 PASSOS IMPORTANTES NA ROTINA DE UM BEBÉ | CÓLICAS | O STRESS AO FIM DO DIA | SOLUÇOS | SEMPRE A CRESCER | ALIMENTAÇÃO E AMAMENTAÇÃO | BEBÉS À MESA | OS PRIMEIROS PASSEIOS | BRINCAR EM SEGURANÇA | A HORA DO BANHO | A IDA PARA A CRECHE | TRUQUES PARA UMA NOITE DESCANSADA | O SIGNO DO SEU BEBÉ | POR QUE CHORA? | CRIANÇAS GORDAS | OS PRIMEIROS DENTES | CRIANÇAS CANHOTAS | CHUCHA: SIM OU NÃO | MASSAGEM PARA BEBÉS | UTILIDADES

BEBÉS PREMATUROS

Substituir a segurança do útero pela incerteza da incubadora é o que acontece quando um bebé nasce antes do tempo previsto. Assim, e embora em alguns casos a sobrevivência seja «viável» a partir das 26/28 semanas de gestação, os bebés prematuros precisam de cuidados intensivos assim que saem das barrigas das mães. Em todos eles, a insuficiência que chama mais a atenção é a falta de capacidade respiratória, a necessidade de apoio na ventilação. O que não significa que os outros órgãos não sejam também fundamentais na sobrevivência e não precisem de controlo e medidas terapêuticas.

Por razões óbvias, estes bebés são muito susceptíveis às infecções — se isso acontecer, tudo fica posto em causa... No entanto, é impossível estabelecer parâmetros de «sucesso», já que cada bebé tem uma resposta individual, cada um deles tem em si uma capacidade de resistência que varia. O que significa que um determinado bebé pode nascer com 30 semanas e não sobreviver, ao contrário de outro, que nasceu com 28 e consegue ultrapassar todos os obstáculos e dificuldades.

Durante todo o período em que o bebé prematuro precisa de estar numa unidade de cuidados intensivos, a presença da mãe e do pai é fundamental. Mesmo tão pequenino, e normalmente ligado a tantas máquinas e a tantos fios que quase não há pele à vista, o facto de poder sentir a presença dos pais — essencialmente, da mãe —, de estar em contacto com a sua pele (a mãe pode sempre, através de uma abertura na incubadora, fazer festas ao bebé) e de ouvir a sua voz, pode ser decisivo para evoluir positivamente.

Quais as sequelas?

As sequelas podem ser mais graves (e felizmente têm diminuído muito) sob o ponto de vista motor e sensitivo — diminuição da acuidade visual e auditiva, por exemplo. Há outras sequelas mais difíceis de ajuizar, nos aspectos do comportamento, como é o caso das hiperactividades.
As crianças que no período perinatal tiveram grandes insultos a nível do sistema nervoso central, podem ter sequelas a nível cognitivo, embora não sejam muito frequentes. São mais comuns as sequelas menos graves, como as alterações da atenção.

Até há uns anos atrás, existia a convicção de que os bebés prematuros recuperavam em parte o seu crescimento até aos dois anos. Hoje, os médicos constatam que os bebés pré-termo, de extremo baixo peso (menos de 1000 gr.) muitas vezes recuperam, em termos de crescimento, até à idade escolar (sete, oito anos). O que significa que o nascimento prematuro não implica necessariamente um atraso no desenvolvimento, já que as sequelas mais importantes (motoras, défice visual e sensorial) são diagnosticadas bastante precocemente e a prevenção é activada o mais cedo possível.

A CHEGADA A CASA

Organize antecipadamente o seu regresso a casa para que tudo possa correr da melhor forma possível. Embora as emoções em catadupa não sejam «organizáveis», há uma série de pormenores que, programados com antecedência, lhe vão facilitar a vida. Não se esqueça que o nascimento de um filho representa um esforço de adaptação. Da mãe, do pai e, claro, do bebé.

Chegada a casa, e quando a porta da rua se fechou, com algum estrondo, nas suas costas, sentiu um pequeno aperto no coração. Isto apesar de o ambiente lhe ser familiar e de o pai da criança recém nascida estar ali por perto. Por breves segundos, ficou à espera de ver aparecer uma fada caída do céu e teve a estranha sensação de que a pequena alcofa pesava toneladas. Devagar, colocou-a no seu quarto, mesmo ao lado da cama. À conta de uma prévia organização calculada ao milímetro, as primeiras horas decorreram calmas e assim aconteceria nos dias seguintes. Quarto arrumado, refeições preparadas e congeladas, pilhas de fraldas descartáveis, roupas de bebé por estrear, algodão, álcool e loções variadas, latas de leite em pó para o caso de ser preciso, dois pares de chuchas, biberões aos molhos, banheira e carrinho de bebé e outras coisas que tais.

Só que uma coisa é a teoria e outra coisa é a prática. E, na prática, ninguém está preparado para todos os sentimentos, todos os medos, todas as dúvidas que assaltam os pais, em especial as mães, vindos das profundezas do inconsciente numa correria que, nestes primeiros momentos, só está a começar. Parece-lhe familiar esta história?

Os primeiros embates

Cada caso é um caso e, por isso mesmo, todos têm as suas variantes. Fazem diferença factores como a idade da mãe, as expectativas e os desejos criados antes mesmo de o bebé nascer, as situações particulares. Os primeiros embates podem surgir pela estranheza e desconforto das pequenas e médias mazelas deixadas pelo parto, por mais pacífico que tenha sido. A começar pela dor nos pontos de uma episiotomia, que exigem o uso permanente de uma almofada anatómica, ou pela sensação desconfortável de que nada no seu corpo vai voltar ao lugar primitivo, pelas dores da contracção do útero, para não falar das sessões agitadas de amamentação, em alguns casos bastante dolorosas, de uma mãe inexperiente de um filho acabado de nascer. Mas estas dores físicas, embora transtornem o dia-a-dia de uma mãe acabada de o ser, são apenas um complemento de tudo o resto. A começar pelos sentimentos à flor da pele, tantos e tão intensos que se torna difícil nomeá-los. Passa-se da extrema alegria ao medo num abrir e fechar de olhos.

Adeus liberdade!

Quer para as mães maduras, quer para as mais novas, é inevitável deixar para trás pelo menos alguns anos vividos em plena liberdade. E as repentinas 24 horas diárias de serviço e atenção contínuos acabam por causar uma inevitável sensação de claustrofobia. Adeus liberdade! Quando se percebe que nada voltará a ser como antes, e que de nada vale dizer «agora é sexta-feira, fim-de-semana, vou descansar e o bebé volta para a maternidade um dia ou dois», a sensação não é animadora... A verdade é que, por mais ajudas que se tenha, e é desejável contar com a ajuda da avó, de uma empregada ou mesmo de uma enfermeira.

O esforço constante de adaptação e de atenção ao bebé, a mudança total de ritmo de vida, o cansaço e o peso das novas rotinas causam desgaste na vida dos pais, sobretudo na vida da mãe. Mas, mais ou menos duras de ultrapassar, estas fases beneficiam da milagrosa lei da compensação: o prazer de poder apertar contra o peito, a qualquer hora do dia ou da noite, um bebé que vive suspenso do nosso amor e que nos ama incondicionalmente é uma sensação única.

Então, como é que se faz?

Este é, por excelência, um período em que se vivem ansiedades várias e muitas dúvidas, como «será que vou conseguir ser uma boa mãe?», ou «o que hei-de fazer para o bebé mamar?», ou ainda «como é que eu sei que ele não ficou com fome?», entre muitas outras. Ninguém nasce ensinado, por isso, informe-se, leia, pergunte, procure... Tratar de um recém-nascido não é um bicho de sete cabeças, mas exige cuidados muito específicos. Não desespere. E siga os conselhos que preparámos para si sobre como enfrentar os primeiros dias em casa com o seu bebé.

A ESCOLHA DE UM NOME

Ana? Francisco? Inês? Pedro? Eponina? Laurénio? Marilda? Sisenando? Escolher o nome de um filho exige uma grande dose de imaginação a quem pretende fugir ao trivial. O problema é que, às vezes, a originalidade é tanta que o nome suscita dúvidas no acto de registo e os pais vêem-se na eminência de ter que solicitar a intervenção do director-geral dos Registos e do Notariado. Em última instância, é ele que decide se as letrinhas que juntámos formam um nome válido...

Ao contrário do que muitos pensam, escolher o nome de um recém-nascido não permite dar livre curso à imaginação, uma vez que não é um processo isento de regras. O Código do Registo Civil estabelece, no artigo 103, a composição do nome dos cidadãos registados em Portugal. Assim, um dado curioso é que se, por exemplo, no acto de registo o declarante não indicar um nome para a criança, a escolha cabe ao funcionário perante quem foi apresentada a declaração!

Depois, nada de se armar em família real: o nome completo só pode ter, no máximo, cinco vocábulos gramaticais, simples ou compostos (para quem não prescinde dos «e», «de» e «da»), e só dois podem corresponder ao nome próprio, sendo os restantes quatro reservados para os apelidos. Mas há mais: os nomes próprios devem ser portugueses, escolhidos de entre os constantes da onomástica nacional (é bonito, este: «Onomástica, não puxes o cabelo ao teu irmão!»), ou adaptados, gráfica e foneticamente, à língua portuguesa.

Por outro lado, não devem ser susceptíveis de causar a mínima dúvida quanto ao sexo do registando. Caso o registando seja estrangeiro, tenha nascido no estrangeiro, ou tenha outra nacionalidade para além da portuguesa, o Código Civil condescende e admite os nomes próprios estrangeiros sob a forma originária. O mesmo acontece caso algum dos progenitores seja estrangeiro ou, sendo português, tenha outra nacionalidade. Claro que é necessário fazer prova documental destas excepções perante a Conservatória.

Em relação aos nomes próprios, resta referir que não pode ser dado o mesmo a irmãos, excepto nos casos em que um deles tenha falecido. Quanto aos apelidos, os condicionalismos são menores: eles são escolhidos entre os que pertençam a ambos ou só a um dos pais, ou a cujo uso qualquer deles tenha direito, ou, ainda, no caso da sua falta, pode escolher-se um dos nomes por que estes sejam conhecidos. Nos casos em que a filiação é desconhecida, o declarante é livre de escolher os apelidos a atribuir ao registando. Se este não o fizer, compete ao conservador a atribuição de um nome completo, «devendo escolhê-lo de preferência entre os nomes de uso vulgar, ou derivá-lo de alguma característica particular, ou do lugar em que foi encontrado, mas sempre de modo a evitar denominações equívocas ou capazes de recordarem a sua condição de abandonado (...)», segundo o artigo 108º do Código Civil. O conservador deve, no entanto, respeitar qualquer indicação escrita encontrada em poder do abandonado, ou junto dele, ou que seja fornecida pelo próprio.

Se, depois de observadas todas estas regras, subsistirem dúvidas sobre a composição do nome, estas deverão ser esclarecidas por despacho do director-geral dos Registos e do Notariado, por intermédio da Conservatória dos Registos Centrais. Portanto, se não quer ter grandes trabalhos com este assunto, saiba que um «Ana Maria Silva» é inofensivo, bem como um «João Pedro dos Santos». Se a sua escolha recair num «Adamastor Regrano Pereira da Fonseca Ruivo Costa e Sá» ou num «Rosete Tifany de Mello», prepare-se para complicações maiores...

A onomástica nacional

A Direcção-Geral dos Registos e do Notariado constituiu duas listas para consulta geral de vocábulos admitidos e não admitidos como nomes próprios. Estas listas reflectem apenas os despachos proferidos face a consultas formuladas pelos interessados, pelo que são meramente exemplificativas e não incluem os nomes mais vulgares, que não geram polémica.

Mas não deixa de ser verdade que alguém consultou a Conservatória dos Registos Centrais porque pretendia chamar «Catuchia» a uma criança (não conseguimos descortinar o sexo da dita), ou «Danúbia», «Gésaro», «Herménia», «Imeratriz», «Juvelino», «Katyuscia», «Airtom», «Laurodete», «Maico», «Naguel», «Otinlinda», «Palilogo», «Quevim», «Salutidaena», «Togarma» ou «Zulcides». Para bem da saúde mental dessas crianças, esses nomes não foram autorizados. No entanto, o parecer do director-geral dos Registos e do Notariado foi favorável ao «Adalsindo», «Boanerges», «Climénia», «Drusila», «Eliézer», «Fúlvio», «Grimanesa», «Hemitério», «Ivanoela», «Lisuarte», «Melquisedeque», «Nicandra», «Priteche», «Romarico», «Segismundo», «Torpécia», «Xenõcrates» e «Zubeida». Parece-lhe que crianças com estes nomes vão conseguir sobreviver à escola primária?

E depois há coisas estranhíssimas, como, por exemplo, poder chamar «Abdénago» a uma criança, mas não «Abedenego» (venha o Diabo e escolha!). E saiba também que o seu filho não se pode chamar Jesus Cristo, mas pode chamar-se Judas. A sua menina, por sua vez, pode ser Amorzinda, mas não pode ser Amorosa. Nazaré é permitido, mas Lisboa e Coimbra, não. Pode ser-se Gioconda, mas não Mona Lisa; Jardel, mas não Maradona; Luís Figo mas não Luís de Camões! Alegria e Felicidade são permitidos, mas Fantasia e Fraternidade, não. Cibele também não é permitido. Está mal. Afinal, é «nome de mulher bonita». E, já agora, alguém me pode explicar porque é que não posso chamar Benfica ao meu filho? Em compensação, a minha filha pode ser Cinderela... E porque é que Homem não é permitido? Conhecem melhor forma de não deixar dúvidas quanto ao sexo? E Célica, porque não? Só pode ser discriminação com os carros japoneses. Aposto que se quisesse chamar-lhe Clio, Punto ou Fiesta, ninguém teria nada a opor!

Originalidade a toda a prova!

Da lista de nomes admitidos, seleccionámos alguns que primam pela diferença e originalidade. Se não quer que o seu filho tenha um nome igual a toda a gente, a lista que se segue é para si... Abdul, Abelardo, Adalgisa, Aidé, Alan, Aléxia, Alfeu, Apolo, Aramis, Bebiana, Belinda, Benício, Bianca, Bóris, Brenda, Bruce, Candice, Carole, Castor, Célsio, Chantal, Cícero, Cleide, Clóvis, Cora, Dácio, Damião, Danilo, Darcília, Dino, Dinora, Dulcineia, Durval, Édipo, Eleonora, Eliana, Elmar, Enzo, Érica, Ernâni, Fabiano, Fani, Fausto, Félix, Fiona, Floripes, Franclim, Galileu, Genésia, Geraldo, Gerson, Graciana, Guadalupe, Haroldo, Hipólito, Iara, Idalete, Idália, Igor, Inga, Isaac, Isabela, Iúri, Ivana, Janete, Janina, Jasmim, Jesualdo, Julião, Juna, Laila, Lauriano, Leila, Leôncio, Letícia, Lia, Liberto, Lídio, Lineu, Lisandra, Lito, Lorival, Luana, Luna, Lutero, Mapril, Marilisa, Marinela, Marlon, Mauri, Meiline, Milena, Miriam, Murilo, Nadine, Nair, Nicole, Ninfa, Noé, Odília, Olavo, Omar, Onofre, Orlanda, Osmar, Paloma, Pandora, Pascoal, Petra, Pitágoras, Pompeu, Priscila, Ringo, Rosélia, Rubina, Samir, Séfora, Selénia, Selma, Severino, Sílvio, Sueli, Tadeu, Tamara, Tarcísio, Timóteo, Ubaldo, Valdemar, Valdo, Velma, Zaqueu, Zelinda, Zoraida.

Nomes com personalidade

Os nomes têm uma origem e, desde sempre, foram associados a características de personalidade. Embora seja certo que o nome que escolher para o seu filho não lhe vai condicionar o modo de ser, para saber o significado dos nomes clique aqui.

8 PASSOS IMPORTANTES NA ROTINA DE UM BEBÉ

1. A quantidade de luz e sol, e um elevado índice de silêncio, se possível. O sol esteriliza possíveis fungos e bactérias e o silêncio é fundamental para o sossego do bebé. Ponha o berço «colado» à sua cama para facilitar as mamadas, os arrotos e as mudanças de fraldas.

2. Se pensa amamentar o bebé, comece algum tempo antes de ele nascer a massajar diariamente o bico do peito com um creme recomendado pelo médico. Com o tempo, essa zona sensível acaba por endurecer e tomar uma forma parecida com uma verdadeira chupeta e, portanto, mais fácil de agarrar por um bebé esfomeado.

3. Se alimentar o bebé com leite artificial ou se o pediatra optar por lhe dar um suplemento além do leite materno, coloque, numa mesa perto da sua cama, vários biberões, previamente esterilizados, já com água fervida na medida certa. Ao lado, no aquecedor de biberões, com alguma água no fundo, tenha um pronto a usar. Aprenda, com antecedência, a encontrar a temperatura ideal, rodando o botão do aquecedor até acertar.
Ao lado dos biberões, tenha sempre a lata do leite em pó, certificando-se de que tem dentro a medida de plástico para as porções do leite.

4. Renove todos os dias a pilha de fraldas descartáveis e a de fraldas de pano, colocadas em cima da mesa de apoio. A palavra-chave nesta nova situação, é «perto». Junto das fraldas, tenha à mão o creme para as possíveis assaduras do rabinho do bebé, algodão ou compressas, e um óleo ou uma loção para o limpar depois de cada mamada.

5. Começar a dar de mamar pode ser um momento de grande tensão para a mãe e para o filho, porque ele não consegue pegar bem no bico do peito, porque ele chora de frustração e de fome, porque escorrega do colo da mãe, porque a mãe se assusta e transpira de ansiedade. É fundamental encontrar a calma a qualquer preço, com a certeza de que o tempo tudo compõe. Aproxime-o do seu peito e encaminhe-o doce mas firmemente, segurando-o com carinho no seu colo, ou deitando-o a seu lado na cama. Ao fim de uns dias, o bico do peito já não dói tanto e o bebé já o segura com facilidade. Essa partilha fortalece os laços afectivos com o seu filho para toda a vida. O ideal é pô-lo a mamar logo na sala de partos e beneficiar das proteínas e dos anticorpos contidos no colostro, um líquido cremoso e amarelado que antecede a subida do leite, o que acontece, normalmente, três dias depois do parto.

6. Outro dos possíveis focos de tensão é a redução substancial de horas de sono da mãe. Nesses primeiros tempos, o bebé acorda para comer de três em três horas. O seu estômago é pequeno e não aguenta estar muito tempo vazio. Os pediatras recomendam que se acordem os mais dorminhocos por perigo de baixa súbita de açúcar no sangue.
Para acompanhar o ritmo destes novos tempos, durma sempre que puder, isto é: aproveite o sono do bebé e acompanhe-o, seja a que horas for.
O pai da criança também pode colaborar nessa etapa, dando-lhe alguns biberões com o leite que, entretanto, a mãe tirou com uma bomba e guardou no frigorífico. Saiba, no entanto, que o primeiro mês é o mais difícil em termos de regularidade do sono. Passando esse período, as coisas melhoram.

7. Por exaustão, certas mães decidem não esperar pelo tão ansiado arroto que tarda em chegar e de «saltarem» umas quantas mudas de fraldas. Não é que seja dramático, mas é muito desconfortável para o bebé voltar a adormecer com ar comprimido no estômago. Assim, pegue-lhe ao colo, encoste-o contra o seu pescoço e dê-lhe pancadinhas nas costas até ele arrotar, sem esquecer que cada bebé tem uma posição especial para o fazer.
Em relação às fraldas, é garantido que a sua capacidade de absorção tem vindo a aumentar consideravelmente. No entanto, aconselha-se a mudar o bebé pelo menos duas vezes durante a noite a bem do seu conforto. Um bebé não gosta de dormir molhado e, além disso, a sua pele é sensível, correndo o risco de ficar irritada ou assada.

8. O primeiro banho é um marco na vida dos pais e do bebé. Normalmente, é dado depois da queda do cordão umbilical. Até lá, o recém-nascido é lavado com algodão embebido numa loção apropriada, os olhos são limpos também com algodão e soro fisiológico e o cordão umbilical é desinfectado com álcool a 70º. Há quem use uma ligadura, mas não é indispensável.

Em relação ao banho propriamente dito, em primeiro lugar tenha à mão uma loção própria para a pele dos recém-nascidos e uma toalha macia num lugar de fácil acesso. De seguida, encha a banheira com água tépida, verificando a temperatura com a sua própria mão. Os primeiros banhos devem ser rápidos porque o bebé nessa idade arrefece muito depressa. Não lhe molhe a cabeça e muito menos os olhos. Segure-o firmemente com uma mão por detrás das costas, enquanto o vai lavando suavemente com a outra. Fale-lhe docemente e olhe-o nos olhos para lhe transmitir confiança. Tenha as roupas preparadas na cama ou na mesa em que o vai vestir. Seque-o depressa, mas sem gestos bruscos, amacie-lhe a pele com um hidratante apropriado, vista-o e não espere muito tempo para lhe dar de mamar. Limpo, perfumado e alimentado, vai dormir o sono dos justos. Há quem prefira dar o banho à noite para o bebé dormir melhor, mas também é verdade que certos bebés podem ficar demasiado excitados com o banho nocturno. Para estes casos, recomenda-se um banho matinal.

CÓLICAS

Não desespere! As cólicas, que receberam esse nome devido ao cólon (intestino grosso), costumam ser atribuídas a uma excessiva quantidade de gás no intestino, se bem que a causa precisa deste problema não seja ainda completamente conhecida. Podem aparecer pouco depois de o bebé ter saído da maternidade, mas habitualmente surgem algumas semanas mais tarde.

As cólicas podem ter lugar de forma intermitente durante os primeiros 3 ou 4 meses de vida. Prepare-se. O choro da cólica é agudo e persistente, frequente sobretudo ao final do dia. É um choro que vai e vem e durante o qual o bebé fica tenso, com o abdómen distendido e os joelhos dobrados. O bebé não costuma vomitar, não tem diarreia nem febre e, em geral, é perfeitamente saudável. O choro excessivo faz com que a criança engula ar, o que produz gás e inchaço abdominal. Normalmente, um bebé que sofre de cólicas come e engorda adequadamente, mas parece muito faminto e chupa vigorosamente qualquer coisa.
Para suavizar as dores, coloque a criança numa posição em que ela se sinta confortável: sobre o ombro ou com o abdómen sobre a sua mão. Movimentos calmantes e ritmados, como massagens na barriga e embalar ou pegar ao colo costumam também atenuar as dores.

Há ainda um tipo de medicação natural, à base de camomila (em chá ou em gotas), que pode ser administrada, contudo sempre sob vigilância médica. Nestas situações pondere a hipótese de marcar uma consulta no pediatra. Mesmo que não encontre nada no seu bebé, ele vai, de certeza, aconselhá-la e tranquilizá-la.

Se as cólicas forem muito persistentes, consulte mesmo o médico, pois pode ser que uma mudança de leite ajude. Um outro dado: a amamentação provoca, em princípio, menos cólicas do que o leite artificial.
Finalmente, um último conselho: tenha muita paciência. As cólicas não duram eternamente e o mais provável é começarem a passar a seguir aos três meses, ou logo que sejam introduzidos alimentos sólidos na alimentação do bebé.

O STRESS AO FIM DO DIA

Basta pensar no que se passa connosco, adultos e supostamente capazes de controlar as emoções, o cansaço e os nervos, para perceber que, ao fim do dia, tudo se conjuga para miúdos e graúdos se sentirem mais stressados do que a qualquer outra hora do dia.

Muitos autores referem o «stress do fim do dia» dos bebés como fazendo parte, ou estando intimamente ligado, ao comportamento da mãe — precisamente numa altura em que esta se encontra mais cansada. De uma maneira geral, o fim do dia é o momento em que a família regressa a casa depois de um dia de trabalho, ou de escola, no caso das crianças mais velhas. É também a altura em que as interacções se multiplicam e as tarefas se desdobram. Ao papel fundamental da mãe — que pode ainda estar em casa a tempo inteiro — junta-se a intervenção do pai que chega a casa e que, em vez de calma, encontra tudo e todos num alvoroço. É a altura em que há o jantar para fazer, há banhos para tomar, trabalhos de casa para o dia seguinte, etc….

Face a um novo rebento, a stress aumenta um pouco mais. Para além de todas as rotinas que já se cumpriam antes do nascimento, há agora um bebé que não tem ainda bem regulados os seus mecanismos — de sono, de fome, de cansaço, etc….

Sabe-se que o stress do fim do dia surge nos bebés por volta da segunda ou terceira semanas de vida e que, por volta dos três ou quatro meses, diminui de intensidade, uma vez que, ao longo desse período de tempo, foi possível o bebé adaptar-se ao ritmo da sua «nova» vida. O que não significa que, na vida de uma família e, sobretudo, na vida de uma família com filhos pequenos, o fim do dia deixe de ser o um momento stressante. Geri-lo com mais ou menos tranquilidade vai depender, essencialmente, dos adultos que estiverem por perto. Se, à chegada a casa, a mãe estiver estoirada e ainda com mil coisas para fazer, que a obrigam a correr de um lado para o outro, é natural que as crianças absorvam essa energia e fiquem, também elas, pouco tranquilas. Ou se o pai chega na ressaca de um problema que teve no emprego, fatalmente esse estado de espírito irá contagiar as crianças. Pelo contrário, se os pais conseguirem enfrentar serenamente o fim do dia, sem gritarias nem correrias, sem pressa e passando aos filhos a ideia de que é possível fazer tudo o que ainda há para fazer com alguma calma, o stress do fim do dia passará muito mais despercebido.

SOLUÇOS

É frequente os bebés terem soluços e, acredite, faz-nos muito mais aflição a nós do que a eles. Sobretudo quando duram mais do que cinco minutos e não parece haver nada que os faça parar. Habitualmente, os soluços são espasmos involuntários do diafragma e costumam surgir quando se come ou se bebe depressa demais. É por isso que os bebés têm soluços geralmente depois das mamadas. Podem também ser provocados por nervosismo, ou por alterações do sistema digestivo ou dos pulmões. Se persistirem por mais de três horas seguidas, ou se se repetirem muitas vezes ao longo do dia, deverá consultar o seu pediatra.

SEMPRE A CRESCER

As dimensões de um recém-nascido são sempre motivo de espanto para a família. Uma das primeiras perguntas que toda a gente faz é qual o peso e comprimento da criança. Nesta altura, o peso ideal para um bebé de termo (que nasce no fim da gravidez, das 37 às 41 semanas) situa-se entre os 3 e os 3,5 quilos. Com mais ou menos peso, existem muitos bebés saudáveis, simplesmente não estão dentro da média. Os médicos podem dispensar-lhes uma atenção extra, mas nada mais... A partir daí, o tamanho dos nossos filhos será sempre um tópico importante de conversa, seja qual for o contexto. Muito grandes ou muito pequenos, cada um cresce ao seu ritmo. Vagaroso ou alucinante.

No primeiro trimestre, o bebé aumenta, em média, 175 a 210 gramas por semana. Dos 3 aos 6 meses, o aumento semanal situa-se entre os 140 e os 175 gramas. A partir daí, o crescimento torna-se mais lento: 105 a 140 gramas por semana.

Com um ano de idade, as crianças pesam, em média 9 a 12 quilos e, atingida essa etapa, ganham 2 a 2,5 quilos por ano.

Quanto à altura, os bebés nascem com 50 cm, em média. Nos dois primeiros meses, esticam cerca de 10 centímetros por mês e, a partir daí, vão ganhando cerca de 5 centímetros por mês até completarem um ano. Entre os 12 meses e os 2 anos, ganham, em média, 1 centímetro por mês. Tudo isto são médias e o facto de o crescimento ser muito superior ou inferior a estes valores não quer dizer que exista motivo para preocupações. O pediatra acompanhará o ritmo do seu filho e saberá avaliar a sua saúde. De referir também que os bebés amamentados têm um ritmo de crescimento diferente dos que são alimentados a biberão e que os percentis que constam nos boletins de saúde das nossas crianças foram elaborados nos anos 50 nos EUA. Ou seja, há diferenças a ter em conta e não devemos tomar medidas (por exemplo, a introdução de suplementos) só porque o bebé não aumentou o número de gramas mínimo «exigido». Se o seu filho é dos que crescem mais devagarinho, não se preocupe. Dê-lhe tempo...

ALIMENTAÇÃO E AMAMENTAÇÃO

Spaghetti à bolonhesa ou sonhos de camarão?

Enquanto estiver a dar de mamar, o seu leite irá variar de sabor consoante aquilo que comer. O que trará vantagens ao seu minúsculo «gourmet», que cedo começará a aperceber-se que o «mundo» não sabe todo à mesma coisa. Para além de todas as vantagens sobejamente conhecidas, em termos de saúde e de desenvolvimento do bebé, o leite materno é maravilhosamente versátil na sua capacidade de «mudar de sabor».

Ao contrário dos leites «de lata», cujo sabor não varia, o leite materno pode ter o gosto adocicado do mel nas torradas do pequeno almoço, o travo apurado do refogado da jardineira do almoço, o delicioso tempero dos filetes de garopa do jantar. Bom… Talvez não seja exactamente, exactamente assim, mas não parece haver qualquer dúvida de que aquilo que a mãe come tem influência, sim senhor, em termos «gustativos». Ou seja, talvez o leite não saiba propriamente a doce de morango nem a jardineira, mas se a mãe comer um caril muito picante, esse sabor forte irá passar para o leite. Se a mãe comer um grande prato de feijão, ou de grão, o bebé terá provavelmente mais cólicas a seguir a essa mamada. E se a mãe beber um grande copo de limonada ou de sumo de laranja, é possível que o leite fique um pouco mais ácido.

Cerca de 500 calorias a mais

Para além do sabor versátil, como já vimos, o leite materno contém uma série de nutrientes fundamentais. E é bom saber que, durante a amamentação, a mãe precisa ainda de mais vitaminas, de mais minerais e de mais proteínas do que precisava enquanto estava grávida. Cerca de 500 calorias diárias a mais é o valor estimado pelos especialistas para a formação de leite, embora algumas mulheres não necessitem de tantas.

Mais importante do que a quantidade de calorias diárias de que a mãe precisa, é a qualidade dos alimentos que consome, já que dela dependerá, em grande parte, a qualidade do seu leite. No topo da lista, estão os alimentos ricos em cálcio. Leite e derivados, alguns vegetais verdes, gema de ovo, gergelim. A mãe deve, no entanto, estar atenta a possíveis reacções alérgicas do bebé, sobretudo no que diz respeito aos lacticínios. Se é verdade que o leite materno desempenha um papel comprovadamente eficaz na prevenção de algumas reacções alérgicas infantis, há casos (raros) em que o simples facto de a mãe ter consumido leite de vaca (ou derivados) provoca uma alergia no recém-nascido, sobretudo nos mais sensíveis. Assim, quando aparecem cólicas muito fortes em bebés alimentados ao peito, a mãe deverá tentar descobrir se existe e qual é o alimento que o bebé não tolera, experimentando eliminar um de cada vez até chegar a uma conclusão.

Sólidos e líquidos

Quanto mais um alimento é refinado ou processado, mais pobre se tornará em vitaminas e nutrientes. Pelo contrário, quanto mais natural, mais integral e completo se irá revelar. Uma mãe que está a dar de mamar deve, então, escolher criteriosamente os alimentos que consome. Deixar de fora bolos, bolachas, refrigerantes, pão e arroz branco (entre outros) e aumentar o consumo de pão e arroz integral, frutas, verduras, cereais. Estes últimos são particularmente ricos em vitamina B o que, nesta altura do «campeonato» (com a mãe mais propensa a sentir-se cansada, irritada ou mesmo deprimida) pode revelar-se particularmente útil.

Entre os frutos, prefira os alperces e os figos (se estivermos em tempo deles, claro!). Quanto aos legumes, a cenoura e a alface são entre os eleitos. Nos cereais, as suas preferências deverão centrar-se na aveia, na cevada, na quinoa, no trigo sarraceno, nas lentilhas, nas sementes de sésamo e girassol. Para «condimentar» os pratos, prefira o aneto e o mangericão.

Tão importante como aquilo que se come, é aquilo que se bebe enquanto se está a amamentar. O mínimo são dois litros por dia, mas esta «dose de referência» irá ser regulada pela temperatura ambiente (se é Verão ou Inverno, embora ultimamente já ninguém perceba muito bem em que estação é que estamos!) e, claro, pela sua sede. A água é sempre uma boa escolha, mas há alguns chás que parecem produzir um efeito milagroso em algumas mulheres que amamentam. A composição de folhas de urtiga, cominho, funcho e erva-doce, em partes iguais, também conhecida por «chá da amamentação» é a sugestão que lhe deixamos.

Quanto à cerveja preta — que era recomendada antigamente às mães que davam de mamar — esqueça! A única qualidade é a levedura (e não as imperiais propriamente ditas!). De facto, a levedura de cerveja é rica em vitamina B, vende-se em pó nos supermercados e pode adicionar-se aos alimentos cozinhados.

Um último conselho às mães vegetarianas. Numa altura em que há uma consciência cada vez maior dos «efeitos secundários» do consumo de carne, a opção de a cortar completamente do «cardápio» diário até parece acertada. Não esquecer, no entanto, que é fundamental encontrar alternativas para compensar a falta de proteína animal e que a proteína vegetal é incompleta na composição dos oito aminoácidos essenciais. Ou seja, não há verduras nem cereais que a contenham na proporção certa e, por isso, há que complementá-la. Como? Por exemplo, juntando arroz com levedura, trigo com soja, ovos com batatas ou leguminosas…

ATÉ 1 ANO

BEBÉS À MESA

Chegou a altura de o seu bebé experimentar a primeira papa. E agora? Será que vão começar as primeiras guerras à mesa? Nada disso! Se a adaptação aos novos sabores for gradual e bem orientada nada há a temer e até vai ser um prazer vê-lo sentado à mesa com o resto da família.
Entre o quarto e o sexto mês de vida do bebé, altura em que os pais já se habituaram à sua nova condição e conhecem todos os pequenos truques (logísticos e não só) que lhes facilitam a vida, é tempo de passar a uma nova fase. O bebé não vai ficar a mamar eternamente e vai ser preciso introduzir novos alimentos.

Nesta altura, normalmente surgem sentimentos muito controversos nos pais e em toda a família. Por um lado, há a ansiedade e a expectativa de ver o bebé a comer como «gente grande»; por outro, existem todas as preocupações relacionadas com a reacção da criança aos novos alimentos e com a forma mais saudável de os administrar. A palavra de ordem deve ser «calma». É preciso não perder a paciência e pensar que não é o fim do mundo se o bebé não comer tudo. A próxima refeição pode sempre ser antecipada uma hora ou trinta minutos. Mas para que tudo corra pelo melhor, proporcione-lhe uma refeição tranquila e curta, desprovida de gritos, contos e cantigas.

Quanto à segunda questão, ela também não é difícil de resolver se tiver em conta algumas regras básicas: por exemplo, as proteínas, o sal e os açúcares devem ser consumidos com moderação; os elementos mais importantes nesta fase são o cálcio e o ferro; os alimentos altamente alergénicos (como os ovos, o peixe e as laranjas) devem ser cuidadosamente administrados até aos dois anos de vida (siga os conselhos do médico).

Esta é uma altura decisiva para estabelecer as rotinas que transmitirão à criança a tranquilidade necessária. Também é uma boa oportunidade para lhe incutir bons hábitos de alimentação que o irão acompanhar a vida inteira.

Estratégias para uma refeição com sucesso

• Deixe o seu filho comer sozinho. Por mais sujidade e confusão que isso represente, verá que as vantagens são grandes. É que com o tempo ele vai adquirindo prática e tudo entrará na normalidade. Apesar de se sentir feliz a comer sozinho, é natural que volte a pedir-lhe para lhe dar de comer. Se isso acontecer, mostre-se contente por poder ajudá-lo nessa tarefa, pois se não o fizer corre o risco de ele regressar à fase de bebé.

• Evite atitudes de força. Não desespere se o seu filho, que sempre tem comido bem, de repente começar a deixar as refeições pelo meio. É normal que isto aconteça entre a idade de um e dois anos e meio, pois o crescimento começa a ser mais lento e não há tanta necessidade de consumir calorias.
Se obrigar o seu filho a comer mais do que lhe apetece, pode estar a contribuir para que, mais tarde, surjam problemas de saúde. Além disso, é escusado entrar numa batalha que lhe é impossível ganhar. Todas as crianças gostam de sentir o poder de cerrar os dentes, tornando-os uma fortaleza intransponível. Além disso, o que se pretende é que ele coma por necessidade e não para fazer a vontade aos pais.

• Quando o seu filho resolver interromper a refeição, o melhor é não insistir. Mas atenção: não deixe que isso se torne uma rotina. Há maneiras de estimular a vontade de comer. Introduzir novos alimentos ou fazer misturas invulgares é uma forma de o seduzir. O entusiasmo de provar coisas novas (mesmo que não o sejam) vai com certeza convencê-lo a ficar à mesa.

• Apresentar a refeição de uma forma atraente é um passo mágico para conseguir que as crianças comam melhor. Para isso, faça pratos divertidos e com texturas diferentes. Os brócolos, as cenouras, o tomate, os ovos, a beterraba, a abóbora, os camarões e o salmão são alguns exemplos de alimentos que podem alegrar os pratos mais simples.

• Os alimentos mais vulgares e aborrecidos podem tornar-se divertidos e atraentes se lhes der novas formas e novos nomes. Pode transformar o tomate em cogumelos, os ovos cozidos em malmequeres, aos bróculos chame-lhes árvores, faça montanhas com o puré de batata, flores com a cenoura, chame borboletas à massa e sopa de chocolate à sopa de feijão.

• De vez em quando, pode levar o seu filho a fazer um piquenique... dentro de casa. Substitua o ritual de sentar-se à mesa para comer por uma divertida refeição no chão da sala ou da cozinha. Estenda uma toalha e distribua sobre ela sanduíches e frutos. Vai ver que o entusiasmo é geral e que o seu filho vai comer com muito mais prazer.

• Por fim, muito importante também é o seu próprio exemplo. Não se esqueça que você é um modelo de comportamento com uma influência muito forte para os seus filhos. Portanto, mesmo que lhe apeteça jantar apenas um iogurte e uma maçã, não o faça, pelo menos à frentes deles. O primeiro prato para onde eles vão olhar é o seu.

OS PRIMEIROS PASSEIOS

Levar o bebé à rua logo desde as primeiras semanas de vida é muito importante. As primeiras saídas contribuem para o amadurecimento dos processos de regulação térmica e para o fortalecimento do organismo. No entanto, há locais que deve evitar a todo o custo quando sai com o seu bebé. São eles:

• Centros comerciais, hipermercados, restaurantes muito concorridos, cafés e afins. Poupe o seu bebé a estes ambientes extremamente barulhentos e saturados, que são uma fonte de stress e duplicam os riscos de problemas de saúde.
• A escola do irmão ou do primo. Creches e escolas representam perigos potenciais para os bebés mais pequeninos, que não têm ainda todas as defesas imunitárias.
• Ambientes com fumo. Não é preciso dizer porquê, pois não?

Em vez destes, opte por locais mais saudáveis e convidativos. Exemplos:
• Jardins
• Praia (seguindo as precauções dos especialistas)
• Beira-mar
• Parques infantis
• Casa dos familiares e amigos

Outros aspectos a ter em conta quando leva o seu bebé à rua, são as condições atmosféricas e a logística do passeio. Quanto às primeiras, e embora nada a impeça de passear quando está muito frio ou muito calor, deverá, em ambos os casos, proteger o bebé. Agasalhe-o bem nos dias de Inverno e, se for necessário, cubra-o com a protecção que todos os carrinhos costumam ter. Já as altas temperaturas exigem que o vista com roupas leves, espalhando por todas as partes do corpo, um bom protector solar. Evite, mesmo assim, que o bebé apanhe sol.

Em termos de logística, se vive num grande cidade, sabe de certeza as dificuldades que uma mãe enfrenta para empurrar um carrinho de bebé pelos passeios. Carros mal estacionados, buracos, degraus… aspectos que dificultam (e muito) qualquer passeio. A alternativa é escolher ruas menos movimentadas ou ir de carro até a um jardim público, e só aí tirar o carrinho para fora. Esta última opção que, para além de a poupar aos buracos e aos carros mal estacionados, tem a enorme mais valia de proporcionar um ar mais puro ao bebé.<

Bons passeios!

BRINCAR EM SEGURANÇA

O que diz a lei

Todos os brinquedos devem seguir as seguintes regras:
• Conter a marca CE, o que presume que o brinquedo está conforme aos requisitos essenciais de segurança (é apenas uma presunção, porque é o fabricante ou o distribuidor o responsável pela marcação e não uma entidade independente que teste previamente os brinquedos);
• A marca CE deve estar bem visível, ser legível e indelével.
• É proibida a utilização de qualquer símbolo no brinquedo — embalagem, etiqueta ou folheto — susceptível de ser confundido com a marca CE. É igualmente proibida toda a publicidade ao brinquedo que não esteja munido desta marca.
• No brinquedo deve constar obrigatoriamente o nome, firma, denominação social ou marca, bem como o endereço do fabricante, seu mandatário ou do importador.
• Qualquer brinquedo que implique riscos durante a sua utilização deve ser acompanhado de avisos e indicações de precaução. Quando desaconselhado para menores de três anos, deve apresentar o respectivo símbolo.
• Todas as menções, avisos e indicações devem estar obrigatoriamente redigidos em língua portuguesa.
• Sempre que um brinquedo magoe seriamente uma criança por não respeitar as normas de segurança, o fabricante ou o importador são os responsáveis. Neste caso, pode ser apresentada queixa à Inspecção-Geral das Actividades Económicas ou ao Instituto do Consumidor.

Atenção: decorações de Natal, dardos, fisgas, jogos de vídeo e jóias de fantasia não estão abrangidos pelas normas de segurança que protegem os brinquedos.
Esteja igualmente atento às imitações perigosas que se fazem de certos brinquedos (por exemplo: carrinhos em miniatura que são isqueiros).

Seja atento e exigente!

Eis algumas dicas para testar a segurança dos brinquedos:
• Nos peluches ou bonecos com cabelos certifique-se de que o brinquedo não larga pêlos que possam ficar na boca da criança.
• Veja se existem peças demasiado pequenas que possam destacar-se. Puxe olhos, narizes e botões dos peluches para fazer o teste.
• Verifique os cabos compridos das rocas e chocalhos — é importante que estes não magoem a boca ou os olhos da criança.
• Confirme se o brinquedo tem arestas cortantes.
• Se o brinquedo for de plástico rígido, exerça alguma pressão para garantir que não cede ou dá indícios de partir com facilidade.
• Se, por outro lado, for de plástico ou borracha muito maleáveis, isso pode querer dizer que contém PVC. Neste caso, não compre! A Comissão Europeia já redigiu uma recomendação avisando que a utilização deste material em objectos para crianças apresenta riscos de toxicidade. Leia, por isso, o rótulo.
• Verifique se a tinta que cobre certos brinquedos apresenta sinais de estar a lascar ou de poder sair com facilidade.
• Se o brinquedo emitir sons, tenha a sensibilidade para perceber se o nível de ruído é demasiado intenso para os ouvidos de uma criança e se tem alguma válvula que se possa destacar.
• Caso o brinquedo seja de montar, certifique-se de que está munido de um mecanismo de segurança que o impeça de se dobrar sobre si mesmo.
• Atenção ao comprimento dos fios que possam existir, por exemplo, nas caixas de música: não deverão exceder os 22 cm.
• Quando os brinquedos são a pilhas, verifique que o compartimento é vedado e inacessível aos dedos das crianças.

HORA DO BANHO

Há várias teorias em relação ao banho. Há quem defenda o banho diário, até porque é um momento de descontracção importante para o bebé, e há quem diga que não há problema se o bebé estiver dois ou três dias sem tomar banho, desde que se lhe lave a cara, as mãos, as «preguinhas» e o rabo. Seja como for, o momento de dar banho ao bebé, durante as primeiras semanas, reveste-se sempre de alguma ansiedade para os pais menos experientes. Por isso, há que ter em atenção alguns conselhos.

Antes de mais, assegure-se de que tem à mão todo o material necessário — toalhitas, fralda limpa e creme para o rabinho, termómetro para a água, champô e sabonete, toalha com capuz, algodão, soro fisiológico e roupa lavada.

Comece por limpar o bebé com uma toalhita para retirar os restos de creme ou sujidade. Tal como quando muda a fralda, passe a toalhita em todas as pregas do bebé. Tenha o cuidado de o fazer com movimentos de cima para baixo, na direcção do rabinho e nunca ao contrário, sobretudo se se trata de uma menina.
Limpe cada um dos olhos do bebé com uma bola de algodão embebido em soro fisiológico, sempre na direcção de fora para dentro.

Para limpar o nariz, utilize soro fisiológico e algodão.
Antes de mergulhar o bebé, assegure-se de que a água está à temperatura certa: 37º. Se não tiver termómetro, experimente-a com o cotovelo ou o pulso. Apoie a cabeça e os ombros do bebé no seu pulso e segure-lhe bem o braço. Desta maneira não corre o risco de o deixar escorregar e pode lavá-lo à vontade com a outra mão.

Lave a cabeça do bebé com um champô suave, de preferência que previna a formação de crosta láctea; depois lave-lhe o corpo com um sabonete líquido. Pode usar uma luva de banho suave para não ficar com as mãos tão escorregadias.

É importante transmitir segurança ao bebé. Por isso, descontraia e goze o momento tanto quanto ele. Quando sentir segurança suficiente, vire o bebé para lavar as costas e rabinho. E se ele é dos que gosta de chapinhar na água, deixe-o ficar mais um bocadinho. Vai ver como ele fica feliz.

Em termos afectivos, o banho é o momento em que o bebé aprende a conhecer os pais e estes o seu novo filho, ou seja, é um dos momentos, por excelência, de vinculação. Daí que não deva ser encarado como algo mecânico e fruto somente da necessidade de limpeza.

A IDA PARA A CRECHE

Por vezes, cada vez mais vezes, não há alternativa: assim que termina a licença de parto, o bebé tem de ir para uma creche, por volta dos quatro ou cinco meses. Se sabe que esta solução é uma inevitabilidade, convém que comece a preparar o momento com muita antecedência. Não só porque as creches são poucas, mas também porque deve dedicar algum tempo a comparar as condições de cada uma delas. Há informações que nunca deve descurar quando procura uma creche: se tem vagas para a idade do seu filho, qual é a mensalidade e o valor dos prolongamentos de horário, se os acessos são bons a qualquer hora, se pode visitar e ir buscar o seu filho a qualquer hora, se tem boas condições em termos de espaço, higiene e segurança....

A creche deve ter, no máximo, oito bebés dos 3 aos 9 meses por berçário (exigência legal) e cada sala deve ter uma educadora de infância e duas auxiliares (obrigatório por lei).
Prefira creches que tenham espaços ao ar livre, conheça o projecto educativo e evite instituições em que as profissionais têm um horário rotativo.

Aqui ficam algumas sugestões de perguntas para colocar aos responsáveis da creche:
1. O berçário tem uma zona de dormir separada da zona de brincar, ou os bebés têm de dormir ao mesmo tempo que outros estão a fazer outras actividades?
2. O espaço está preparado para a mudança do bebé do berço para outros espaços?
3. Quantas crianças é que a sala vai receber e quantos adultos há para tomar conta delas?
4. Este infantário tem licença?
5. As zonas de perigo estão protegidas?
6. A alimentação costuma ser variada?
7. Onde são as saídas de emergência?
8. Quantos extintores de incêndio há no edifício?
9. Os espaços exteriores são seguros?

Um conselho importante: não espere pelo fim da licença de parto para procurar uma creche para o seu filho. Em Portugal, existe uma falta crónica de vagas nas creches para bebés até aos três anos.
De acordo com o Ministério da Segurança Social e do Trabalho, no continente existem 1 709 creches para um total de 60 164 crianças. Isto significa uma cobertura nacional de apenas 21%. Apresse-se a encontrar a instituição mais adequada. Acredite, o tempo da licença de parto passa a correr.

Creches: conheça a lei e exija qualidade

A creche acolhe crianças dos zero aos três anos. É tutelada pelo Ministério da Segurança Social e do Trabalho. A legislação que regula este tipo de instituições é o despacho normativo 99/89 de 27 de Outubro. Destacámos alguns dos aspectos mais importantes. Saiba tudo o que deve exigir quando o que está em causa é a instituição onde o seu filho vai passar grande parte do dia.

Localização: afastada de zonas industriais, poluentes, ruidosas ou insalubres. As salas devem ter arejamento e iluminação naturais e aquecimento adequado.

Berçário: Destina-se a crianças dos 3 meses até à aquisição da marcha.
Deve ter uma sala de berços e uma sala-parque, com comunicação entre si por meio de portas ou divisórias envidraçadas. A sala dos berços destina-se aos tempos de repouso das crianças e não deve exceder a capacidade máxima de 8 crianças, com a área mínima de dois metros quadrados por criança.

Salas de actividades: Destinam-se ao desenvolvimento das actividades lúdicas e pedagógicas e deve ter uma área mínima de dois metros quadrados por criança. A sala para as crianças a partir da aquisição da marcha até aos 24 meses deve ter uma capacidade máxima de 10 crianças. Dos 24 aos 36 meses, essa capacidade máxima deve ser de 15 crianças.

Cozinha: Deve ser em inox para obedecer às normas de Higiene e Segurança Alimentar estipuladas no DL 67/98.

Refeitório: Deve ter uma área aproximada de 0,70 metros quadrados por criança, nunca devendo ser inferior a nove metros quadrados.

Instalações sanitárias: Devem estar equipadas com bancadas de tampo almofadado, arrumos para produtos de higiene, base de chuveiro, zona de bacios, lavatórios na proporção de 1 para 7 crianças e sanitas na proporção de 1 para 5 crianças.

Acabamentos: O revestimento dos pavimentos deve ser liso, nivelado, de material impermeável, anti-derrapante e não inflamável. As paredes devem ser impermeáveis e laváveis até 1,20m acima do pavimento.

Condições de protecção e segurança: Arejamento permanente e aquecimento regulável. Todo o sistema eléctrico deve estar protegido ou fora do alcance das crianças. Extintores e carretéis (DL 414/98) e sinalização das saídas de emergência.

Para além destas normas, existem outras, estipuladas no DL 133-A/97, que determinam que nenhum estabelecimento pode iniciar a sua actividade sem se encontrar devidamente licenciado. Os proprietários são obrigados a afixar, em local bem visível do público, o alvará, o mapa de pessoal e respectivos horários, o nome do director técnico do estabelecimento, o horário, o regulamento interno, o mapa de ementas e o preçário.

TRUQUES PARA UMA NOITE DESCANSADA

1. Nos primeiros meses do bebé, a única lei a cumprir é a da descontracção. Não tenha medo de o estragar com mimos, mas também não esteja sempre de sentinela ao lado do berço. Normalmente os pais mais preocupados e atenciosos têm bebés que dormem mal.

2. É importante que o bebé comece desde logo a adormecer sozinho, até porque se acordar a meio da noite depois de ter adormecido ao colo, vai sentir-se inseguro e chorar. Pelo contrário, se tiver adormecido no berço, voltará facilmente ao sono.

3. Na hora de adormecer, que deve ser sempre a mesma, pois a rotina dá segurança ao bebé, esteja uma bocadinho com ele, aconchegue-o várias vezes e fale-lhe calmamente, com a luz já apagada. Sempre que ele chorar, repita este ritual e resista a pegar-lhe ao colo de imediato.

4. Quando já fez tudo o que era possível, e mesmo assim, o bebé continua em pranto, experimente a única coisa que falta: deixe-o sozinho. Por vezes, eles só precisam de tempo e de calma para adormecer e a presença dos pais, em vez de calmante, pode ser estimulante (sobretudo quando estão com os nervos à flor da pele).

5. Quando o desespero atingir proporções insustentáveis, recorra aos avós e passe uma noite longe do bebé. Afaste para bem longe os sentimentos de culpa e aproveite para descontrair.

6. Passear de carro todas as noites até o sono chegar, oferecer um biberão de leite ao primeiro lamento ou trazê-lo para a cama dos pais assim que acorda não são boas estratégias. Não só não resolvem o problema como vão provavelmente agravá-lo.

O SIGNO DO SEU BEBÉ

Depois de ver em que dia e em que mês vai nascer o bebé, descubra qual será o seu signo e os vários aspectos que o caracterizam.

Carneiro
21 de Março a 20 de Abril
Extrovertido, entusiasta, temerário, impaciente. O bebé Carneiro dá nas vistas, sobretudo pelos seus ataques de fúria. Gosta de chamar a atenção e, normalmente, começa a andar e a falar mais cedo do que as outras crianças. Discipline-o desde cedo com doçura e firmeza. Quando o quiser convencer a fazer alguma coisa, use tudo menos a força.

Touro
21 de Abril a 21 de Maio
Estável, previsível, calmo, teimoso. O bebé Touro será provavelmente uma criança criativa, mas precisam de ser educados num ambiente familiar e acolhedor. Respeite sempre o seu lado conservador e não introduza alterações na sua vida sem aviso prévio. Ensine-o desde cedo a partilhar os brinquedos com outros meninos.

Gémeos
22 de Maio a 21 de Junho
Divertido, comunicativo, curioso, imprevisível. Assim é o bebé Gémeos e verá como, desde cedo, ele vai dar mostras de uma vivacidade mental notável. É provável, por outro lado, que goste de fazer muitas coisas diferentes ao mesmo tempo, o que não significa que não esteja a prestar atenção a cada uma delas. Nunca o feche dentro de um parque e alimente sempre a sua insaciável curiosidade.

Caranguejo
22 de Junho a 22 de Julho
Sensível, solitário, intuitivo, carente. É, provavelmente, o eterno bebé à procura da mãe, a quem ama acima de todas as coisas. É em torno dela que gira todo o seu universo e dela depende o seu equilíbrio. Se for um rapaz, a mãe que se prepare para os ataques de ciúmes que terá do pai. Se for rapariga, a cumplicidade entre ambas será total.

Leão
23 de Julho a 23 de Agosto
Vaidoso, simpático, optimista, generoso. O bebé Leão vem ao mundo para ser o centro das atenções. Gosta das luzes da ribalta e precisa constantemente de apoio e de afecto. Nunca deixe esmorecer a sua alegria e confiança naturais. E, em vez de fazer tudo por ele, ensine-o a fazer por si próprio.

Virgem
24 de Agosto a 23 de Setembro
Meticuloso, organizado, persistente, tímido. Vai perceber, desde muito cedo, que tem em casa um pequeno perfeccionista. Não o critique por isso, mas ajude-o a perceber a relatividade das coisas. Promova o encontro com outras crianças para o ajudar a ultrapassar a timidez. Sempre que possível , passeie com ele ao ar livre.

Balança
24 de Setembro a 23 de Outubro
Charmoso, sereno, indeciso, artista. Não há quem resista aos encantos do bebé Balança. Ele próprio gosta de agradar a toda a gente, característica que irá manter ao longo da vida. Com um forte sentido de justiça, pesam prós e contras antes de tomarem qualquer decisão. Não o obrigue, por isso, a decidir sob pressão. E rodei-o de coisas bonitas, pois o aspecto estético é fundamental na sua vida.

Escorpião
24 de Outubro a 22 de Novembro
Forte, corajoso, enérgico, vingativo. Ainda no berço, o bebé Escorpião transpira energia por todos os poros. É intenso nos seus ódios e nos seus amores e não esquece uma ofensa antiga. Aprenda a canalizar a energia, pois se não o fizer arrisca-se a ter em casa uma poderosa fonte de tensão e ansiedade.

Sagitário
23 de Novembro a 21 de Dezembro
Expansivo, alegre, confiante, leal. O bebé Sagitário chora quando o deixam sozinho no berço, pois precisa de ouvir risos e vozes para se sentir seguro. Este desejo de contacto com os outros irá acompanhá-los pela vida fora. A primeira infância será despreocupada e tranquila, sobretudo se sentirem que são amados e que o ambiente é acolhedor e feliz.

Capricórnio
22 de Dezembro a 20 de Janeiro
Sério, responsável, resistente, versátil. Há quem diga, na brincadeira, que os capricórnios são «homens pequeninos», tal é o sentido de responsabilidade que demonstram. Além disso, não gostam de chorar à frente dos outros e muito menos de assumir as suas fraquezas. Ensine-o, primeiro que tudo, a confiar nos outros. Estimule a sua criatividade e faça-o verbalizar os seus medos.

Aquário
21 de Janeiro a 19 de Fevereiro
Inteligente, idealista, inconformado, imprevisível. Se for bem apoiado e bem conduzido, poderá surpreender o mundo com descobertas fascinantes. Alimente-lhe os sonhos ambiciosos que acalenta na infância e nunca lhe corte a liberdade, condição essencial para ser feliz.

Peixes
20 de Fevereiro a 20 de Março
Sensível, intuitivo, sonhador, aéreo. Desde muito pequeno, o bebé Peixes absorve os sentimentos de todos os que o rodeiam, particularmente os dos pais. À medida que for crescendo, deverá encorajá-lo a desenvolver a sua faceta espiritual. Evite falar em desgraças à sua frente e ajude-o a endurecer a «couraça», para que não sofra demasiado.

POR QUE CHORA?

O primeiro de todos marca o grande início da vida fora do útero materno. E é talvez o único choro que nos faz respirar de alívio. A partir daqui, as coisas vão complicar-se. O choro vai ser, nos primeiros meses de vida, o meio privilegiado de expressão dos bebés. Choram porque têm fome, porque lhes dói alguma coisa, porque querem atenção, etc.. Chorar não quer dizer, necessariamente, que o seu filho esteja em perigo. Há psicólogos que afirmam existirem cerca de 40 tipos de choro diferentes e garantem que as mães conseguem distinguir um bom número deles:

• Fome: é o mais óbvio e o mais fácil de perceber. Normalmente, os bebés choram assim que a barriga começa a dar horas. E se este grito por alimento costuma coincidir com as horas das mamadas, por vezes também pode surgir antes do tempo. O bebé pode estar a precisar de mais alimento, mesmo que isso lhe pareça improvável. Este choro é fácil de confirmar: basta dar-lhe mais leite e esperar pelo resultado.

• Sono: o cansaço é muitas vezes a causa de um choro prolongado. Se esteve acordado horas de mais, se houve muita excitação, é natural que o bebé desate num choro, este sim, muitas vezes difícil de acalmar. Há os que gritam, há os que gemem baixinho. Muitas vezes o bebé chora mal passa do colo da mãe para o berço e cala-se assim que regressa aos seus braços quentes. Aqui não convém facilitar: desabituá-lo mais tarde deste ritual pode ser bem mais penoso do que deixá-lo a chorar um bocadinho, mantendo-se sempre ao seu lado. Com paciência, o bebé acabará por adormecer.

• Dor: Mesmo que ninguém saiba explicar bem porquê, a verdade é que quase todos os pais conseguem imediatamente identificar este tipo de choro. As otites, febre e o nascimento dos dentes, por volta do quarto ou quinto mês são os motivos mais frequentes. Medir a febre é um dos primeiros passos. Se for uma otite, experimente fazer pressão sobre o ouvido e depois largar. Se o choro vier dos dentes, esfrie o seu dedo num cubo de gelo e massage-lhe as gengivas.

• Cólicas: As cólicas são muito frequentes nos primeiros meses de vida dos bebés. Experimente colocar o bebé de bruços sobre os seus joelhos ou sobre um saco de água morna. Pode também massajar-lhe a barriga com movimentos circulares no sentido dos ponteiros do relógio e dobrar-lhe as pernas de modo a que junte os joelhos na barriga, abrindo-as e fechando-as devagarinho.

• Colérico: este estado é caracterizado, segundo o pediatra americano Benjamin Spock, por «choros excessivos». Ou seja, «embora o bebé coma o suficiente, ele fica horas a chorar, sem sinais precisos de dores e sem soltar gases. Talvez se acalme se lhe pegarem ao colo e o passearem». Muitos bebés até aos três meses passam por esta fase e resta aos pais não desesperarem. Um ambiente calmo e muita paciência vão ajudar.

• Mimo: este é o choro que desencadeia maior discussão, não só entre os pais, mas também entre os pediatras. Se, como Spock, há quem defenda que em certos casos se deve deixar o bebé a chorar, nem que seja por uma hora, outros há, como Miriam Stoppard, que dizem que nunca se deve deixar um bebé a chorar. Portanto, nisto dos mimos, o melhor é deixar que o bom senso dos pais os ajude a decidir, dando ao bebé o consolo mais adequado e o alívio mais rápido.

CRIANÇAS GORDAS

No caso das crianças com excesso de peso existem, por vezes, problemas relacionados com a maneira como essas crianças e os próprios pais lidam com a situação. Apesar de a nossa sociedade valorizar os magros e marginalizar quem tem uns quilos a mais, deve tentar ultrapassar esse tabu em vez de impor uma dieta rigorosa às crianças que sofram com esse problema. Há medidas mais inteligentes para as ajudar a atingir um peso mais saudável. Primeiro, é necessário ter em conta que as crianças são naturalmente «rechonchudas»: têm bochechas, joelhos gordos, mãos papudas, etc. e isso não deve ser considerado excessivo.

Normalmente, o facto de uma criança com dois anos ser gorda, não é sinónimo de problemas de saúde ou de vir a ser um adulto gordo. Mesmo que assim seja, a infância não é, de modo nenhum, a altura indicada para começara fazer dietas. É que os bebés necessitam de todos os nutrientes, incluindo a gordura, para desenvolverem o corpo e o cérebro, assim como de calorias para poderem crescer. A tendência das crianças com excesso de peso é, normalmente, atingirem o equilíbrio quando crescem. De qualquer modo, só o pediatra pode afirmar se a criança tem ou não excesso de peso e quais os cuidados a ter para que a situação não se agrave.

Depois das primeiras papas

Comida saudável e saborosa:
• Bolos de arroz
• Cenouras bem cozidas
• Feijão verde muito bem cozido
• Bróculos muito bem cozidos
• Pequenos cubos de queijo
• Maçã ralada sem casca
• Feijão cozido

Para comer com talheres:
• Sopas cremosas
• Pudim
• Macarrão com queijo
• Puré de batata

Comida divertida:
• Sanduíches de queijo feitas com mozarella ou cheddar entre fatias de pão de forma
• Sanduíches de atum
• Tostas com manteiga e doce de frutos
• Almôndegas com puré de batata

Comidas a evitar:
• Uvas
• Nozes
• Passas
• Cenouras cruas, aipo e outros vegetais rijos

Absolutamente proibido!
• Substituição do leite materno por leite artificial sem o acompanhamento médico.
• Introdução precoce do leite de vaca, que só é recomendado a partir dos doze meses.
• Utilização de chás, sumos de fruta e refrigerantes com açúcar e corantes. A bebida ideal para matar a sede é água.
• Colocação de mel nas chuchas dos bebés. É fatal para criar cáries nos dentes.
• Consumo excessivo de açúcares, gelados, batatas fritas e refrigerantes, especialmente nos intervalos das refeições.
• Consumo excessivo de sal e gorduras.
• Dieta desequilibrada, com excesso de proteínas e poucos vegetais e frutos.
• Ausência de pequeno-almoço.
• Refeições muito prolongadas e complicadas.
• Consumo de álcool.

OS PRIMEIROS DENTES

Quando surgem os dentes?

O primeiro dente aparece, em média, aos seis meses. Habitualmente, os primeiros dentes a aparecer são os incisivos centrais inferiores (os dentes do meio em baixo). Seguem-se os incisivos centrais superiores e depois os incisivos laterais. Assim, por volta do primeiro ano de vida, a criança deverá ter entre seis a oito dentes. Por volta dos quinze meses, surgem os primeiros molares e até aos vinte meses, os caninos. Pouco tempo depois surgem os segundos molares.

Quantos dentes deve ter o meu filho?

A dentição primária, também chamada «de leite», é composta por vinte dentes. Esta dentição, no entanto, só está normalmente completa entre os dois anos e os dois anos e meio.

O aparecimento dos dentes provoca dores?

Sim. A erupção dentária é normalmente acompanhada por uma inflamação da gengiva. Existem várias formas de aliviar esta dor. A mais usada é a aplicação de frio nas gengivas. Isto é conseguido com brinquedos de borracha que podem ser colocados no frigorífico. É muito importante que estes brinquedos sejam grandes para que não haja o risco de o bebé os engolir ou aspirar. Se quiser, pode embeber uma compressa em água fria e aplicá-la directamente na gengiva do bebé. Existem igualmente alguns medicamentos para aplicação directa na gengiva e que são anestésicos locais. Nos casos mais difíceis, pode ser necessário o uso de um analgésico dado em xarope, como o paracetamol ou o ibuprofeno. Quando o paracetamol não resultar, use o ibuprofeno.

O aparecimento dos dentes provoca febre?

Pode existir uma febre baixa e pouco duradoura. É habitual também os pais notarem um excesso de salivação. Contacte o seu pediatra se a febre for alta ou durar mais de 48 horas. Contacte-o também se o seu bebé tiver diarreia, vómitos, estiver muito prostrado ou aparecem manchas na pele.

E se os dentes não aparecem na altura devida?

O aparecimento dos dentes é muito variável de criança para criança. Só começamos a falar de dentição atrasada quando o primeiro dente ainda não apareceu aos 13 meses de idade. Mas não se preocupe, o aparecimento dos dentes mais tarde do que o habitual não significa nada em termos de desenvolvimento intelectual da criança.

Por que é que os dentes estão afastados?

É normal. Os dentes de leite são mais pequenos que os dentes definitivos e por vezes ficam espaços entre eles. Quando surgirem os dentes definitivos, esse espaçamento desaparece.

Quais os cuidados básicos de higiene?

A higiene dos dentes começa com a higiene da boca. Nos bebés pode limpar diariamente as gengivas com uma compressa esterilizada (normalmente após o banho). Isto vai impedir o crescimento de bactérias sobre as gengivas.

É necessário dar flúor?

O flúor é um constituinte muito importante dos dentes. Ele confere uma maior solidez e resistência contra as infecções. A Academia Americana de Pediatria recomenda que os suplementos de flúor não sejam dados a crianças com menos de seis meses, independentemente de estarem a ser alimentadas ao peito ou com biberão. A partir desta idade todas as crianças devem fazer suplemento de flúor se a água que bebem for deficiente neste elemento.

Quando começar a lavar?

Lavar os dentes com uma escova só é necessário a partir do momento em que a dentição de leite está completa, ou seja, por volta dos dois anos. Antes desta idade, a limpeza deve ser manual, com uma compressa enrolada em torno de um dedo.

É necessário usar pasta de dentes?

De início não é necessário. Basta a escova. Mas ao fim de algum tempo as crianças vão reparar que os pais põem qualquer coisa na escova antes de lavarem os dentes. E vão querer pôr também.
As pastas com flúor só devem ser utilizadas a partir dos dezoito meses.

Quando começa a substituição dos dentes?

Por volta dos seis, sete anos. A substituição é feita a começar pelos dentes do meio e progride para cada lado. Cada dente de cima é substituído, geralmente, um pouco mais tarde que o dente equivalente de baixo. Mas podem existir muitas variações que não indicam necessariamente que algo esteja a correr mal.

É preciso ir ao dentista?

Quando a dentição temporária estiver completa. Até lá, o pediatra deve fazer uma análise do estado da dentição em cada visita de rotina e encaminhar para um dentista se detectar algum problema.

CRIANÇAS CANHOTAS

Um mundo às direitas

Em termos lineares, o facto de se usar preferencialmente o lado direito ou o lado esquerdo do corpo prende-se com um mecanismo do cérebro que, ao dividir-se em dois hemisférios, dá a um deles uma maior predominância para gerir as capacidades motoras, visuais e auditivas. De um modo geral, se o lado direito do cérebro é predominante, comanda o corpo à esquerda e vice-versa. Portanto, este mecanismo diz-se cruzado. Felizmente, o cérebro humano é bastante mais complexo, os dois hemisférios interagem um com o outro em conjunto, e só em casos extremos de lesões cerebrais é que isso não acontece. O que explica que uma pessoa que, por exemplo, parte o braço que mais utiliza, possa adaptar-se temporariamente a usar o outro nas actividades que requerem maior precisão. Por outro lado, a vocação de imitar os gestos mais triviais dos pais, educadores ou professores também pode modificar a tendência da lateralidade da criança, especialmente se ela não estiver muito definida. À esquerda ou à direita, conforme as influências do meio.

Materiais impróprios para esquerdinos

Para além dos livros da primária, há uma série de outros materiais que dificultam a perícia das crianças canhotas. As tesouras são as mais evidentes, mas no rol também podem ser incluídas réguas, relógios, canetas, portas e fechaduras. Em fases posteriores, também se podem constatar problemas com abre-latas manuais, isqueiros e câmaras de filmar.
Jogar às cartas com os amigos também pode ser difícil, enquanto não se percebe como arrumar o jogo. A “dica” de um esquerdino é que as cartas devem ser arrumadas com a mão virada para baixo, ao virá-la para cima percebe-se o jogo. Se tentar imitar os dextros, só vê uma carta da sua mão. Os sistemas informáticos têm vindo a ser adaptados para esquerdinos, com ratos adequados. Na grande maioria dos jogos de computador ou de consola, há várias soluções alternativas, basta a criança perceber em que botões deve carregar. Quando se é canhoto deve activar-se essa função, habitualmente com o L de lefthanded (esquerdino, em inglês).

Esquerdinos famosos

Atingir a fama não é fácil, mas não depende da lateralidade: metade dos Beatles eram esquerdinos – Paul McCartney e Ringo Star. Com eles, estavam e estiveram muitas outras personagens da história do entretenimento: Charlie Chaplin também pertencia ao grupo. Bob Dylan, Phil Collins, Jimi Hendrix, Paul Simon, Bob Geldorf, Cole Porter, Nathalie Cole, Crystal Gayle ou Ricky Martin são alguns dos nomes que se evidenciaram em termos musicais. No cinema ou na televisão, os exemplos não são mais restritos: Danny Kaye, Bruce Willis, Whoopi Goldberg, Jerry Seinfeld, Jay Leno ou Marcel Marceau são apenas alguns dos mais famosos.
Políticos? Um em cada três presidentes dos EUA foi canhoto e desde 1992, quando Clinton ganhou as suas primeiras eleições, todos os candidatos eram esquerdinos (George Bush e Ross Perot). Palavras para quê?

CHUCHA: SIM OU NÃO

Chuchar é um reflexo instintivo. É a forma que os bebés têm de gerir o seu próprio stress. Alguns preferem o dedo, outros a chupeta. Outros nem uma coisa, nem outra. Chuchar não significa, necessariamente, falta de tranquilidade. Muitos bebés que chucham são calmos, «pacíficos», bem adaptados ao ambiente que os rodeia, sem qualquer sintoma de stress mal gerido. No entanto, por ser uma actividade repetida e rítmica, o chuchar desempenha uma função relaxante.

As chupetas vieram substituir o dedo. Estimulam o reflexo de sucção e tornam-se um complemento do acto de mamar. Podem funcionar, por isso, como um estímulo afectivo, fazendo com que o bebé se sinta mais seguro e tranquilo. Daí que, em momentos de maior agitação, a chupeta seja, de facto, uma boa aliada dos pais na tentativa de acalmar o bebé.

Algumas crianças – a maioria, provavelmente - são imediatamente confrontadas com a chucha, mal acabam de sair da sala de partos. Ainda que muito comum, esta situação pode trazer algumas consequências negativas. Quando um bebé se está a adaptar ao mamilo da mãe - tarefa essa que pode demorar uns dias até ser plenamente entendida por ele, - a introdução da chupeta poderá dificultar essa aprendizagem, uma vez que para mamar na chucha o bebé não precisa de abrir tanto a boca e, se utilizar a mesma técnica com o peito da mãe, vai extrair pouco leite. Ou seja, vai ficar com fome e causar stress na mãe, tudo factores que propiciam a diminuição da saída de leite e o aparecimento de dores e gretas no mamilo da mãe. Por outro lado, o cheiro e a textura da borracha, ou do material de que é feita a chupeta, podem constituir uma fonte de confusão para a criança na altura de pegar no peito e dificultar a amamentação.

Vários especialistas defendem, então, que o melhor para o bebé é não ser confrontado com a chucha, pelo menos nos primeiros dias de vida, de modo a que não haja interferências na adaptação à mama da mãe.

Problemas dentários?
A chucha pode trazer alguns problemas físicos relativos ao desenvolvimento dos maxilares e dentes. Segundo alguns especialistas em medicina dentária, o uso exagerado da chupeta pode relaxar os músculos labiais, sobrecarregando os músculos das bochechas. Uma situação que pode fazer com que as arcadas dentárias se desenvolvam de forma anormal, em sentido anterior, ou seja, para fora. Isto não é, obviamente, regra para todas as crianças. Muitas utilizam a chucha durante vários anos e nunca chegam a apresentar problemas deste tipo.

Chucha não substitui atenção
Quando um bebé aprecia a chucha, esta corre o risco de se tornar uma grande “amiga”, deixando, com o tempo, de ser um simples objecto calmante. Passa a ser um objecto de consolo. É talvez aí que reside o seu verdadeiro perigo: muitas vezes, a chucha é vista pelo adulto como a única resposta para o choro da criança. É uma solução rápida, instintiva, que os pais, muitas vezes, apresentam ao filho, sem averiguarem as causas do choro e sem tentarem consolar o bebé com palavras e carícias. Ora, a chucha não substitui o afecto e a atenção que o bebé merece. Não pode ser a solução indistinta para o choro. Se um bebé chora porque lhe falta alguma coisa, porque tem necessidade de afecto, de comida ou de outra coisa qualquer, é errado resolver o problema sempre através da chupeta. Só servirá para fazer dele uma pessoa frustrada e derrotista.

Que chupeta escolher?
• Escolha uma chupeta de peça única, para que não corra o risco de se partir e de o bebé aspirar uma parte.
• Assegure-se que a chupeta pode ser lavada na máquina de lavar e que se limpa facilmente.
• Veja se tem buracos de ventilação.
• Evite que a parte circular (escudo) seja demasiado larga, pois pode obstruir as narinas do bebé quando este chucha com intensidade.
• Escolha o tamanho adequado à idade e ao bebé em causa.
• Se está e quer continuar a amamentar, escolha de preferência uma chupeta das que são mais parecidas com a forma do mamilo.
• Cuidado com os cordões e correntes que prendem a chupeta — podem envolver-se à volta do pescoço do bebé e magoá-lo. A questão «mas ela está sempre a cair ao chão», responde-se: «porque se calhar os bebés deveriam ser mais vigiados, ou então deveríamos deixá-los utilizar os dedos».
• Não caia na tentação de fazer chupetas caseiras, com tetinas de biberão e algodão — o bebé pode sufocar com o algodão.
• Nunca ponha doces, mel, açúcar ou outras coisas do género na chupeta — só servirá para criar maus hábitos, prolongar o uso da chupeta e (pior que tudo o mais) causar cárie dentária.

MASSAGEM PARA BEBÉS

Há centenas de anos que, na Índia, as mães massajam as crianças. É uma prática ancestral, trazida para o Ocidente por uma norte-americana que fundou a Associação Internacional de Massagem Infantil. No fundo, trata-se apenas de devolver aos pais o instinto que perderam com o evoluir dos tempos.

Tudo começou em 1917, quando uma norte-americana, que trabalhava num orfanato na Índia, observou as mães e as avós que faziam massagens aos seus recém-nascidos. Constatou que aquelas crianças, que viviam num ambiente tão pobre, segundo os parâmetros ocidentais, eram todas sorridentes, relaxadas e estavam perfeitamente ajustadas. A partir daqui, criou-se um programa que combinava estas técnicas ancestrais com a massagem sueca, já bastante evoluída. Foi mais um passo até ao nascimento da Associação Internacional de Massagem Infantil, que já existe há vinte anos e está espalhada por mais de quarenta países.

As massagens, além do mais, criam um vínculo muito especial entre os pais e o bebé. No entanto, para que o mundo ocidental começasse a acreditar nisto, foi necessário que os cientistas demonstrassem que os bebés que não estão bem vinculados aos seus progenitores não se desenvolvem tão bem, são mais inseguros, acabam por ter maus resultados na escola e, em alguns casos, tornam-se pessoas mais agressivas e violentas. Mas não só. Cólicas, asma e até eczemas podem ser aliviados pelas massagens. No caso do eczema, este está muitas vezes relacionado com a ansiedade, que acaba por se manifestar através da pele. Quando o massajamos, ajudamos o bebé a ficar mais seguro, mais relaxado, logo, o eczema desaparece. Não porque lhe tocamos na pele, mas porque a ansiedade diminui.

É também no sentido da aproximação entre o pai e a criança que a massagem infantil actua, já que, quando tocamos alguém, libertamos hormonas; uma delas é a prolactina, responsável não só pela produção de leite, mas também pelo chamado instinto maternal. Se nos falta prolactina, também nos faltará instinto. Ora, esta hormona está também presente nos homens e, quando um pai massaja o seu bebé, começa a produzir prolactina. O desejo de tomar conta torna-se vivo. Um estudo realizado na Austrália demonstrou isto mesmo: com o programa de massagem infantil, a vinculação da criança ao pai é muito maior.

Também é interessante verificar o que acontece com pais em risco, ou seja, pais que poderão ter alguma propensão para comportamentos violentos com o filho: assim que começam a massagem, desenvolvem automaticamente a vontade de tomarem conta dos seus filhos, mesmo que não queiram ter e sentir este instinto básico.

Depois do banho, uma massagem

Os bebés são muito sensíveis ao toque, por isso o seu filho vai sentir-se calmo e bem disposto com uma suave massagem. Depois do banho, passe um pouco de loção hidratante ou óleo na pele do bebé. Normalmente, os bebés não precisam de cremes depois do banho — para evitar a pele seca, o melhor é não dar banho ao bebé com demasiada frequência —, mas, por vezes, a sua pele é um pouco mais seca do que o habitual. Para estes casos, o creme hidratante ou o óleo é uma boa solução.

Comece a massagem pelo pescoço, lenta e suavemente, e percorra o corpo do bebé até aos pés. Não se esqueça dos braços e das mãos. Em seguida, vire-o e faça uma massagem nos ombros, nas costas e nas nádegas. Por fim, massaje a testa e depois o rosto. Pode procurar um óleo específico para massagem nas lojas de produtos naturais. Há alguns feitos à base de essências que acalmam. Antes de o escolher, no entanto, pergunte ao pediatra do seu filho se existem contra-indicações.

Massagens em 13 passos

1. Comece com as pernas e pés. Acaricie as pernas num movimento descendente, em direcção aos pés.
2. Agarre os pés pelo calcanhar e rode suavemente. Rode cada um dos dedos dos pés.
3. Passe para os braços e acaricie em direcção às mãos.
4. Massaje bem as mãos. Neste caso, pode fazer alguma pressão.
5. Rode e puxe suavemente cada um dos dedos das mãos.
6. Coloque uma mão sobre a barriga e deixe ficar alguns segundos.
7. Rode a mão no sentido dos ponteiros do relógio.
8. Amasse suavemente a zona abdominal.
9. Vire o bebé e massaje as costas, dos ombros para as ancas.
10. Com os polegares, estimule ao lado da coluna (estes pontos activam todos os órgãos e melhoram o funcionamento do sistema nervoso). Termine com a cara.
11. Acaricie a zona do maxilar, mesmo abaixo dos lóbulos da orelha.
12. Massaje atrás das orelhas com movimento circular.
13. Cubra a cara do bebé com as suas mãos e depois pressione suavemente a testa com as pontas dos dedos. Pressione também as têmporas. Massaje a cana do nariz e depois faça movimentos circulares nas bochechas.

UTILIDADES

- o nome do seu bebé
- checklist (artigos para o bebé)
- calendário de vacinação



PARTILHAR:  Enviar a um amigo   Facebook   Digg   stumbleupon   delicious   twitter
VOCÊ ESTÁ AQUI      seta  Home  seta  Família  seta  Gravidez  seta  Primeiro Ano
Desenvolvido por Proximity Portugal
@Mimosa 2009. Todos os Direitos Reservados.